quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Índice que reajusta aluguel desacelera em outubro, aponta FGV

DE SÃO PAULO

A inflação mensurada pelo IGP-M (Índice Geral de Preços -- Mercado), usado como referência na maioria dos contratos de aluguel, desacelerou em outubro ao subir 1,01%, ante a alta de 1,15% em setembro, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira pela FGV (Fundação Getulio Vargas).
No ano, a variação foi de 8,98%, enquanto nos últimos 12 meses foi de 8,81%. O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

O IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo) apresentou taxa de variação de 1,30%. No mês anterior, a taxa foi de 1,60%. O índice relativo aos bens finais variou 1,53%, em outubro. Em setembro, este grupo de produtos mostrou variação de 1,14%. Contribuiu para a aceleração o subgrupo alimentos in natura, cuja taxa de variação passou de 0,05% para 8,50%. Excluindo-se os subgrupos alimentos in natura e combustíveis, o índice de bens finais (ex) registrou variação de 0,83%. Em setembro, a taxa foi de 1,29%.

O índice referente ao grupo bens intermediários variou 0,21%. Em setembro, a taxa foi de 0,29%. O subgrupo materiais e componentes para a manufatura registrou decréscimo em sua taxa de variação, que passou de 0,26% para 0,06%, sendo o principal responsável pela desaceleração do grupo. O índice de bens intermediários (ex), calculado após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, variou 0,22%, ante 0,34%, em setembro.

No estágio inicial da produção, o índice de matérias-primas brutas variou 2,55%, em outubro. No mês anterior, o índice registrou variação de 4,08%. Os itens algodão (em caroço) (30,97% para 2,40%), minério de ferro (0,28% para -3,83%) e bovinos (5,85% para 4,28%) foram os principais responsáveis pela desaceleração do grupo. Ao mesmo tempo, registraram-se acelerações em itens como: soja (em grão) (3,07% para 5,04%), mandioca (aipim) (-1,52% para 13,31%) e leite in natura (-3,39% para -0,03%).

O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) apresentou variação de 0,56%, em outubro. No mês anterior, a variação foi de 0,34%. Seis dos sete grupos componentes do índice apresentaram acréscimos em suas taxas de variação, com destaque para alimentação (0,56% para 1,23%). Nesta classe de despesa, vale mencionar os itens: arroz e feijão (-1,63% para 7,04%), hortaliças e legumes (-4,07% para -1,70%) e laticínios (-0,01% para 1,56%).

Também apresentaram avanços em suas taxas os grupos: despesas diversas (0,14% para 0,23%), habitação (0,22% para 0,28%), saúde e cuidados pessoais (0,39% para 0,45%), educação, leitura e recreação (0,17% para 0,22%) e transportes (0,11% para 0,15%). Nestas classes de despesa, as maiores contribuições partiram dos itens: cerveja (-0,91% para 1,67%), material para reparos de residência (0,40% para 0,88%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,31% para 0,79%), salas de espetáculo (0,19% para 1,63%) e álcool combustível (0,60% para 4,35%), respectivamente.

Em contrapartida, apresentou decréscimo em sua taxa de variação o grupo vestuário (0,72% para 0,67%). Nesta classe de despesa, o destaque foi o item roupas masculinas (1,40% para 0,26%).

O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) registrou, em outubro, variação de 0,15%, abaixo do resultado do mês anterior, de 0,20%. Os três grupos componentes do índice apresentaram desaceleração: materiais e equipamentos, de 0,36% para 0,26%, serviços, de 0,32% para 0,29%, e mão de obra, de 0,04% para 0,03%.

Fonte: Folha.com

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Eugenio Marketing Imobiliário lança parceria com a Burti para premedia e produção gráfica

A agência agregará novas tecnologias e mais agilidade a seu processo de produção gráfica, cujo volume ultrapassa 2,3 mil páginas por mês

 

A Eugenio Marketing Imobiliário fechou parceria com a Burti, empresa brasileira com soluções de tecnologia e impressão para o mercado de marketing, para premedia e produção gráfica. O objetivo da agência é agregar ainda mais inteligência e agilidade ao processo produtivo e reforçar o tripé qualidade, custos e prazos. Com a parceira, a Eugenio deixa a cargo da Burti os trabalhos de finalização, produção e art buyer das mais de 2,3 mil páginas de material promocional confeccionadas mensalmente. É a primeira vez que uma empresa brasileira disponibiliza este serviço ao setor imobiliário.

Entre as ações desenvolvidas estão diversas etapas da cadeia de elaboração das peças, como produção, finalização, controle, armazenamento e distribuição. Por meio do sistema VOTO, da Burti, que permite às agências a gestão de ativos digitais e do fluxo de trabalho, toda essa cadeia será automatizada, em ambiente online e colaborativo entre todos os profissionais envolvidos no desenvolvimento de campanhas.

“A Eugenio será a primeira empresa brasileira a implantar melhorias para os clientes do mercado imobiliário. Com a criação de novas ferramentas de tecnologia teremos mais agilidade no processo, além de aprimorarmos a qualidade na finalização do trabalho. Isso tudo gera incremento de receitas”, comenta Odemir Putini, vice presidente do Grupo Eugenio.

O vice-presidente executivo da Burti, Leandro Burti, destaca que ainda estarão disponíveis para a agência outros serviços da Burti como, por exemplo, a BurtiPix, com soluções voltadas à internet (websites, hotsites e banners, entre outros), bem como as soluções de interatividade da ITBN, que viabiliza ações de transmídia, com integração entre todos os meios. “As atividades realizadas pela Burti permitirão que a Eugenio concentre os esforços ainda mais em ações estratégicas, como a criação e o planejamento das campanhas”, enfatiza Burti.

Fonte: Portal da Propaganda

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Valorização imobiliária aumenta financiamentos na Baixada Santista

Agência Brasil
22/10/2010 18:53


SÃO PAULO – A valorização imobiliária na Baixada Santista aumentou em 69% os financiamentos da Caixa Econômica Federal na região litorânea de São Paulo entre janeiro e outubro deste ano.

A Caixa emprestou R$ 645 milhões, valor 69,1% maior que o investido no mesmo período de 2009, quando foram empenhados R$ 381,6 milhões na mesma região. Os dados foram divulgados hoje pela instituição, em Santos.

De acordo com a Caixa, em quantidade de contratações, o acréscimo é de 77%. Neste ano, foram financiados 11,5 mil imóveis, ante 6,5 mil no mesmo período de 2009. No Estado de São Paulo, o financiamento imobiliário chegou a R$ 15,3 bilhões em 2010, com 200 mil contratações.

Com relação ao Programa Minha Casa Minha Vida, foram investidos na região, desde março de 2009, R$ 502 milhões na construção de 5,4 mil casas para as famílias com renda de até 10 salários mínimos.

(Agência Brasil)

Fonte: Valor Econômico





sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Minha Casa, Minha Vida sobe a R$ 39 bilhões

SÃO PAULO - O total de operações da Caixa Econômica Federal (CEF) nos moldes do programa habitacional "Minha Casa, Minha Vida", incluindo subsídios e financiamentos, somou R$ 39 bilhões até 15 de outubro deste ano. O valor refere-se à contratação de 686.313 unidades, o correspondente a 68,63% do total de um milhão de moradias previstas nesta etapa do programa.


Do total de unidades, 387.741 referem-se à faixa de até três salários mínimos de renda, 215.476 ao segmento de três a seis salários mínimos e 83.096 à fatia que contempla as famílias com renda de seis a dez salários mínimos.

Até 15 de outubro deste ano foram apresentados 6.095 projetos, o correspondente a 1.115.739 unidades. O valor total dos projetos é de R$ 66,8 bilhões.


Fonte: DCI

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Aluguel residencial tem alta recorde em São Paulo em setembro

21/10/2010 - 08h31

TATIANA RESENDE

DE SÃO PAULO



O mercado imobiliário aquecido levou a um aumento de 12,8%, na média, no valor do aluguel residencial na capital paulista nos últimos 12 meses até setembro.

A variação acumulada é a maior na série histórica do Secovi (Sindicato da Habitação) de São Paulo, iniciada em janeiro de 2006.

Considerando apenas setembro, o acréscimo foi de 1,7% ante agosto, com destaque para as moradias de um dormitório (2,4%).

Os dados levam em conta os contratos novos de locação. Para aqueles em andamento, com aniversário em agosto e atualização pelo IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), mensurado pela FGV (Fundação Getulio Vargas), o aumento foi bem inferior (6,99%).

Para Hilton Pecorari Baptista, diretor da entidade, o movimento de alta vai durar pelo menos mais um ano e meio, mesmo com as facilidades no financiamento na compra da casa própria, porque há um público específico para a locação, como estudantes e profissionais que mudam de cidade, recém-casados e quem acaba de se separar.

O inquilino que conserva o imóvel e paga em dia, no entanto, pode tentar negociar um reajuste menor com o locador ao renovar o contrato. Para João da Rocha Lima Jr., professor titular de "real estate", núcleo que faz parte da Poli/USP, ainda é difícil administrar o aluguel residencial, já que a legislação é desequilibrada a favor do locatário, dificultando a retirada imediata do inquilino em caso de inadimplência.
Por isso, completa, os investidores ainda se concentram na locação comercial.
Apesar de estar perdendo espaço, o tipo de garantia mais utilizado ainda é o fiador, que respondeu por 47,5% dos contratos assinados em setembro.
Fonte: Folha de São Paulo

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Imóveis com dois dormitórios em SP foram os mais comercializados em agosto

Por: Equipe InfoMoney

20/10/10 - 08h00

InfoMoney

SÃO PAULO – Os imóveis com dois dormitórios na cidade de São Paulo foram os mais comercializados em agosto. No período, o segmento registrou 805 unidades vendidas, das 1.633 colocadas à venda pelas imobiliárias, alcançando participação de 49,1% no mercado.

De acordo com a Pesquisa Secovi sobre Mercado Imobiliário, divulgada na terça-feira (19), no período foram lançados 1.053 imóveis, sendo que 758 unidades negociadas eram de imóveis com dois dormitórios, o que corresponde a 72%.



Segmentos



Os demais segmentos registraram nível de venda bem abaixo do apresentado pelo de dois quartos. Os imóveis com três dormitórios tiveram em agosto 435 unidades comercializadas, representando 26,6% do total vendido.

Já em relação aos imóveis de quatro dormitórios, 351 unidades foram comercializadas, número que representa 21,4% das vendas de agosto.



Acumulado



De janeiro a agosto, o mercado de imóveis residenciais da capital paulista registrou a venda de 21.820 unidades vendidas, o que representa um crescimento de 8,9% frente aos 20.038 imóveis comercializados no mesmo período do ano passado.

Em relação ao volume de lançamentos, nos oito primeiros meses do ano, foram 17.781 unidades lançadas, alta de 25,5% em relação aos 14.167 imóveis residenciais produzidos no mesmo período de 2009.

Quando se trata de valor, de janeiro a agosto, o montante de negócios realizados chegou a R$ 8,3 bilhões, um crescimento de 29,2% na comparação com os oito primeiros meses de 2009, quando foram contabilizados R$ 6,4 bilhões.



terça-feira, 19 de outubro de 2010

Alta no número de construção de novas casas surpreende mercado nos EUA

19/10/2010 - 10h38

DE SÃO PAULO

O número de construção de casas novas (housing starts) no Estados Unidos subiu 0,3% em setembro, na comparação com o mês de agosto, segundo relatório do Departamento de Comércio norte-americano divulgado nesta terça-feira. Em agosto, o número de construção de novas residências era de 608 mil (revisado), enquanto em setembro o número subiu para 610 mil.

A alta surpreende positivamente o mercado que esperava algo em torno de 583 mil novas casas.

Em setembro de 2009, o número registrado foi de 586 mil. No comparativo do ano, a queda foi de 4,1%.

Já o número de permissões de construção de novas casas (building permits) nos Estados Unidos caiu 5,6% em setembro, caindo para 539 mil, ante as 571 mil de agosto (revisado). O consenso de mercado tinha expectativa de que o número ficaria em torno do 569 mil.

Em setembro de 2009, as permissões chegaram a 605 mil, queda de 10,9% acima do registrado no último mês pela economia americana.


Fonte: Jornal Folha de São Paulo




segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Imobiliárias preferem a adoção do seguro-fiança

CAROLINE PELLEGRINO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

17/10/2010 - 14h56


Além do fiador, outras modalidades de garantia conquistam espaço nos contratos de locação.

O seguro-fiança é a preferida por muitas imobiliárias, mas pesa no bolso do inquilino -custa cerca de 1,5 aluguel por ano, quantia que não é retomada pelo cliente.

"Para a imobiliária, a garantia é certa e o recebimento é rápido", afirma a dona da Ponto Chave Imóveis, Roseli Barbosa, 44.

"No caso do fiador, além da demora da ação de despejo e da execução, a garantia fica enfraquecida se o fiador vende o imóvel, morre ou dificulta a penhora afirmando que é bem de família."

O depósito caução também é opção para o locatário, mas ele precisa dispor de três aluguéis antecipados.

Para o advogado e diretor de legislação do inquilinato do Secovi-SP (sindicato do setor), Jaques Bushatsky, o uso predominante de fiadores em contratos de locação é mesmo motivado por não haver custos imediatos.

"É a modalidade mais utilizada, pois não envolve dinheiro na contratação", diz.

Números do sindicato mostram que, em agosto, o fiador foi adotado em 48% dos contratos de locação pesquisados pela instituição em imobiliárias paulistas.

O segundo tipo de instrumento jurídico garantidor mais requisitado foi o depósito caução, que representou 32% do total. O seguro-fiança foi utilizado em 20% das moradias locadas.

Na Lello Imóveis, que administra cerca de 9.000 imóveis, o fiador foi o mais utilizado nos contratos de locação em setembro (62%).

O seguro-fiança foi opção em 24% dos casos, a caução em dinheiro em 11% e tipos menos comuns, como carta-fiança emitida por um banco e a caução de imóveis, representaram 3%.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Brasil Brokers faz parceria com HSBC para crédito imobiliário

15/10/2010 - 08h19
DE SÃO PAULO


A Brasil Brokers anunciou na madrugada desta sexta-feira parceria com o HSBC para financiamento imobiliário. O acordo tem prazo de cinco anos, podendo ser prorrogado por mais cinco. A instituição financeira pagará à companhia uma comissão por cada operação de crédito acertada durante a parceria.

"O HSBC realizará o pagamento em parcelas do valor de R$ 45 milhões para a Brasil Brokers a título de antecipação de comissões pelo prazo original do contrato", informou a Brasil Brokers em comunicado ao mercado.

No primeiro semestre, a Brasil Brokers teve vendas contratadas de R$ 7,2 bilhões. O grupo, mantém presença em 15 Estados do país e no Distrito Federal, contando com uma força de vendas de mais de 12 mil corretores. No Brasil, o HSBC está presente em 564 municípios com mais de 5,7 milhões de clientes.

 
Fonte: Jornal Folha de São Paulo

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Imóvel para faixa mais alta do "Minha Casa" sobe de preço e afeta programa


Samantha Maia
De São Paulo

13/10/2010


A forte valorização do mercado imobiliário tornou mais difícil encontrar imóveis abaixo de R$ 130 mil, valor teto do programa Minha Casa, Minha Vida , nas regiões metropolitanas. Apartamentos na cidade de São Paulo, que antes se enquadravam no programa, estão sendo vendidos hoje por preços acima do teto e deixando de servir ao público com renda até dez salários mínimos. No bairro Ipiranga, na zona sul da capital paulista, no fim do ano passado, os apartamentos de dois quartos do edifício Pinhal III foram vendidos por R$ 126 mil no lançamento. Hoje, as últimas unidades estão à venda por R$ 195 mil, uma valorização de 55%.

Fernando Leal, proprietário da consultoria GPI Imóveis, responsável pela comercialização do empreendimento, diz que a razão da elevação do preço é o aumento de custo. "Hoje não é possível construir um apartamento igual por menos que isso", diz.

No lançamento do programa habitacional, em abril de 2009, a maior preocupação das construtoras era a viabilidade de investir em imóveis para atender famílias com renda até três salários mínimos dentro do preço teto - cerca de R$ 50 mil. Hoje, nos grandes centros, porém, já se fala em dificuldade para atender todas as faixas, e o preço dos terrenos é o maior fator de pressão de custo.

O desempenho dos investimentos para as faixas mais altas do programa - de seis a dez salários mínimos - está, inclusive, aquém do voltado para a baixa renda. Segundo o mais recente balanço da Caixa Econômica Federal, de 27 de setembro, a efetivação dos contratos (assinatura de financiamento pelas famílias) alcançou 75% da meta no grupo de zero a três salários mínimos, 69% na faixa de três a seis salários, e 39% entre seis e dez mínimos. O número de propostas apresentadas para a faixa de zero a três salários mínimos ultrapassou em 54% a meta, enquanto para a faixa de três a dez mínimos, as propostas representam 79% da meta.

Construtoras relatam que já é quase impossível construir imóveis de até R$ 130 mil na cidade de São Paulo. "Está muito perto do limite na capital. Temos um lançamento previsto em São Paulo no Minha Casa, Minha Vida, mas deve ser um dos últimos", diz o diretor de marketing da construtora Cury, André Camargo. O empreendimento fica em Vila Prudente, zona leste de São Paulo. A empresa tem hoje 10,5 mil unidades em andamento pelo programa, das quais, 6,5 mil para o público com renda de três a dez salários mínimos.

Segundo o diretor da Cury, mesmo na periferia está complicado por conta da valorização do terreno, principal custo na construção. Em Itaquera, zona leste da capital, por exemplo, o aumento do preço em um ano foi de cerca de 35%, de acordo com a construtora. "Já não dá mais para construir apartamentos com três quartos dentro do preço-limite do programa", diz ele. Uma das saídas adotadas recentemente pela Cury para reduzir custos é enxugar a área de lazer.

A construtora MRV também tem dificuldades para desenvolver novos projetos até R$ 130 mil. "Teoricamente é possível construir dentro desse valor, mas na prática estamos no limite", diz Leonardo Corrêa, diretor-executivo da MRV.

Na região metropolitana de São Paulo, a valorização dos imóveis de dois quartos dentro do preço do programa foi de 11%, desde meados de 2009, segundo dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), especializada em consultoria imobiliária. O percentual está acima da inflação do período, de 4,5%.

"É um aumento significativo dentro desse perfil, justamente onde não deveria, já que o programa é para combater o déficit habitacional", diz Luiz Paulo Pompéia, diretor da Embraesp. Mesmo que o empreendimento tenha sido financiado pela Caixa como parte do Minha Casa, Minha Vida (aparecendo entre as propostas em análise no balanço da Caixa), se ele ultrapassa o valor de R$ 130 mil depois de lançado, o comprador não consegue mais adquirir utilizando os subsídios do governo.



FONTE: VALOR ECONÔMICO