sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

'Haverá a demolição imediata dos barracos'

Lair Krähenbühl: secretário de Estado da Habitação. Secretário diz que projeto vai evitar problemas como os que ocorreram em Angra e Florianópolis; ninguém será indenizado


O Programa de Recuperação Socioambiental da Serra do Mar prevê R$ 1 bilhão em recursos. Desse total, R$ 700 milhões serão destinados à Habitação. O titular estadual da pasta, Lair Krähenbül, falou sobre as remoções:

Em que consiste o Programa de Recuperação Socioambiental da Serra do Mar?

As famílias têm de sair porque é uma área de proteção ambiental e há um risco geotécnico muito grande. O projeto vai evitar problemas como os que aconteceram em Angra dos Reis. Esse projeto foi iniciado há anos. Há um acordo com o Ministério Público, e o governo já tinha sido condenado a fazer essas ações de remoção, mas nunca fez. Agora demos início ao programa.

Mas por que a demora para iniciar a transferência das famílias?

Se você considerar o tamanho do programa, fizemos em tempo recorde. Houve um atraso por causa das licitações, mas isso não trouxe prejuízos. O tempo perdido já foi recuperado. Vamos concluir o programa na região até 2012.

Qual é o papel da Secretaria da Habitação no programa?

Vamos garantir que todas as famílias tenham moradia em conjuntos habitacionais. Quem ficar estará legalizado. Vamos urbanizar as áreas remanescentes para que se tornem um bairro de verdade. Nesses terrenos, algumas famílias também terão de sair para garantirmos a faixa de proteção de 15 metros nas margens de córregos. Às margens da Via Anchieta, a faixa será de 50 metros. Depois de limpos, os terrenos desocupados serão reflorestados.

Como o governo vai evitar novas invasões na área?

A garantia de sustentabilidade do programa se dá com a demolição imediata dos barracos desocupados. Também vamos construir usinas de trituração do entulho removido.

As famílias serão indenizadas?

Nenhuma família será indenizada porque são áreas ocupadas irregularmente há anos. Não há amparo legal para dar indenização.

Qual será o destino das famílias que não têm condições de pagar as prestações da CDHU?

Elas podem pagar R$ 40 por mês durante o tempo que não puderem pagar prestações.

Fonte: Estadão

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Financiamento de imóvel com poupança cresce 51% e bate recorde em janeiro

Por: Flávia Furlan Nunes
Fonte: Infomoney
São Paulo
O volume de empréstimos para a compra de imóvel com recursos da poupança cresceu 51,9% em janeiro, frente ao mesmo período do ano passado, para o recorde de R$ 2,88 bilhões. Este foi o melhor resultado da história do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) para o mês.
Frente a janeiro de 2008, quando havia uma euforia do
crédito imobiliário, também foi registrado crescimento, de 77,3%.
Quando a comparação é feita com o último semestre de 2009, porém, os
financiamentos com recursos da poupança registraram queda de 16,1%, uma vez que naquele período o volume era de R$ 3,43 bilhões em média.
No acumulado dos últimos 12 meses, os empréstimos para a compra de imóvel com recursos da poupança cresceram 15,5%, frente ao período de 2009, com um volume financiado de R$ 35 bilhões.
Unidades financiadas
Em janeiro, 22.894 imóveis foram financiados com recursos da poupança, um volume 29,6% superior ao registrado no mesmo mês de 2009. Se comparado a dezembro, a quantidade é menor, já que naquele mês foram financiadas 31.688 unidades. Em 12 meses, foram 307,91 mil unidades adquiridas por meio de recursos da poupança.
Em relação ao resultado da poupança no período, os dados mostraram que houve uma captação líquida (depósitos menos saques) de R$ 1,8 bilhão, com o saldo atingindo R$ 256,6 bilhões.
De acordo com a Abecip, o comportamento é sazonal porque janeiro é um mês em que aumentam os dispêndios das famílias brasileiras. Janeiro de 2010 registrou o melhor resultado para o período desde 1997, quando a captação líquida representou 5,06% do saldo das contas do final de 1996.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

TV O Corretor Entrevista: Ricardo Monteiro

Proteção do Patrimônio, o domínio do tema é fundamental para o profissional da intermediação imobiliária, haja vista a sua atribuição em orientar e assessorar os interessados na comercialização de imóveis. Eu vou conversar com Ricardo Monteiro, advogado especialista em estratégia societária e tributária, negociações, estruturação de projetos, transações imobiliárias com foco na economia legal de impostos e ainda conferencista da UNISciesp. Confira a entrevista:



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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Crédito imobiliário bate recordes e bancos preveem mais expansão

Esgotamento da poupança, que financiou R$ 34 bi em 2009, leva instituições a analisar alternativas de recursos

Leandro Modé
Jornal Estadão


O brasileiro nunca financiou tanto imóvel como em 2009, e a tendência é de que novos recordes sejam batidos neste ano. Para alguns, o País está em pleno boom imobiliário. Para outros, é só o início desse processo, uma vez que o déficit habitacional, entre 6 milhões e 8 milhões de unidades, conforme o cálculo, ainda é elevado.

Avaliações distintas à parte, o fato é que o setor vive seu melhor momento na história recente, que já leva os bancos a discutir alternativas de recursos para bancar a expansão. Hoje, a maior parte do dinheiro (cerca de 70%) vem da caderneta de poupança, mas, segundo especialistas, essa fonte deve se esgotar, dependendo da instituição financeira, já em 2011.

No ano passado, 302,7 mil unidades foram financiadas com os depósitos da caderneta, em um total de R$ 34 bilhões. Nem na época do finado Banco Nacional da Habitação (BNH), no início dos anos 80, tantos imóveis foram vendidos por meio de empréstimos no País.

"O Brasil é a bola da vez como mercado relevante para experimentar uma forte expansão do crédito imobiliário", define o diretor-geral da Montreal Informática, Luís Antônio Santos. A empresa vende soluções tecnológicas para diversos setores da economia, entre eles o imobiliário. Os principais bancos que atuam no País fazem parte de sua clientela.

O diretor de Crédito Imobiliário do Itaú Unibanco, Luiz França, que também preside a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), lista os fatores que explicam o desempenho recente e as boas perspectivas. Em primeiro lugar, a segurança jurídica, obtida com a mudança da legislação promovida em 2004. Foi ali que se instituiu o mecanismo de alienação fiduciária, que facilita a retomada do imóvel em caso de inadimplência. Em segundo lugar, França cita o alongamento dos prazos de financiamento para até 30 anos, que permitiu a redução das prestações mensais.

Em terceiro lugar, o executivo destaca a estabilidade da economia. De um lado, essas condições mais estáveis abriram caminho para a queda dos juros. De outro, elevaram o poder aquisitivo da população (como mostra a ascensão de milhões de brasileiros à classe C), o que reduz o calote. Um fator mais recente é o programa do governo Minha Casa, Minha Vida.

Nesse ambiente, os bancos privados, que sempre foram reticentes em investir no mercado imobiliário, mostram grande apetite. Na média, preveem alta de 30% a 40% nos empréstimos este ano. Em 2009, segundo o Banco Central, o crédito para a habitação avançou 41,5%, ante 14,9% do crédito total.

"Vemos o crédito imobiliário como motor da expansão do crédito geral (no País)", diz o diretor executivo de Negócios Imobiliários do Santander Brasil, José Roberto Machado. Segundo ele, no mundo, o financiamento imobiliário responde, em média, por 65% da carteira de crédito do banco. No Brasil, são 5%.

O diretor de Crédito Imobiliário do HSBC, Antonio Barbosa, afirma que a meta da instituição é aumentar a participação no segmento nos próximos anos. "Queremos crescer acima da média do mercado", explica. A aposta do banco é no que Barbosa classifica de "serviço diferenciado".

No Bradesco, o discurso é parecido. "Queremos mais mercado", diz o diretor do Departamento de Empréstimos e Financiamentos, Nilton Pellegrino. O objetivo é aproveitar que "não há cidadão no Brasil que não queira ter imóvel próprio".

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Seguro habitacional já tem novas regras

Fonte Sciesp: Zap imoveis
Fonte: Jornal Extra
Já estão em vigor as novas regras do seguro habitacional. Agora, os mutuários poderão escolher entre três propostas de apólice, duas oferecidas pelo banco e uma terceira apurada por ele. Além disso, ao contratar o serviço, o mutuário saberá exatamente quanto pagará até o fim do empréstimo. Isso impede que as seguradoras aumentem os valores ou desistam de cobrir a apólice, caso o mutuário fique doente, por exemplo. Antes da alteração, a renovação automática, sem reajustes, ocorria apenas no primeiro ano.
O Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (Ibedec) alerta, entretanto, que os consumidores fiquem atentos para evitar a chamada “venda casada”.
“Será grande a pressão dos bancos para que os candidatos a mutuário fechem com a seguradora indicada por eles, com o pretexto de que assim os clientes poderão ganhar pontos na aprovação do financiamento”, disse José Geraldo Tardin, presidente do instituto, ressaltando ainda que quem já tem contrato em andamento pode pesquisar e trocar a apólice.
“Se o banco negar, o mutuário deve recorrer ao Judiciário.”

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Entrevista Wellinton Sendas

O arquiteto Wellington Sendas fala sobre escassez de terreno, verticalização, plano diretor e sustentabilidade na TV O Corretor. Confira!

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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Entrevista: Tiago Antolini

“Caixa bate recorde histórico ao emprestar mais de 47 bilhões para a casa própria em 2009”, Esses são dados fornecidos pela assessoria de imprensa da Caixa Econômica Federal e essa notícia tem muito haver com o convidado de hoje da TV O Corretor. Eu vou conversar com Tiago Antolini Jhonson, advogado especializado no sistema financeiro da habitação e conferencista da UNISciesp.

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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

ACSP: consumidor está mais à vontade para comprar casa e carro

Por: Equipe InfoMoney
09/02/10

SÃO PAULO - Em janeiro, de acordo com o INC ( Índice Nacional de Confiança) da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), divulgado na segunda-feira (8), os consumidores demonstram se sentir mais à vontade para comprar um carro ou uma casa.
A tendência foi observada após a média dos que sentem pouco e muito mais à vontade ter avançado um ponto, para 41 pontos, de dezembro para janeiro, compensando o aumento dos que se dizem um pouco e muito menos à vontade, de 30 para 31 pontos, no mesmo período.
Compras menores
Ainda segundo o estudo, o INC dos consumidores que se mostraram um pouco e muito menos à vontade para realizar compras menores, como a de um fogão ou uma geladeira, em janeiro, avançou um ponto, atingindo 32 pontos.
Já a média dos brasileiros que afirmaram se sentir um pouco e muito mais à vontade para comprar esse tipo de produto agora do que há seis meses caiu de 44 para 43 pontos.
Região e classe social
Ao considerar as compras maiores, como as de um carro ou casa, a pesquisa aponta que a classe social que se mostrou mais à vontade foi a AB, com 48% das respostas, contra 36% da C e 22% da DE. A região Sul apresentou 45% da população declarando estar um pouco ou muito mais à vontade com as compras maiores. Sudeste e Norte/Centro-Oeste ficaram, respectivamente, com 38% e 26% cada. Na região Nordeste, o índice foi de 21%.
No caso dos itens para a casa, como fogão e geladeira, a maior disposição veio novamente da classe AB, que apresentou índice de 58%. Na C, o apurado foi de 49%, e na DE, de 31%. Por região, o Sudeste apresentou o maior percentual de pessoas um pouco e muito mais à vontade para realizar este tipo de aquisição, de 48%.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

''Nós vamos agarrar todas as oportunidades''

por Patrícia Cançado
Estadão
Estrategista típico, Sam Zell compara o Brasil ao México de alguns anos atrás e fala sobre seu investimento em mídia

O primeiro encontro de Sam Zell e o empresário Carlos Betancourt, hoje um de seus sócios no Brasil, durou apenas sete minutos. Antes que o brasileiro terminasse sua apresentação, Zell pediu que ele procurasse seus executivos em Chicago. Um ano depois, em 2006, os dois fundariam a Bracor, empresa que compra, constrói e administra imóveis comerciais e industriais. Zell e Betancourt viraram amigos, mas os encontros continuaram curtos e produtivos. O episódio revela um traço marcante da personalidade de Zell. Dono de uma objetividade desconcertante, ele é o típico estrategista. "Estou no lugar certo na hora certa, sempre atrás de uma situação onde a minha presença vai servir para alguma coisa", disse ao Estado, por telefone, o investidor, que é sócio de mais de duas dezenas de empresas. A seguir, os principais trechos da entrevista.
Por que o Brasil é, na sua opinião, o melhor lugar do mundo para investir?
Em primeiro lugar, o Brasil tem escala. São 190 milhões de habitantes. É um país autossuficiente em energia. É politicamente estável. Acho que o fato de (o presidente) Lula ter tido tanto sucesso, apesar de ter vindo da esquerda, significa que o Brasil elegeu um esquerdista que os brasileiros amam. Ele governou sua economia de maneira conservadora e socialmente progressista. É uma combinação extraordinária de sucesso que serve de exemplo para toda a América Latina.
É possível comparar o Brasil com o México de alguns anos atrás?
Nós estivemos bastante envolvidos com o México. A diferença é que, no Brasil, há uma classe executiva que não existe no México. Nós estamos contratando gente no México, mas muitos voltam para trabalhar em negócios familiares. Enquanto no Brasil há muitos executivos talentosos e nós temos conseguido recrutá-los e temos nos dado muito bem. Os executivos que estão na Bracor (Carlos Betancourt), BRMalls (Carlos Medeiros) e Gafisa (Wilson Amaral) são de classe mundial e difíceis de achar em outro país.
O sr. pretende investir em outras áreas, como em infraestrutura?
A resposta para essa pergunta é: nós temos muito fé no Brasil e nós vamos investir. É um país maravilhoso, que tem recursos naturais, auto suficiência energética, é independente. E tem uma grande população que está em crescimento e vai ser um líder mundial no mundo emergente no futuro. Nós somos conhecidos mundialmente como investidores imobiliários. Mas a verdade que importa é que 70% dos nossos negócios não são no mercado imobiliário.
Eu não sabia.
No Brasil nós fomos acionistas majoritários do grupo GBarbosa, no Nordeste do Brasil. Vendemos a participação há cerca de um ano.
O sr. poderia detalhar seus planos para o Brasil?
Sou um profissional oportunista. Não faço planos, mas fico ligado nas oportunidades em que posso investir e ganhar. Eu não desejo ser limitado. Se tiver a oportunidade de investir em logística, shopping center, finanças, eu vou investir. O que posso dizer que nós vamos agarrar todas as oportunidades.
Metade do dinheiro da Equity International está investido no Brasil. O País continuará sendo o principal destino dos investimentos?
Eu volto para a mesma resposta que eu te dei antes. Nós somos oportunistas. A resposta é sim. Se as oportunidades estão no Brasil, nós estaremos lá para tirar proveito.
Qual a sua opinião sobre o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida?
Acho maravilhoso. Eu não poderia falar em detalhes, mas na ideia como um todo. Esse programa se expandiu pela classe média e a beneficia. Eu acho que vai ser fabulosamente bem sucedido no Brasil. O México tem um programa semelhante, que funciona muito bem. Ele é baseado no mesmo tipo de financiamento do Minha Casa, Minha Vida, que cabe no orçamento das pessoas.
O sr. vê algum risco de bolha no mercado imobiliário brasileiro?
Eu não vejo isso. Para ter um bolha, você precisa de financiamento ilimitado. É assim que nós chegamos a uma bolha nos Estados Unidos. E nunca houve financiamento ilimitado no Brasil. Então eu não acho que isso seja um problema real.
O sr. pretende investir em outras construtores residenciais, além de Gafisa e Tenda?
Eu não acho que vamos investir em outras companhias, mas nós devemos investir mais nessas companhias à medida que elas forem crescendo.
O sr. foi muito bem sucedido com os investimentos no mercado imobiliário nos Estados Unidos. Um de seus investimentos mais arrojados foi na Tribune Company, que publica o Chicago Tribune e o Los Angeles Times. Por que o sr. decidiu apostar nessa área?
Novamente, nós pensamos que poderia ser atraente e nós fizemos.
O sr. faria de novo?
Com certeza. Nós nunca achamos que fizemos a última transação. Depende do quanto as novas oportunidades possam ser corretas, boas.
Quando o Chicago Tribune deve sair da concordata?
Não sei, mas provavelmente nos próximos seis meses.
O sr. acredita que o mercado imobiliário americano está se recuperando?
Eu acho que está se recuperando, mas lentamente. Muitas coisas ainda vão acontecer.
Como o sr. divide seu tempo?
Eu sou um estrategista e estou no lugar certo na hora certa, sempre atrás de uma situação onde a minha presença vai servir para alguma coisa.
O que sr. faz nas horas vagas?
Ando de moto, esquio, leio, nado. Esse tipo de coisa me dá prazer.
E hoje em dia o sr. trabalha mais do que tem prazer ou isso está mudando?
Meu trabalho é meu prazer. Sempre um prazer.
Quantos anos o sr. tem?
Eu tenho 68. Sou um homem velho.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Prefeitura lança programa de revitalização imobiliária do Centro de SP

São Paulo
Bruno Azevedo
Fonte: G1

53 imóveis foram desapropriados.
Programa é lançado sem política de segurança para a região central.
A Prefeitura de São Paulo desapropriou 53 imóveis dando início a uma revitalização imobiliária do centro da capital. O Renova Centro – Programa de Habitação e Requalificação Urbana, da Cohab, irá reformar edifícios comerciais, residenciais e antigos hotéis da região central que darão origem a 2.500 moradias. O custo do programa, lançado nesta quinta-feira (4), é de R$ 400 milhões e deverá estar concluído em três anos.
Segundo o presidente da Cohab, Ricardo Pereira Leite, o objetivo é trazer de volta para o Centro a população que se mudou para outras regiões, mas que continua trabalhando nas imediações da Sé e da República, onde está a maior parte dos edifícios desapropriados. De 1991 a 2009, 150 mil moradores deixaram o Centro de São Paulo.
“O que aconteceu em São Paulo foi habitação onde não tem emprego e emprego onde não tem habitação. Trazer as pessoas de volta para o Centro pode significar 7 mil viagens de ônibus, metrô e trem a menos por dia”, explicou Leite.
Os imóveis desapropriados já passaram por vistoria e foi feito um estudo arquitetônico para analisar a viabilidade da reforma. Dos 53 imóveis desapropriados, 16% eram hotéis, 61% de uso comercial e 23% eram prédios residenciais. Esses imóveis possuíam débitos de R$ 8 milhões com a Prefeitura relativos ao IPTU. As novas moradias deverão ser destinadas a famílias com renda mensal de até 10 salários mínimos e deverão custar entre R$ 2 mil e R$ 2,5 mil o metro quadrado.

Sem segurança
O anúncio do Renova Centro foi feito, porém, sem uma política clara de segurança pública para a região central de São Paulo, conhecida pelo risco de roubos e assaltos.
“Incentivar a moradia no Centro traz comércio e outras atividades que deverão gerar segurança com a circulação de pessoas”, disse o prefeito Gilberto Kassab (DEM) sem, contudo, detalhar um programa de segurança para a região. Ainda de acordo com o prefeito, o programa deverá tornar o Centro uma nova área de investimento do mercado imobiliário.

Prédio dos artistas
Um dos edifícios desapropriados se transformará num abrigo para artistas na terceira idade, nos moldes da Casa dos Artistas, do Rio de Janeiro. Segundo Kassab, se necessário, a prefeitura poderá destinar um outro imóvel para abrigar mais artistas idosos.
A desapropriação será publicada no Diário Oficial do município nesta sexta-feira (5). Serão 43 decretos. Os outros dez imóveis restantes já haviam sido desapropriados.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Entrevista: Ricardo Pereira Leite

A TV O Corretor entrevista Ricardo Pereira Leite, presidente da Cohab e membro do Conselho Municipal de Habitação de São Paulo.



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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Entrevista: Laercio Galdino

A TV O Corretor recebe Laércio Galdino, corretor de imóveis, especializado em Comunicação, Vendas, Relacionamento Interpessoal, Programação Neurolinguística, Gestão Empresarial, Auditoria e Garantia da Qualidade ISO 9000 e superintendente da Paulo Roberto Leardi Imóveis.

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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Administradora prevê ganhos com a nova Lei do Inquilinato

São Paulo
por Cynara Escobar
Fonte: DCI
Em vigor desde a última semana, a Nova Lei do Inquilinato (Lei nº 12.112, de 9 de dezembro de 2009) traz expectativas de negócios às administradoras de imóveis comerciais Herzog, Colliers International e a imobiliária Lello. Com mudanças significativas ao aumento da disponibilidade de imóveis no concorrido mercado corporativo, a nova legislação traz mudanças como a redução do período de desocupação de imóveis que não tiveram contratos renovados, de seis meses para trinta dias; a possibilidade de despejo em caso de falta de pagamento, que era tolerada por até duas vezes em 12 meses também foi alterada para uma única vez em um período de dois anos; a permissão da concessão de liminares nas ações de despejo, que reduzem para seis meses para trinta dias o período de desocupação do imóvel pelo inquilino.
As empresas do ramo estimam, no entanto, que os primeiros reflexos comecem a aparecer apenas no segundo semestre, com a execução de ações de despejo já sob a nova legislação e de novos investimentos neste tipo de imóvel tendo em vista o cenário favorável ao mercado locatário. "Ainda não deu para sentir o impacto da lei no mercado, mas acredito que a segurança que ela oferece aos locatários possa atrair o investimento de fundos internacionais. Eles certamente ficarão mais tranquilos para fazer investimentos", estima Simone Santos, diretora corporativa da Herzog Imóveis Industriais e Comerciais. Ela aponta elevação de 40% nas consultas para locação em todos os segmentos (escritórios, industrial e varejo) apenas na comparação com janeiro de 2009.
A empresa administra aproximadamente cerca de 275 mil m² de galpões industriais, dos quais é locatária, e, na área de escritórios, atua com intermediação de contratos de locatários. A demanda aquecida por este tipo de imóvel é anterior à publicação da lei, ressalta a diretora, e tem contribuído para uma elevação dos custos de locação, em ascensão desde o último trimestre.
Entre outubro de janeiro, os valores de aluguéis apresentaram uma variação de 8%. Os imóveis industriais encerraram o ano com custo de R$ 16 a R$ 25 por m2, considerando condomínios de primeira linha, em São Paulo, Grande São Paulo e municípios no raio de 100 km da capital. Os escritórios de alto padrão com contratos administrados pela Herzog fecharam o ano com R$ 78/m² nas principais regiões da capital paulista. "Não acredito que a nova lei influencie nos reajustes. Ela vai dar mais segurança, pode gerar um aquecimento, mas não acredito que ela impacte nos valores de aluguéis", afirma Simone.
A empresa afirma que o IGP-M tem sido utilizado como índice de referência, porém, como ele esteve em queda, os locatários passaram a mesclar outros indicadores em algumas renegociações de contrato. "Alguns proprietários para quem fazemos intermediação tem adotado um mix de índices, com IGP-M e IPCA para fazer os reajustes", afirma a executiva.
A garantia mais adotada entre os clientes tem sido a bancária. "Ela é a mais cara, mas é a que tem sido mais utilizada. Uma alternativa que costumamos oferecer para baratear o custo é o depósito caução, mas não era tão utilizado por que havia demora nas ações de despejo. Com a nova lei, é uma garantia que pode voltar a ser adotada", diz Simone.
Já a Lello, uma das gigantes do setor, estima receber novas propostas para locação. "Estamos prevendo maior procura para oferta de locação por proprietários que estavam com seus imóveis fechados", afirma Roseli Hernandes, gerente da imobiliária.
No ramo de consultoria, a Colliers espera a disponibilização de imóveis para locação fluirão de forma mais intensa. "Imóveis, ora ocupados por locatários inadimplentes ou "sub judice" retornarão ao mercado e o volume de concessão das garantias locatícias por parte dos bancos e seguradoras crescerá substancialmente", estima André Strumpf, gerente da divisão de escritórios.
A São Carlos Empreendimentos não vê mudanças com a nova lei. "Não temos problemas com ações de despejo e inadimplência. Evidentemente, melhora o ambiente de negócios, traz benefícios aos locadores, vem de alguma forma equilibrar a legislação que era muito pró-inquilino", afirma Marcelo Scarabotolo, diretor comercial da companhia. Estão entre seus inquilinos empresas como Ericsson, Eletrobrás, Citibank, Contax, Deloitte, Lojas Americanas e Carrefour. O portfólio atual é de 400 mil m² de área locável bruta (ABL). Para Maurício Domingues, do Azevedo Sette Advogados, as empresas devem ficar atentas. "É importante manter a documentação em ordem", recomenda.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Bancos preveem juro estável para crédito imobiliário em 2010

por Yolanda Fordelone
Estadão
Segundo executivos, provável alta do juro básico da economia (Selic) não influenciará custo dos financiamentos
Enquanto o mercado financeiro discute quando e quanto o juro básico deve subir neste ano, no imobiliário o discurso é de que as taxas dos financiamentos não vão acompanhar a trajetória de alta da Selic. O principal argumento dos bancos é de que a maior parte dos recursos do crédito imobiliário é captada por meio da poupança, investimento que não sofre grandes alterações de rentabilidade quando o juro básico é modificado.
Especialistas esperam que a Selic encerre 2010 em 11,25% ao ano (ante 8,75% hoje), de acordo com o mais recente boletim Focus do Banco Central (BC), resultado de uma pesquisa com centenas de instituições financeiras e consultorias.
"Os recursos do crédito imobiliário vêm da poupança. Mesmo com a Selic tendo um ajuste, não deve haver alteração nas taxas praticadas", disse o superintendente executivo de crédito imobiliário do Bradesco, Claudio Borges. Por lei, os bancos são obrigados a direcionar 65% do dinheiro da poupança a empréstimos habitacionais.
Independentemente do novo nível da Selic, a caderneta paga ao investidor 0,5% ao mês mais Taxa Referencial (TR) - calculada a partir da taxa média dos Certificados de Depósito Bancário (CDBs). A rentabilidade estável da caderneta faz com que o custo dos bancos ao captar o dinheiro para empréstimos imobiliários não suba caso a Selic seja elevada.
O juro do financiamento varia entre 8% e 10% ao ano mais TR. "Parte do cálculo da TR contém a Selic. Se o juro sobe, a TR deve subir também, mas a parte fixa do financiamento não deve ser alterada", afirmou o diretor de empréstimos e financiamentos do Banco do Brasil, Nilson Martiniano. A TR tem um custo muito baixo para o mutuário. Nos últimos meses, tem ficado abaixo de 0,1% ao mês.
Segundo os bancos, não deve ocorrer algo parecido com o visto em outubro de 2008, quando as instituições aumentaram o juro cobrado no empréstimo imobiliário. Em alguns casos, a taxa chegou a 12% ao ano mais TR. "Não foi somente a Selic que fez o juro do crédito subir no passado. Foi uma questão de mercado", lembra o diretor de crédito imobiliário do Santander, José Roberto Machado Filho. Na época, havia o temor de que a inadimplência subiria.
RECORDE
O início de ano fraco não impediu que 2009 batesse recorde de financiamento em valor e em unidades financiadas. Foram concedidos R$ 34 bilhões em empréstimos com dinheiro da poupança. No total, 302,7 mil unidades foram financiadas, segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário Poupança (Abecip).
O aumento da oferta de crédito se explica, em parte, pela captação da poupança. Os depósitos bateram recorde - R$ 300 bilhões - em 2009. "No primeiro semestre, poderia dizer que inexistiu lançamento de imóveis, pois a crise fez com que as construtoras não tomassem mais empréstimos para construir e tentassem vender o estoque existente", disse o diretor de crédito imobiliário do HSBC, Antonio Barbosa.
Segundo especialistas, a confiança da pessoa física na economia aumentou agora. "O comprador ficou receoso em assumir dívidas na crise", disse o diretor de crédito imobiliário do Itaú Unibanco, Luiz França. "Em dezembro, emprestamos R$ 2,39 bilhões à pessoa física. Houve uma volta clara ao financiamento de novos e usados."
A expectativa é de que o crédito avance neste ano. "Esperamos fechar 2010 com R$ 3,7 bilhões em crédito imobiliário", disse o gerente-executivo de empréstimos do BB, Sérgio Augusto Kurovski, que emprestou R$ 600 milhões em 2009. A Caixa Econômica Federal, líder do mercado, acredita que o crédito alcançará R$ 50 bilhões, ante R$ 47 bilhões de 2009."
O crédito imobiliário ainda representa muito pouco do PIB", frisa Barbosa, do HSBC. Segundo a consultoria Accenture, no Brasil, esse porcentual é de 2,1%, contra 65% nos EUA e 9% no México.