quarta-feira, 31 de março de 2010

Entrevista: Monica Barbosa

O que o paulista pretende quando busca um imóvel? Qualidade de vida, segurança, proximidade do local de trabalho? Essas são algumas possibilidades das quais o corretor de imóveis deve estar atento ao seu procurado por um cliente. O morar contemporâneo cria algumas exigências e torna o corretor de imóveis peça fundamental no auxilio a escolha da moradia ideal da sociedade. A publicitária especialista em arquitetura e design, Monica Barbosa vai nos auxiliar a decifrar questões importantes deste novo perfil de morador.

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terça-feira, 30 de março de 2010

Índice que reajusta aluguel já acumula variação de 2,78% em 2010

Por: Gladys Ferraz Magalhães
30/03/10 - InfoMoney

SÃO PAULO - A FGV (Fundação Getulio Vargas) divulgou, nesta terça-feira (30), a variação do IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) referente ao mês de março (medido entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês atual). O índice, que é o principal balizador para o reajuste de aluguéis, já acumula variação de 2,78%. No terceiro mês do ano, contudo, a inflação é de 0,94%, menor que a apurada em fevereiro, quando o índice variou 1,18%.
Em março, o IPA (Índice de Preços por Atacado) registrou desaceleração, passando de 1,42% para 1,07%, enquanto o INCC (Índice Nacional da Construção Civil) aumentou de 0,35% para 0,45%. A categoria de mão-de-obra chegou a 0,40% na medição atual, enquanto o índice que capta o custo de materiais, equipamentos e serviços registrou variação de 0,49%.
Altas e baixas
No que diz respeito ao IPC (Índice de Preços ao Consumidor), que também integra o IGP-M, este apresentou desaceleração no período estudado, ficando em 0,83%, contra 0,88% um mês antes.
A principal contribuição puxando o índice para baixo veio do grupo Transportes (2,65% para 0,41%). Os grupos Saúde e Cuidados Pessoais (0,40% para 0,36%), Educação, Leitura e Recreação (0,87% para 0,20%) e Despesas Diversas (0,48% para 0,17%) também tiveram desaceleração no período.
Por outro lado, os grupos Alimentação (1,23% para 2,24%) e Vestuário (-0,40% para -0,24%) apresentaram avanços no terceiro mês do ano.
Já o grupo Habitação não variou.
IGP-M
O cálculo do IGP-M é composto pelo IPA, IPC e INCC. Os indicadores medem itens como bens de consumo (alimentos) e bens de produção (matérias-primas, materiais de construção), além dos preços de aluguéis, condomínios, transportes, dentre outros.
O IGP-M mede os níveis de inflação para toda a população, envolvendo todos os níveis de renda. Esse índice é utilizado para reajustes de contratos de aluguel, tarifas públicas e planos de saúde (no caso dos contratos mais antigos).

segunda-feira, 29 de março de 2010

PAC 2 prevê R$ 71,7 bilhões para o 'Minha Casa, Minha Vida'

Investimento será feito entre 2011 e 2014; do total, R$ 62,2 bilhões vêm do Orçamento Geral da União

Adriana Fernandes,
da Agência Estado


BRASÍLIA -
Ao anunciar a segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), chamada PAC-2, o governo resolveu se comprometer com a construção de 2 milhões de unidades habitacionais no programa "Minha Casa Minha Vida". Quando este programa habitacional foi lançado, em março do ano passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por precaução, não se comprometeu com a meta até então divulgada de construção de 1 milhão de casas até o final do mandato (neste ano de 2010).
Agora, além de incluir no PAC o "Minha Casa Minha Vida", o governo se comprometeu com a meta de construção de 2 milhões de casas e com as previsões de que 60% (1,2 milhão de unidades) serão para famílias com renda de até R$ 1,395 mil ; 600 mil unidades (30%) serão destinadas a famílias com renda entre R$ 1,395 mil e R$ 2,790 mil; e os 10% restantes (200 mil unidades) serão para brasileiros com renda familiar de R$ 2,790 mil a R$ 4.650 mil. O total de investimentos previstos para o programa "Minha Casa Minha Vida" no PAC-2, no período de 2011 a 2014, é de R$ 71,7 bilhões. Desse total, R$ 62,2 bilhões vêm do Orçamento Geral da União.
O governo diz ainda no documento divulgado hoje que o detalhamento da segunda fase do "Minha Casa Minha Vida" será discutido agora com empresários e representantes de movimentos sociais.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Índice de custo de construção tem alta de 0,45% em março, mostra FGV

Agência Estado
Fonte Sciesp: A Tribuna


O Índice Nacional de Custo da Construção - Mercado (INCC-M), que mede a inflação na construção civil, subiu 0,45% em março, informou hoje a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado ficou acima da inflação registrada em fevereiro, de 0,35%. O INCC-M acumula alta de 1,32% em 2010 e de 4,12% nos 12 meses encerrados em março.

Esta foi a terceira divulgação mensal isolada do indicador, que representa 10% do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M). Em janeiro, a FGV, que calcula os Índices Gerais de Preços (IGPs), anunciou que passaria a divulgar o desempenho do INCC-M isoladamente, antes do anúncio do IGP-M de cada mês. O IGP-M de março deve ser anunciado na próxima terça-feira.

Em seu informe, a FGV lembra que o INCC-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência, assim como o IGP-M. Ao detalhar o desempenho do índice em março, a FGV informou que os preços de materiais, equipamentos e serviços subiram 0,49% no terceiro mês do ano. Em fevereiro, a inflação deste segmento foi menos intensa, de 0,47%. Já os preços de mão de obra subiram 0,40% este mês, após registrarem alta de 0,22% em fevereiro.

Ao analisar a movimentação de preços entre os produtos, a FGV informou que as mais expressivas elevações de preço na construção civil foram apuradas em ajudante especializado (0,45%), vergalhões e arames de aço ao carbono (0,82%) e servente (0,38%). Já as mais expressivas quedas de preço foram apuradas em argamassa (baixa de 0,56%), madeira para telhados (recuo de 0,55%) e perna 3x3/estronca de 3ª (queda de 0,28%).

quinta-feira, 25 de março de 2010

País melhora índices de habitação e saneamento básico, aponta relatório do governo

Enviado por João Carlos Rod..., qua, 24/03/2010
Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - O déficit habitacional urbano brasileiro diminuiu em 476 mil residências em um ano, passando de 6,27 milhões de unidades, em 2007, para 5,8 milhões, em 2008, o que ainda é considerado alto. Os índices de saneamento básico também apresentaram melhora expressiva, com a rede de água potável chegando a nove em cada dez famílias brasileiras. A informação consta do 4º Relatório Nacional de Acompanhamento dos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio (ODM), divulgado hoje (24) pelo governo.
Em 16 anos, segundo o documento, o percentual de pessoas morando em condições adequadas no Brasil melhorou 15%, avançando de 50,7%, em 1992, para 65,7%, em 2008. As áreas urbanas são as que apresentam o maior percentual de falta de residência (82%).
Para o ministro das Cidades, Marcio Fortes, as melhorias refletem as políticas habitacionais adotadas pelo governo nos últimos anos, como o programa Minha Casa, Minha Vida e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Habitação e Saneamento.
“Temos feito com que o déficit habitacional venha caindo, com as obras que estão sendo feitas, com os programas que estão sendo implementados com vigor. São investimentos sólidos, fortes e importantes, que levarão adiante a decisão do governo de atacar o problema habitacional”, disse o ministro, que participa do 5º Fórum Urbano Mundial das Nações Unidas, na zona portuária do Rio, até o dia 26. O evento reúne mais de 15 mil participantes de 160 países.
Os dados apontam ainda que 89,2% do déficit habitacional é concentrado nas famílias com renda de até três salários mínimos. O problema é mais grave nas cidades brasileiras com mais de 500 mil habitantes: em 97,3% delas há favelas, em 86,5%. cortiços e em 94,6%, loteamentos clandestinos ou irregulares.
Em relação ao déficit em saneamento, o relatório aponta uma grande diferença entre o Brasil rural e urbano. Enquanto nas cidades a água tratada chega a 91,6% das famílias, no interior o índice é bem menor: 27,4%.
O estado com maior oferta de água tratada é São Paulo, com 98,9% das residências atendidas. Na ponta oposta está o Pará, onde só 51,5% da população possui acesso ao serviço.
A rede de esgoto também apresenta uma grande diferença entre campo e cidade, chegando a 80,5% nas áreas urbanas e a 23,1% nas zonas rurais.
A proporção de famílias atendidas por ambos os serviços - água e esgoto - subiu de 62,3%, em 1992, para 76%, em 2008.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Entrevista: Luiza Nagib Eluf

“As atividades oferecidas as mulheres no mercado de trabalho estão sujeitas as mesmas condições daquelas praticadas pelo homem?” Está pergunta está presente no dia a dia da mulher trabalhadora. Por este motivo a TV O Corretor entrevista a Procuradora de Justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo, Luiza Nagib Eluf.

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terça-feira, 23 de março de 2010

Deficit habitacional caiu 8%, diz governo

Ministério anuncia que carência recuou para 5,8 milhões de domicílios em 2008, mas que cresceu número de moradias inadequadas

Especialistas dizem que melhora da renda reduz impacto do aluguel para as famílias e aumenta chance de comprar um imóvel

DA SUCURSAL DO RIO
Jornal Folha de São Paulo

O Ministério das Cidades anunciou ontem, no 5º Fórum Urbano Mundial, que acontece no Rio nesta semana, que de 2007 para 2008 o deficit habitacional no Brasil foi reduzido de 6,3 milhões para 5,8 milhões de domicílios -queda de 8%.
No entanto, houve piora no indicador que mede o total de moradias com infraestrutura inadequada, que aumentou em 500 mil, chegando a 11 milhões de unidades, ou 22% dos domicílios urbanos.
A moradia é considerada inadequada quando há problema de acesso a pelo menos um dos seguintes serviços básicos: iluminação elétrica, abastecimento de água com canalização interna, rede geral de esgoto ou fossa séptica e coleta de lixo.
A secretária nacional de habitação do Ministério das Cidades, Inês Magalhães, disse que o governo analisa o que levou ao avanço de moradias com infraestrutura inadequada.
Uma das hipóteses é que tenha havido um crescimento no número de domicílios -daí a redução do deficit-, mas que eles podem estar em áreas com infraestrutura inadequada. Basta não atender a um dos critérios de adequação para ser considerado inadequado.
Os cálculos foram feitos a partir de dados do IBGE pela Fundação João Pinheiro, vinculada ao governo de Minas Gerais. Os itens que mais contribuem para o deficit são o ônus excessivo com aluguel (40,4%) e famílias vivendo no mesmo domicílio (39,6%).
Em 2007, houve mudança na metodologia de cálculo desse último indicador, após críticas de vários especialistas de que os dados usados pelo ministério superestimavam o deficit por incluir toda família que coabitava numa residência com outra no cálculo do deficit.
Para o IBGE, por exemplo, se um casal abriga filhos e netos na mesma casa, considera-se que são duas famílias num mesmo domicílio. No entanto, em muitos casos, essa coabitação pode acontecer por opção, e não por necessidade.
Por isso, a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 2007, foi incluída uma pergunta específica sobre a vontade de famílias coabitando de viverem juntas ou não. A mudança metodológica resultou na queda do deficit em 1 milhão de residências. Pelos critérios antigos para 2007, seriam 7,3 milhões. Pelos novos, 6,3 para aquele ano.
Usando a metodologia antiga, o país já havia registrado queda de 2006 para 2007. A razão mais comum apontada por especialistas foi a melhoria da renda, especialmente nas classes de menor nível socioeconômico, o que tem impacto direto na redução do gasto com aluguel ou na possibilidade de compra de um imóvel.

segunda-feira, 22 de março de 2010

BC defende a criação de índice de preços de imóveis

Karina Nappi
Jornal DCI


SÃO PAULO - O setor imobiliário brasileiro pode receber um novo índice econômico, afirmou o diretor de Normas e Organização do Sistema Financeiro do Banco Central, Alexandre Tombini. Ele sugeriu que o BC em parceria com uma entidade de renome como a Fundação Getúlio Vargas (FGV) ou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) criem um índice para acompanhar a evolução de preços no setor imobiliário.

"Temos que avançar com a criação de um indicador de preços para monitorar o mercado. É uma lacuna a ser preenchida no curto prazo", disse Tombini, em palestra para o empresários e representantes do setor.

Na opinião do economista e diretor da Fractal, Celso Grisi é realmente necessária a criação de um índice imobiliário.

"Apesar de existirem índices como o INCC (construção civil) não existe um real para imóveis urbanos, no máximo trabalhos de empresas privadas que informam o público, na maioria das vezes com preços anunciados, que diferem em média 30% do real. Assim, de fato é necessário a criação de um índice para representar a oferta e a procura do setor imobiliário, principalmente nas capitais do País", pontuou.

Segundo Tombini, essa é uma agenda de "curto prazo", mas cuja discussão ainda está no início.

"Superada a fase de discussão, de encontro de fundo para a criação, o índice consegue sair em três meses. Até julho a FGV, por exemplo, já conseguiria divulgar os dados, nas principais capitais principalmente, o que faria mais sentido", afirmou Grisi.

Grisi alerta, no entanto, que para ser feito o índice seria necessário um rigor metodológico, ou seja, entrevistas pessoais para pesquisa de mercado para ponderar as condições de compra e venda e ajustar o valor com a inflação, para a criação de uma série histórica, de encontro com outros índices dos estados.

Questionado pela reportagem sobre o peso do novo índice na política monetária do BC, o economista afirmou que será um fato relevante, uma vez que afetaria a atividade econômica do País e passaria a influenciar na construção de imóveis e no comércio de unidades antigas.

"Há uma necessidade de termos um indicador de preços confiável, robusto e com bastante abrangência. Não só para o mercado definir estratégias e mensurar riscos, mas também para o monitoramento do regulador e por parte das próprias instituições. Precisamos avançar nisso, tendo em vista perspectivas para o segmento de crédito imobiliário", disse o diretor do BC.

Para Tombini, o crédito imobiliário vai crescer mais que outras linhas nos próximos anos, liderando a expansão do crédito no Brasil. "E, para que esse crescimento se dê em bases sustentáveis, é importante ter informações confiáveis para desenho das políticas", disse.

Segundo Grisi, há uma tendência de alta do segmento de crédito para o setor de imóveis.

"O crescimento do crédito imobiliário é uma tendência natural, elevar o crédito imobiliário é substituir o aluguel e proteger as finanças familiares. Contudo, não devemos pensar que o Brasil pode ser vítima da crise do setor imobiliário, assim como aconteceu com os Estados Unidos no último ano. No País os empréstimos e financiamentos são feitos mediante ao pagamento de no mínimo 20% do valor do imóvel, não é possível fazer uma segunda hipoteca sobre a mesma propriedade e há a garantia de retomada rápida do imóvel por parte do financiador, no caso, o banco", explicou o economista.

O diretor enfatizou a importância da segurança nos financiamentos, especialmente na "originação do crédito", para evitar problemas futuros para a economia. "A qualidade da expansão do crédito é muito importante. O BC está atento para atuar com medidas de caráter prudencial", disse.

Tombini ressaltou que o avanço do mercado imobiliário está ocorrendo por conta da estabilidade macroeconômica e também pelo melhor "arcabouço legal", mas ressaltou que o nível de crédito imobiliário em relação ao tamanho da economia no Brasil ainda é baixo, tendo bastante espaço para crescer. "Nosso dever é cuidar para que isso ocorra em bases sólidas e sustentáveis."

sexta-feira, 19 de março de 2010

Desafio do crédito imobiliário é buscar alternativas à poupança, diz Meirelles

Por: Flávia Furlan Nunes
19/03/10 - InfoMoney


SÃO PAULO – O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou que o crédito imobiliário no Brasil enfrenta o desafio de expandir sua fonte tradicional de financiamento, a poupança, por meio do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo).
“No caso do SBPE, é muito importante repensarmos quais são outras fontes de financiamento para um continuado crescimento no Brasil”, disse Meirelles, durante pronunciamento na 2ª Conferência Internacional de Crédito Imobiliário, promovida pelo Banco Central.
O presidente do BC disse que a fonte de financiamento do crédito imobiliário era mandatória e direcionada no período em que os mercados não tinham capacidade para financiamento. “Mas hoje os mercados cresceram e eu acredito que vai ser importante essa discussão que está tomando lugar”.
Crescimento do mercado
De acordo com Meirelles, o desenvolvimento do crédito imobiliário no Brasil foi possível por alguns fatores, dentre eles a conquista da estabilidade macroeconômica, que trouxe previsibilidade.
“No momento em que há previsibilidade, o investidor pode assumir um risco de longo prazo e o tomador, por sua vez, também pode assumir um risco de longo prazo. O tomador tem de ter o mínimo de segurança de que ele continuará a ter rendimentos nos próximos anos para cumprir suas obrigações”.
Outro aspecto foi a estabilidade do mercado cambial, que deu ao Brasil a capacidade de cumprir seus compromissos externos, através da acumulação de reservas, que permitiu ao País ser um dos últimos a entrar na crise econômica e ser um dos primeiros a sair dela.
Meirelles disse que um terceiro fator que permitiu o crescimento do crédito imobiliário no Brasil foi o desenvolvimento do sistema financeiro que, segundo o presidente do Banco Central, é modelo em fóruns internacionais.
“O investidor começa a procurar um bom retorno e, para isso, prazos maiores. O tomador começa a ter a disponibilidade de tomar também em prazos maiores, na medida que tem maior confiança na manutenção do emprego”.
Papel do BC
Meirelles afirmou que, neste cenário, o BC está trabalhando nas questões providenciais, visando não criar mecanismos que vão gerar ou propiciar funding de longo prazo, uma vez que existem condições macroeconômicas para isso.
Para ele, o mercado, as instituições e os agentes devem estar em alerta sempre em relação ao crédito, principalmente em momentos de euforia, quando o horizonte indica a inexistência de risco e de problemas. Mesmo em momentos de crescimento, ele pediu que as normas sejam rigidamente seguidas.

quinta-feira, 18 de março de 2010

População retoma poder de compra e deve influenciar setor de construção

Por: Equipe InfoMoney
17/03/10


SÃO PAULO - A população está retomando o poder de compra, afirmou o presidente da Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção), Cláudio Conz, o que pode influenciar no setor de construção.
Segundo Conz, há uma "grande demanda por construção", já que 77% das 55 milhões de moradias do Brasil precisam de algum tipo de reforma ou construção, além do déficit habitacional de 6,273 milhões de moradias.
O presidente ainda lembra que a redução de IPI (Imposto sobre Produto Industrializado) estará em vigor para os produtos do segmento de construção até 30 de junho.
"O consumidor tem um tempo razoável para se programar e realizar a sua reforma, sobretudo agora que acabaram as dívidas de início de ano, como IPVA, matrícula dos filhos etc.", disse Conz.
Chuvas
Conz afirmou que o excesso de chuvas no primeiro bimestre deste ano, principalmente na região Sudeste, aumentou o número de pequenas reformas, fazendo com que a retomada de obras seja uma tendência.
Setor
No ano passado, o setor de construção cresceu 4,2% sobre o ano de 2008, com um faturamento de R$ 45,04 bilhões. Em fevereiro, o crescimento foi de 4,9% sobre janeiro e de 12% na comparação com o mesmo período de 2009.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Entrevista: Simone Santos

“Condomínios industriais são o novo filão das construtoras” A matéria publicada pelo portal exame com informações baseadas no jornal O Estado de São Paulo refere-se a um segmento que vem atraindo grandes investidores nacionais e internacionais. Simone Santos, diretora do departamento de serviços corporativos da Herzog Imóveis Industriais e Comerciais vai nós explicar esta nova tendência do mercado.

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terça-feira, 16 de março de 2010

Sai o primeiro condomínio com energia eólica

publicado em 15/03/2010
Fonte: O Globo

O primeiro empreendimento imobiliário com produção de energia eólica no Brasil é residencial e será lançado este mês, em Florianópolis. O projeto, batizado de Neo, prevê a instalação de duas turbinas de vento, uma em cada torre. Elas farão o aquecimento de toda água que será consumida pelos 24 apartamentos do condomínio, cuja entrega está prevista para março de 2012.
Desenvolvido nos Estados Unidos e trazido para o Brasil pelo arquiteto e urbanista paulista Jaques Suchodolski, o equipamento é composto por duas turbinas - que medem 1,20m de diâmetro e 6m de altura - capazes de gerar aproximadamente 5kw cada. Ambas atuam em conjunto com painéis solares, que captam a energia do sol.
“A tecnologia será capaz de produzir 100% da energia que será usada no condomínio, que não utilizará nenhum tipo de combustível fóssil. Hoje, apenas o aquecimento da água representa 50% do gasto com energia nas regiões Sul e Sudeste”, diz Suchodolski.
Segundo o arquiteto, o equipamento escolhido - foram dois anos de busca até chegar ao fornecedor ideal - conjuga tecnologia de ponta com um design moderno.
“O posicionamento do eixo do rotor em relação à direção do vento é essencial. Os equipamentos mais antigos, como os moinhos de vento, têm turbinas de eixo horizontal (as pás giram num plano perpendicular à direção principal do vento). Dessa forma, requerem um vento puro e contínuo. Já a tecnologia que será usada no condomínio tem turbinas de eixo vertical (as pás giram num plano paralelo à direção do vento) e, por isso, utilizam qualquer tipo de vento, não fazem barulho e não oferecem risco para os pássaros”, destaca.
Sem revelar o investimento total feito no projeto, Suchodolski conta que o valor estimado de cada uma das turbinas é de US$16 mil:
“É um acréscimo de custo perfeitamente absorvível por um empreendimento deste porte.”
Ainda segundo Suchodolski, o empreendimento terá outros dispositivos sustentáveis, como uma estação de tratamento de esgoto, com direito a uma cisterna específica para água a ser reutilizada, destinada, por exemplo, à irrigação das áreas verdes. Dessa forma, completa ele, o consumo será reduzido em 50%:
“Além disso, o condomínio usará madeira de reflorestamento certificada, tintas e vernizes à base de água. A iluminação será feita por lâmpadas LED, que são mais econômicas, e terá sensores de presença.”

segunda-feira, 15 de março de 2010

Ibedec move ações públicas sobre efeitos do Plano Collor I para mutuários

Por: Flávia Furlan Nunes
15/03/10 - InfoMoney


SÃO PAULO – O Ibedec (Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo) interpôs ações civis públicas contra agentes financeiros do SFH (Sistema Financeiro da Habitação) em que questiona os efeitos do Plano Collor I nos contratos vigentes em março de 1990.
De acordo com o instituto, além dos poupadores, a mudança na forma de correção das cadernetas trouxe prejuízos aos contratos do SFH, referentes à compra da casa própria.
Na época, esses contratos foram atualizados em 84,32%, enquanto a poupança sofreu uma correção de 41,28%, o índice que deveria ter sido aplicado ao SFH, de acordo com o Ibedec.
Ações
Nas ações, o instituto demostra que o STJ (Superior Tribunal de Justiça) já adotou um posicionamento favorável aos mutuários e depois modificou e consolidou uma posição contrária, mas a questão continua em aberto, sendo que o STF (Supremo Tribunal Federal) não se manifestou em relação à questão.
“Se o Ibedec ganhar, todos os mutuários que forem seus associados poderão se beneficiar do resultado das ações. O pedido é de que todos os contratos, vigentes ou encerrados, tenham o saldo devedor recalculado em março de 1990 pelo BNTF, o que pode reduzir a dívida em cerca de 43%”, diz o Ibedec em comunicado.
Plano Collor I
Após assumir a presidência da República, Fernando Collor de Melo colocou em prática, por meio da Medida Provisória 168/90 (convertida na Lei 8.024/90), o Plano Collor I, em março de 1990.
A legislação determinava o bloqueio dos ativos financeiros que ultrapassassem o valor de 50 mil cruzados novos. Conforme o aniversário das contas, foi aplicada a correção pelo IPC (Índice de Preços ao Consumidor) e colocado à disposição do Banco Central o valor superior a 50 mil cruzados.
O problema é que os saldos disponíveis aos poupadores e não transferidos ao BC deveriam ter sido atualizados em abril de 1990 com base no IPC de março, o que não foi cumprido pelos bancos depositários.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Programa de habitação atenderá associados a entidades de trabalhadores

Por: Gladys Ferraz Magalhães
11/03/10 - InfoMoney


SÃO PAULO - Trabalhadores associados a entidades representativas terão programa de habitação especial em São Paulo, segundo informou, por meio de nota, a CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano).
O programa irá beneficiar famílias com renda familiar entre um e dez salários mínimos, com prioridade para aquelas de menor renda.
Segundo informações da secretaria de Habitação e da CDHU, as famílias serão selecionadas pelas entidades sindicais e associações que, por sua vez, deverão atender alguns critérios como percentual de associados com baixa renda, tempo de existência, experiência em atividades comunitárias e de promoção habitacional.
Objetivo
O programa, parceria da CDHU com entidades representativas dos trabalhadores, prevê a construção de cinco mil casas até 2012, sendo cinco mil unidades em 2010, duas mil em 2011 e mais duas mil no ano seguinte.
As unidades habitacionais seguirão o novo padrão de construção da CDHU, com melhorias como o terceiro dormitório, aquecedor solar, pisos e azulejos, entre outras.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Aluguel na cidade de São Paulo aumentou 8,4% nos últimos 12 meses

Por: Camila F. de Mendonça
11/03/10 -InfoMoney


SÃO PAULO - O valor do aluguel residencial de apartamentos e casas contratados no mês passado na cidade de São Paulo registrou, nos últimos 12 meses terminados em fevereiro, alta acumulada de 8,4%.
De acordo com a Pesquisa Mensal de Locação Residencial, divulgada pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação) na última quarta-feira (11), o percentual é superior ao dos índices que medem o comportamento da inflação ao consumidor no período, como o IPCA do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que variou 4,83%.
Variação mensal
Em relação a janeiro, o aluguel apresentou variação de apenas 0,4%. De acordo com o levantamento, os aluguéis de imóveis com um dormitório foram os que apresentaram as maiores altas no período, de 1%.
As unidades de dois dormitórios permaneceram com preço estável e as de três dormitórios ficaram 0,2% mais caras, por conta dos contratos assinados nas regiões Sul e Leste 1 da capital paulista.
Preço varia por região
Vale lembrar que os dados da pesquisa estão disponibilizados em faixas de valores por metro quadrado, por número de dormitórios e por estado de conservação.
Para um imóvel de três quartos na Zona Norte, em bom estado, por exemplo, o aluguel do metro quadrado oscilou em fevereiro entre R$ 12,90 e R$ 13,26. Uma moradia de 90 metros quadrados teria, portanto, o valor de locação entre R$ 1.161 e R$ 1.193.
Já o aluguel na zona Sul A (Aclimação, Moema, Jardins, Higienópolis, Morumbi) teve seu valor em fevereiro oscilando entre R$ 16,86 e R$ 22,40; assim, um imóvel com área próxima de 90 metros quadrados na região, também de três dormitórios e em bom estado, teria aluguel variando de R$ 1.517,40 a R$ 2.016.
Um imóvel nas mesmas condições, mas localizado na região central da cidade (Barra Funda, Bom Retiro, Cambuci), por outro lado, teria o valor do aluguel entre R$ 1.255,50 e R$ 1.403,10, já que, em fevereiro, os valores oscilaram entre R$ 13,95 e R$ 15,59 o metro quadrado.
Na zona Leste A (Móoca, Tatuapé, Belém), os valores por metro quadrado ficaram entre R$ 8,50 e R$ 12,58. Já na zona Leste B (Brás, Itaim Paulista, Vila Matilde), eles variaram entre R$ 7,43 e R$ 8,74 no segundo mês do ano. Os imóveis localizados na zona Sul B (Campo Limpo, Cidade Ademar, Interlagos), cujos contratos foram fechados em fevereiro, tiveram o valor da locação entre R$ 11,85 e R$ 12,40 por metro quadrado.
Nas zonas Oeste A (Lapa, Perdizes, Pinheiros) e B (Butantã, Perus, Pirituba), os valores do aluguel em fevereiro variaram entre R$ 18,14 e R$ 19,12, no primeiro caso, e entre R$ 11,25 e R$ 11,76, na segunda região.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Saúde é tudo. Relacionadas ao tema, temos questões como meio ambiente e qualidade de vida. A entrevistada de hoje vai falar desse assunto que é tão pertinente a atividade do corretor de imóveis. Eu vou conversar com Odete Monteiro, enfermeira da ATHON. Confira o vídeo:

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Ruído, distorção e interferência: Para os comunicadores,essas palavras causam arrepios. E se causam tanto pavor é por que imagem é fundamental para conquistar clientes e passar credibilidade. Com o corretor de imóveis, não é diferente. Eu vou conversar com Denia Machado, uma profissional de altíssima competência no que diz respeito a saúde corporal. Confira o vídeo:

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terça-feira, 9 de março de 2010

Corretores suspeitam que apenas 20% dos imóveis da cidade tenham registro

Thiago Macedo
Jornal A Tribuna

O Bairro Vila Ponte Nova é um dos pontos nobres de Cubatão, mas quem vive nas belas casas não possui

Cerca de 50% dos imóveis na área urbanizada de Cubatão não possuem matrícula no Cartório de Registro de Imóveis da Cidade. Isso se deve ao fato de que boa parte das áreas que formam o território cubatense pertence à União. Corretores do Município vão além: suspeitam que somente 20% das propriedades de Cubatão têm matrículas nos cartórios.

A falta de escritura definitiva desvaloriza os imóveis e prejudica transações. Os interessados em adquirir casas e apartamentos nessas condições não conseguem obter financiamentos bancários nem recursos do Sistema Financeiro de Habitação. Estão entre áreas sem registro, os imóveis mais bem acabados de Cubatão, localizados na região da Ponte Nova.

Atualmente, há por volta de 10.100 matrículas de imóveis e terrenos no Oficio de Registro de Imóveis, Títulos e Documentos de Cubatão, segundo a titular do cartório, Maria Laura de Souza Coutinho.

Maria Laura explica que, com os números que dispõe, não é possível definir o quanto os registros de seu cartório representam do montante de imóveis de Cubatão. Mas diz que 10 mil imóveis registrados é um montante pequeno para uma Cidade de 130 mil habitantes.

Mas chega a 50% a diferença entre as 10.100 matrículas no cartório e as 20.508 do Cadastro Mobiliário e Imobiliário da Prefeitura, que lança os carnês do IPTU.

DÉCADA DE 70

Segundo Maria Laura, os números de seu cartório dizem respeito aos imóveis registrados a partir de 25 de agosto de 1974, quando o registro foi criado em Cubatão. Antes disso, os títulos de propriedade eram matriculados em Santos.

Todavia, desde a desvinculação dos cartórios, todos os imóveis ou terrenos envolvidos em qualquer negociação legal após agosto de 1974 foram transferidos para o Município. Só continuam em Santos os registros de posses anteriores a essa data.

Os efeitos da falta de regularização atingem tanto bairros populares, como Jardim Nova República e Ilha Caraguatá, quanto áreas nobres, caso da Vila Ponte Nova.

Corretores consultados por A Tribuna foram unânimes ao apontar a falta do título de propriedade como o principal entrave nas negociações. Hoje, segundo eles, cerca 90% das transações de imóveis são feitas usando carta de crédito ou outro tipo de financiamento.

"É como comercializar carros. Pode perguntar para os vendedores das concessionárias qual o percentual de carros que eles vendem à vista. O número é muito pequeno", compara o corretor Felisberto Morais de Almeida.

O corretor avalia que cerca de 80% dos imóveis do Município não possuem escritura. "É bem diferente de Santos e Praia Grande, onde esse número fica na casa dos 20%". A avaliação de Felisberto faz sentido.

É que 60% da população mora em regiões que não foram oficialmente urbanizadas ou em favelas. Áreas que não possuem qualquer tipo regularização fundiária.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Construção defende revisão na metodologia do PIB

Jornal DCI
São Paulo - O setor da construção civil deve crescer cerca de 9% em 2010, ante 8,1% em 2008 e depois de uma variação negativa esperada para 2009. O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), Paulo Safady Simão, defende uma revisão na metodologia do PIB, "para captação da expansão correta do setor".

Simão disse que no próximo dia 11, ao divulgar o Produto Interno Bruto (PIB) de 2009, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) deve anunciar crescimento negativo entre 3% e 4% para a construção civil.

"Nas nossas contas, seria positivo em, no mínimo, 2%" , comentou ele. "Não é que o cálculo esteja errado, mas há aí uma distorção", continuou ele, informando que essa semana conversou com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, sugerindo uma revisão de metodologia do IBGE para captar a contribuição do setor à economia do País.

Simão disse que, na metodologia atual, o IBGE foca apenas a produção de materiais, e não o valor que se agrega à construção de imóveis, como a mão de obra, por exemplo.

No caso dos números de 2009, a crise internacional obrigou muitas empresas a esgotar os insumos que tinham em estoque. E a falta de aumento nessa variável levaria o IBGE a divulgar um número negativo, segundo a Cbic. Simão disse que o ministro Mantega autorizou negociações do setor com o IBGE.

Simão falou ainda que o governo está usando o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2 como bandeira eleitoral, além de usá-lo para corrigir erros do PAC original.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Ações locatícias caem 19% em janeiro na capital paulista

em 5/03/2010
Fonte: Revista ZAP


A cidade de São Paulo iniciou o ano com 1.231 ações judiciais relativas a contratos de locação. Trata-se do menor volume de ações em um mês de janeiro desde 1994 ? naquele ano, o primeiro mês do exercício registrou 1.127 ações. A quantidade de ocorrências de janeiro de 2010 foi 4,1% inferior à de dezembro de 2009 (1.283) e 19,1% menor que o verificado em janeiro do ano passado (1.522 casos).
De acordo com o Fórum da cidade de São Paulo, a falta de pagamento do aluguel permanece como principal motivo para a ocorrência de ações locatícias. Em janeiro, percebeu-se a entrada de 1.042 casos, o equivalente a 84,7% do total de ações. As ordinárias ocuparam a segunda colocação, com 123 ações, o correspondente a quase 10%. As renovatórias (56 ações) e as consignatórias (10) participaram com 4,6% e 0,8%, respectivamente.
ANÁLISE POR FÓRUNS REGIONAIS - Dos 13 fóruns regionais analisados, dez diminuíram o volume total de ações locatícias em janeiro de 2010, comparado com o mesmo período em 2009. As ações locatícias nos fóruns regionais apresentaram as seguintes variações:
PENHA - O fórum registrou a maior queda entre as regionais no inicio do ano, com variação de -41,5% em relação a idêntico período de 2009.
LAPA - Apresentou a maior variação percentual no total de ações locatícias: 169,6% frente a janeiro de 2009.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Setor de construção pede mudanças em projetos de habitação e no PAC

PanoramaBrasil
Jornal DCI


SÃO PAULO - O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão, disse ontem que apresentou, na reunião do Grupo de Acompanhamento do Crescimento (GAC), algumas propostas para corrigir erros do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do programa Minha Casa, Minha Vida. Segundo ele, houve atrasos de obras por falta de planejamento e de projetos e em razão de licitações malfeitas. Durante o encontro, a maior parte das reivindicações girou em torno das exportações brasileiras, que sofrem ainda com a recuperação lenta do mercado mundial e também com a possível subida de juros por parte do Banco Central (BC).

A proposta da CBIC, segundo ele, é que as obras selecionadas sigam alguns critérios para evitar esses problemas, como, por exemplo, a inclusão da obra no Plano Plurianual do município ou estado, que tenha projetos básicos e o custo- benefício social bem definido. Ele também defendeu a necessidade de ampliação dos agentes financeiros para o programa Minha Casa, Minha Vida. Além disso, o presidente da CBIC disse que é preciso ter uma preocupação maior com o planejamento urbano e não apenas atender a habitação individual.

Já o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, disse que apresentou, durante a reunião, uma agenda para reduzir a burocracia, desonerar e melhorar as condições de financiamento das exportações. Ele disse que a agenda é antiga, mas que, num cenário pós-crise, é preciso acelerar essas definições. Monteiro Neto lembrou que o governo já trabalha em medidas para o setor exportador. "Nós estamos na direção correta. O problema agora é o time [tempo em inglês]", disse, ao deixar a reunião do GAC.

O presidente da CNI voltou a reclamar do acúmulo de créditos tributários. "Precisamos trabalhar num conjunto de desonerações para o setor exportador. Quem acumula crédito carrega custos." Ele também alertou para o fato de haver um aumento grande das importações, o que, segundo ele, desloca a produção nacional e prejudica o emprego no País.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Entrevista: Elaine Rodrigues

“Especialista alerta para a restrição da purgação de mora e a aceleração do processo de despejo de imóveis comerciais e residenciais” A matéria refere-se a nova Lei do Inquilinato que entrou em vigor no dia 25 de janeiro de 2010. Eu vou conversar com a Dra. Elaine Rodrigues, advogada especialista no setor imobiliário, corretora de imóveis e conferencista da UNISciesp.

Confira o vídeo da entrevista:

video

Mais informações no twitter do sindicato: www.twitter.com/sciesp

terça-feira, 2 de março de 2010

Cautela com a euforia imobiliária

publicado em 1/03/2010 às 16:30
por Marcos Burghi
Zap Imóveis



O crescimento do mercado imobiliário em 2009 pegou em cheio as ações das empresas do setor. Alguns papéis valorizaram mais de 300% em 12 meses contabilizados até sexta-feira. Apesar da alta acumulada, o segmento de construtoras e incorporadoras não é unanimidade como endereço de investimento para os próximos meses.
Ricardo Torres, professor de Finanças da Brazilian Business School (BBS), está entre aqueles que recomendam o setor. Ele avalia que as perspectivas para este ano são favoráveis, principalmente para as companhias cujos produtos são dirigidos às classes de menor renda, como Tenda e MRV, entre outras.
Torres afirma que os investidores podem se beneficiar caso incluam em suas carteiras papéis do setor imobiliário. “A demanda por habitação, que ficou reprimida durante longo tempo, pode ser atendida, já que existe crédito e as condições de financiamento estão melhores”, avalia.
O professor da BBS avisa, porém, que não é necessário ter pressa na definição ou na aquisição das ações. Segundo ele, as mudanças de direção do mercado podem proporcionar boas oportunidades de compra. “Certamente, quem entrar no mercado hoje ou aumentar seus investimentos, dentro de 15 anos terá obtido rendimentos imbatíveis.”
HISTÓRICO - Ricardo Pinto, coordenador do curso de MBA em Negócios Imobiliários, da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), não desencoraja a compra de ações do setor, mas recomenda cuidados antes da decisão. Pinto alerta para a necessidade de conhecer a história da empresa antes de qualquer definição.
Segundo ele, é importante verificar a trajetória de cada companhia no segmento de atuação e no mercado acionário, bem como conhecer os motivos que levaram seus papéis à valorização. ?É preciso saber se as razões são sólidas ou momentâneas?, diz.
DESEMPENHO NA CRISE - Ele faz ressalvas a papéis de companhias que tiveram altas a partir de incentivos governamentais. ?Em 2010, teremos eleições. Quem garante que o novo governo vai dar seguimento aos programas em andamento hoje?? O professor da Faap afirma que o fim dessa classe de incentivo poderia trazer dificuldades às empresas que têm foco nos empreendimentos populares, o que, segundo ele, teria reflexos diretos sobre o valor dos papéis.
Pinto também recomenda, sobretudo aos neófitos em Bolsa, que pesquisem o desempenho da empresa antes e depois da crise econômica que atingiu o auge em setembro de 2008, chegou ao Brasil com força em dezembro daquele ano e começou a ceder em abril de 2009. Pinto recomenda a leitura de jornais. Ele reputa como um meio eficiente de conferir como a companhia se saiu durante o período de turbulência. “Prefira aquelas que tiveram menos dificuldades”, orienta.
O professor pede cautela especial ao pequeno investidor que, acredita, “não tem a persistência dos grandes, o que, em mudanças bruscas, pode levar a perdas.”
Sandra Perez, analista da Coinvalores, vê boas perspectivas nas ações de empresas do mercado imobiliário. Ela afirma que as captações de recursos se transformam em lançamentos e vendas, o que calibra os caixas das companhias. A analista afirma que, se não houver altas bruscas dos juros, o setor não enfrentará grandes problemas.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Operação Urbana Vila Sônia vai atrair 37 mil moradores até 2027

Projeto ampliará potencial construtivo na região; metro quadrado já se valorizou 45% nos últimos 5 anos

Rodrigo Brancatelli
Fonte: Estadão


É difícil sair de algum cruzamento do bairro da Vila Sônia, na zona sul da capital paulista, sem ganhar um folheto de novo empreendimento imobiliário. Garotas segurando placas indicando "dois dormitórios, imperdível" ou "residencial de luxo" também viraram figurinha carimbada de uma região que ganhou 2,5 mil apartamentos no ano passado. De olho na valorização do metro quadrado, que alcançou 45% nos últimos cinco anos, a Prefeitura pretende agora tirar proveito desse boom de prédios e lançar no mercado a Operação Urbana Vila Sônia - incentivo que deve multiplicar o movimento de verticalização e trazer mais 37 mil moradores para o bairro até 2027.

A criação da Operação Urbana vai ampliar o potencial construtivo da região, pois permitirá um coeficiente de aproveitamento dos terrenos muito maior do que o permitido em outras áreas. Serão exatos 1,356 milhão de metros quadrados de potencial adicional. Para poder aproveitar essas novas regras, as construtoras têm de adquirir títulos da Prefeitura, chamados de Cepacs, cujo valor será reutilizado em obras na própria Vila Sônia. O governo, que espera lançar a operação nesse primeiro semestre, calcula arrecadar R$ 300 milhões e utilizá-los na construção de um túnel, parques e moradias populares.

"Queremos disciplinar esse crescimento e controlar o adensamento", diz o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Miguel Luiz Bucalem. "Queremos incentivar a construção em dois principais polos, em volta das futuras estações do Metrô Butantã e Vila Sônia. Com isso, criaremos subcentralidades, o que vai facilitar o deslocamento dos moradores."

Com o valor arrecadado em Cepacs, o governo vai fazer um parque linear, recuperar os parques já existentes, melhorar calçadas e construir um túnel para as avenidas Corifeu de Azevedo Marques e Eliseu de Almeida. Além disso, 12% de todo o valor arrecadado será usado em regularização fundiária e reubanização de duas favelas - o Morro da Fumaça e o Jardim Jaqueline. "Queremos antes conversar com os moradores para explicar que a Prefeitura não quer simplesmente adensar o bairro ao limite", diz o secretário.

O grande problema da Prefeitura, no entanto, é o "atraso" da operação, uma vez que a Vila Sônia virou a bola da vez no mercado imobiliário há quase quatro anos. O motivo é a chegada das próximas estações da Linha Amarela do Metrô, que ligará a zona sul ao centro - até então, era um bairro repleto de casas, que vêm dando espaço para torres residenciais com apartamentos entre R$ 350 mil e R$ 1 milhão. De acordo com as planilhas da Secretaria Municipal de Habitação, pelo menos 15 empreendimentos devem subir nos próximos anos sem que o governo ganhe um centavo - sem falar os prédios que já foram lançados e não utilizaram Cepacs.

"Parece sempre que a nossa cidade está com o freio de mão puxado quando lida com assuntos urbanísticos, principalmente no que diz respeito à ocupação do solo", diz João Crestana, presidente do Secovi-SP. "Obviamente o mercado tem interesse na região, o metrô e a Copa do Mundo vão criar um eixo de desenvolvimento ali. Se tivermos regras claras, dá para fazer muita coisa boa no bairro."





ENTENDA A OPERAÇÃO

Operação Urbana: é uma ferramenta prevista no Plano Diretor Estratégico, que dá ao incorporador a possibilidade de construir além dos limites impostos pela legislação municipal. Normalmente, um terreno de mil metros quadrados só pode ter um prédio de área total idêntica. Na Operação Urbana Vila Sônia, os terrenos perto das estações de metrô poderão ter prédios de até 4 vezes a área

Valores: O governo calcula arrecadar R$ 300 milhões em Cepacs

Outros lugares: A Prefeitura pretende lançar Operações Urbanas na região da Avenida Jacu-Pêssego, na Vila Leopoldina/Jaguaré e Carandiru/Vila Maria (que engloba vários bairros da zona norte)