quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Adesões a consórcios crescem 7,8% até agosto, diz Abac


Eduardo Laguna
Valor

05/10/2010 18:24


SÃO PAULO – As novas adesões ao sistema de consórcio mostraram crescimento de 7,8% nos oito primeiros meses deste ano, quando as vendas de novas cotas pelas administradoras do setor atingiram 1,39 milhão.

No mesmo período de 2009, a comercialização de participações em consórcios em diversas áreas havia registrado 1,29 milhão de novas cotas, informou a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac).

O destaque continua sendo o consórcio para compra de carros de passeio e utilitários, cuja adesão cresceu 24,5% de janeiro a agosto, período em que 357,7 mil novas cotas foram vendidas. Os números da Abac mostram que o total de participantes nesses consórcios já supera 1 milhão de pessoas, com crescimento de 13,1% em um ano.

No caso dos consórcios para aquisição de motos, as adesões cresceram em 3,2%, para 792 mil novas cotas, enquanto nos consórcios de veículos pesados (como caminhões e ônibus), houve estabilidade, permanecendo em 27 mil adesões nos oito primeiros meses do ano.

O balanço ainda aponta crescimento de 6,9% nas vendas de novas cotas de consórcios no setor imobiliário, que somou mais 144,5 mil adesões. No total, 563,8 mil pessoas no país estão comprando imóveis por meio dessa via.

Para a entidade, o aumento da renda entre as classes sociais que estão na base da pirâmide e a ascensão da classe C explicam o resultado das administradoras.

Os consórcios relacionados a áreas de serviços, que começaram a operar em abril de 2009, somam agora 5,2 mil participantes, com 3,68 mil adesões neste ano.

Na contramão dos números positivos mostrados pelo setor, as vendas de participações em consórcios para compra de eletroeletrônicos caíram 4,8%, marcando 63,5 mil novas adesões até agosto.

(Eduardo Laguna Valor)









terça-feira, 5 de outubro de 2010

Crédito imobiliário deve evoluir mais que crédito para consumo, prevê Serasa

Por: Camila F. de Mendonça

05/10/10 - 08h37

InfoMoney


SÃO PAULO – As concessões de crédito imobiliário devem seguir tendência contrária a verificada nas concessões de crédito para consumo, de acordo com o Indicador Serasa Experian de Perspectiva de Crédito ao Consumidor, divulgado nesta terça-feira (5).

Segundo a Serasa, as concessões feitas com recursos livres devem subir ao longo dos próximos meses, porém, em ritmo lento. Contudo, a evolução das concessões de crédito imobiliário deve ser mais acelerada.

O indicador mostra que, em agosto, a perspectiva de concessão de crédito ao consumidor para os próximos seis meses recuou 1,9% e atingiu o valor de 101,5. Esta é a sexta queda seguida.

Tal queda mostra, segundo os técnicos da Serasa, que as concessões devem crescer, porém, em ritmo menor que o verificado no primeiro semestre do ano.



Consumo X Imóvel



As operações de crédito com recursos livres são, na maioria, voltadas ao consumo. Já as concessões de crédito imobiliário são feitas basicamente com recursos direcionados.

De acordo com técnicos da Serasa, a disposição do consumidor em aumentar seus níveis de endividamento permanece elevada, devido a maior confiança e mercado de trabalho em momento favorável.

Com isso, as concessões de crédito imobiliário devem continuar se destacando na evolução da carteira de crédito do sistema financeiro às pessoas físicas



Sobre o indicador



O Indicador Serasa Experian de Perspectiva de Crédito ao Consumidor tem o objetivo de antever, em um horizonte de seis meses, as concessões reais de crédito ao consumidor.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

A explosão do mercado imobiliário

Roseli Hernandes
04/10/10 - 00:00

Nos últimos dois anos, o aquecimento da economia, o aumento do poder aquisitivo da população, a ascensão da classe C, a redução das taxas de juros e o expressivo aumento da oferta de crédito criaram um cenário extremamente favorável para o mercado de imóveis. Em São Paulo, bem como nos municípios em seu entorno, a expansão da malha viária e da rede de transportes metropolitana, com a inauguração do trecho sul do Rodoanel e de novas estações de trem e de metrô permitiram uma grande valorização de boa parte dos imóveis residenciais e comerciais.

 
O aumento da demanda trouxe um boom de lançamentos e, especialmente no último ano, maior quantidade de imóveis usados colocados à venda, seja porque seus proprietários desejaram realizar imediatamente o lucro pela valorização ou porque, em outros casos, decidiram mudar para apartamentos ou casas maiores ou mais bem localizadas. O fato é que o mercado paulistano nunca esteve tão movimentado, com inúmeras possibilidades para quem deseja comprar para morar, revender ou alugar. O setor está mais do que nunca atraente, mas é preciso prudência e análise para que se possa fazer o melhor negócio.



Com tantas ofertas e opções, é natural que muitos tenham dúvida de em qual ficha apostar. E, regra geral, há uma percepção generalizada de que, para morar ou investir, a melhor opção são os lançamentos imobiliários ou empreendimentos residenciais em construção. Muita calma nessa hora.

 
Há inúmeras ofertas interessantes em lançamentos residenciais. E vantagens: o comprador receberá um imóvel totalmente sem uso, moderno e com áreas de lazer mais sofisticadas, como fitness e varanda gourmet, dentre outros. Além disso, terá facilidade no retorno, e ganho expressivo se desejar revender a unidade próximo à data de entrega das chaves.



Mas há uma impressão equivocada de que o lançamento imobiliário é mais barato do que o imóvel usado. Proporcionalmente, na comparação do valor por metro quadrado, o preço de um imóvel pronto, usado, é de 20% a 30% menor do que o dos que estão em construção.



A maior disponibilidade de financiamento bancário, que hoje já responde por mais de 40% das vendas realizadas, contra 20% há três anos, e a possibilidade de desconto dos proprietários para agilizar o fechamento do negócio tornam atraente a compra de usados.



Os imóveis de terceiros têm a vantagem de serem disponibilizados praticamente no ato para os compradores, tão logo seja finalizada a transação financeira, sem necessidade de se aguardar por dois ou três anos até a entrega da unidade, que ainda terá de ser mobiliada e decorada, e muitas vezes depende ainda de colocação de pisos e alguns acabamentos.



Além disso, as unidades prontas podem ser visitadas "fisicamente" pelos interessados. O cliente sabe exatamente aquilo que está comprando, e inclusive sabe de antemão informações precisas, como o valor do condomínio e do IPTU, e por isso a chance de arrependimento, no futuro, é menor.

 
No caso de compra para investimento, o imóvel usado também é bom negócio, já que o proprietário pode começar a usufruir dos rendimentos da locação rapidamente, logo após a entrega das chaves, tendo retorno sobre o investimento realizado na compra da unidade.

 

A expansão do financiamento imobiliário facilitou a compra de imóveis de terceiros, e cada vez mais esse tipo de negócio é realizado em São Paulo. Entretanto, alguns cuidados são essenciais para que a compra ocorra sem surpresas, como verificar se a unidade está com toda a sua documentação em ordem.

 
O proprietário também não pode estar impedido legalmente de vendê-lo, como, por exemplo, ter seus bens indisponíveis por decisão judicial. Para verificar se o vendedor não tem problemas de idoneidade financeira recomenda-se procurar uma consultoria e, em São Paulo, solicitar certidão negativa dos dez cartórios de protesto, certidão do cartório de distribuidores cíveis e família, executivos fiscais, trabalhista e certidão da Justiça federal.



Com o mercado aquecido, multiplicaram-se as possibilidades, e neste momento é necessário serenidade, informação e consultoria para fazer as escolhas certas.



FONTE: DCI

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Programa promete 2 milhões de moradias a mais até 2014

São Paulo - O governo deve lançar ainda este ano o programa Minha Casa, Minha Vida 2 com a meta de construir dois milhões de moradias entre 2011 e 2014.

A informação foi dada ontem (30) pela presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Coelho, numa cerimônia no Rio.

Ela contou ter tratado da nova versão do programa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em reunião na última segunda-feira.

 
"Há um processo de negociação para que isso aconteça até o fim do ano", disse Maria Fernanda, acrescentando que o presidente quer reproduzir a articulação com prefeitos e governadores da primeira fase do programa habitacional, que tinha como meta a construção de 1 milhão de casas, antes de lançar o plano, que só será executado pelo próximo governo. "Seguramente isso será lançado para 2011. Já há uma previsão orçamentária", afirmou Maria Fernanda. "A nossa expectativa é ter uma média de 2 milhões de novas moradias, cerca de 60% delas para famílias de até três salários mínimos."


Segundo a presidente da Caixa, também estão sendo ouvidos construtores e incorporadores para a formatação da nova fase do programa.

 
O orçamento ainda não foi definido, disse Maria Fernanda, mas "pode ser aproximadamente o dobro" da dotação de R$ 64 bilhões da primeira fase, com recursos da União e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Ela estimou que 680 mil casas do primeiro programa já foram contratadas. O anúncio do aumento de 2 milhões de moradias no programa coincide com o período eleitoral.


FONTE: DCI

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Boom imobiliário faz SP bater recorde de arrecadação

30 de setembro de 2010
10h 04
 

AE - Agência Estado



Impulsionada por um boom imobiliário sem precedentes na história de São Paulo, a arrecadação da Prefeitura teve crescimento maior do que a da União e a do governo paulista. A capital viu entrar nos cofres municipais um volume em tributos 16,5% maior entre janeiro e agosto, em comparação com o mesmo período de 2009. O governo federal registrou aumento de 9,8% e o Estado, de 13,9%.

O resumo financeiro do segundo quadrimestre da Prefeitura mostra uma explosão na arrecadação do Imposto Sobre Serviços (ISS), do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e do Imposto Sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), que tem taxa de 2% sobre o valor de um imóvel negociado, usado ou novo.

Dessa forma, quem compra um apartamento de R$ 300 mil tem de pagar à vista R$ 6 mil à Prefeitura, mesmo que o imóvel tenha sido financiado. De janeiro a julho deste ano, já foram vendidos na capital 20.182 imóveis, ante 16.460 em igual período de 2009, segundo o Secovi (Sindicato da Habitação).

O governo recolheu R$ 576 milhões de ITBI entre janeiro e agosto, um crescimento de 37,8% em relação ao ano passado. Para 2011, o orçamento municipal projeta uma arrecadação de R$ 1 bilhão com o ITBI. "Esse imposto realmente é um fenômeno. O aquecimento do mercado imobiliário só cresce mês a mês e não existe tendência de arrefecimento. Pelo contrário. O crescimento vai prosseguir em 2011", afirma o secretário municipal de Finanças, Walter Aluisio Morais Rodrigues. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Seguro de fiança para aluguel movimenta R$ 106 milhões até agosto

Agência Estado

SÃO PAULO - O seguro de fiança locatício, usado como garantia na locação de imóveis, movimentou R$ 106 milhões em prêmios nos primeiros oito meses do ano, recorde para o período e expansão de 4% na comparação com igual período de 2009.

O volume já é maior que o movimentado em todo o ano de 2007, quando esse seguro girou R$ 97 milhões, segundo estudo elaborado pelo consultor Luiz Roberto Castiglione com base nos dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep).


Nos últimos dez anos, o mercado de seguro de fiança locatício aumentou de tamanho 28 vezes. Os prêmios passaram de R$ 6,2 milhões em 2000 para R$ 175 milhões em 2009, segundo Castiglione. A previsão para este ano é que o mercado movimente ao menos R$ 180 milhões.


Esse tipo de apólice vem ganhando espaço no mercado de aluguéis, principalmente na capital paulista, mas ainda perde de longe para o tradicional fiador. Na cidade de São Paulo, o seguro-fiança está em segundo lugar e responde por 27% dos aluguéis, ante 21% há 12 meses. O fiador tem 48%, segundo dados do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP) citados no estudo do consultor. No interior, o seguro responde por 11,6%, e no litoral do estado, por 15%.


O mercado de seguro de fiança locatícia é dominado pela Porto Seguro, que responde por 94% das vendas. A seguradora Mapfre também opera, mas com participação menor (6%).


A sinistralidade -que ocorre quando o locatário deixa de pagar aluguel e a seguradora tem de fazer o pagamento- vem caindo. Em 2000, era de 64%, baixando para a 48,5% em 2009 e para 30,6% este ano.


Na avaliação de Castiglione, esse seguro ainda é pouco usado nos aluguéis, principalmente nos residenciais. Para ele, a principal vantagem do produto é o fim da procura por fiador, especialmente quando o locatário vai morar em uma cidade onde não conhece ninguém. A apólice também dá ao inquilino a garantia de reparos emergenciais ao imóvel e, ao proprietário, a eliminação do risco de "fiadores profissionais", além de garantir o recebimento do aluguel durante todo o contrato de locação.


De acordo com a legislação da Susep, o seguro-fiança locatício garante, ao segurado, o pagamento de indenização dos prejuízos que venha a sofrer em decorrência do inadimplemento do locatário em relação à locação de imóvel urbano.

FONTE: DCI



terça-feira, 28 de setembro de 2010

Pequenas reformas em imóveis usados podem dobrar valor da locação

ROSANGELA DE MOURA

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
27/09/2010 - 19h42


Parede trincada, com infiltração ou suja e piso gasto ou com peças quebradas não causam apenas má impressão no candidato a inquilino.

O valor do aluguel de um imóvel em más condições cai de 30% a 50%, estima João Rodrigues de Araújo, diretor de base do Sintracon (sindicato dos trabalhadores da construção).

Para aumentar o rendimento com a locação, é fundamental manter o imóvel com cara de casa nova para o futuro inquilino. Em contrapartida, o locatário terá a obrigação legal de devolvê-lo no mesmo estado.

A arquiteta Mariana Cecchini, 38, conta que reformou um imóvel nos Jardins (zona oeste) que teve o aluguel dobrado.

O projeto foi customizado para o inquilino, que queria uma sala ampla e espaço para escritório. A reforma custou cerca de R$ 20 mil.

Antes da reforma, a corretora avaliou o aluguel em R$ 1.500. Após as obras, o contrato foi fechado por R$ 3.000 mensais.



MÃOS À OBRA



Uma boa limpeza é o começo de tudo. Teto, portas e janelas ganham aspecto de novos com o uso de bucha dupla face, detergente neutro e pano úmido.

Para furo de pregos e parafusos, massa corrida e argamassa. "Refaça também os rejuntes do piso", recomenda a engenheira Patrícia Medeiros, do programa Doutores da Construção.

Trincas e fissuras nas paredes, causadas por movimentação do edifício, são preenchidas facilmente, diz Vicente Parisotto Junior, gerente técnico da fabricante Mactra.

"Basta abrir a trinca em 'V', limpar, preencher com um selante à base de resina acrílica, esperar a secagem e fazer o acabamento", diz. Se o problema é estrutural, a causa deve ser resolvida.


ÁGUA



Mofo é um dos principais fatores de depreciação de um imóvel. Se o problema for infiltração, só fazendo a impermeabilização da área. O custo da obra varia conforme o padrão de acabamento.

"Esse é um defeito que não pode ser remediado", lembra Parisotto Junior.

Vazamento na base da válvula de descarga ou descarga contínua também são problemas corriqueiros. Contra eles, a regulagem da válvula ou sua troca são suficientes.

Se o ralo tem mau cheiro, pode ser sinal de que não há sifão no encanamento. Troque o ralo por um sifonado.



ACABAMENTOS



Antes de pintar, a dica é a aplicar fundos preparadores de parede sobre a pintura descascada, para regularizar a superfície.

Prefira cores claras e deixe para o inquilino personalizar o ambiente segundo seu gosto. "Tons 'off-white' refletem mais luminosidade ao ambiente e dão sensação de amplitude", indica Patrícia Fecci, gerente de produto da Sherwin Williams.

Use tintas laváveis, que facilitam a retirada de manchas. A lata de 18 litros de tinta acrílica acetinada branca custa, em média, R$ 140 --suficiente para 350 m2.

Quando a parede tem imperfeições, a aplicação de textura é uma saída de acabamento mais barata do que corrigir defeitos com massa corrida e tinta. A lata de 18 litros da textura lisa custa a partir de R$ 86.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Imóveis residenciais próximos a centros comerciais, universidades e estações de metrô são mais rentáveis

26/09/2010 - 09h30

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA



Os empreendimentos residenciais mais procurados por investidores são aqueles que oferecem dois e três dormitórios e possuem área útil entre 50 m2 e 80 m2.

   Como os preços dessas unidades são menores, a velocidade com que são alugadas aumenta. Também atendem a diversos públicos, desde estudantes até famílias.

   A escolha do bairro onde comprar costuma ser conservadora como o investimento. A ideia é procurar regiões consolidadas, próximas a estações de metrô, universidade e escritórios.

   Para definir onde dá para aliar aluguel rentável a regiões com alta ocupação, a Folha consultou especialistas, que apontaram os distritos de Bela Vista, Consolação, Liberdade (centro), Barra Funda, Butantã, Itaim Bibi, Jardim Paulista, Perdizes, Pinheiros (zona oeste), Campo Belo, Moema e Vila Mariana (zona sul).

  "Vale a pena investir porque são locais onde a locação é garantida", diz Fernando Sita, diretor de usados da Coelho da Fonseca.

   O benefício tem seu preço (confira alguns nas fichas do quadro ao lado). "Nessas regiões o metro quadrado é mais caro. Para quem não tem tanto capital, vale optar por bairros que estão se reestruturando ou próximos a shoppings e futuras estações de metrô", completa Rubens Júnior, diretor da regional São Paulo da Rossi.



APOSTA


  Quem não tem pressa para começar a receber os dividendos do aluguel pode apostar na compra dos imóveis na planta em regiões que devem se valorizar.

  "A perspectiva de valorização dos imóveis nas imediações de futuras estações de metrô é de 10% a 20%. Quando a obra é entregue, a valorização aumenta", afirma Roseli Hernandes, diretora comercial da Lello Imóveis.

  Para Rubens Júnior, a valorização vai se concentrar especialmente nas regiões sul e oeste, onde há mais melhorias na infraestrutura.

   Fernando Sita ressalta que investir em regiões que antes eram puramente comerciais, como as proximidades das avenidas Brigadeiro Faria Lima e Engenheiro Luiz Carlos Berrini, é uma boa opção. "As pessoas querem, cada vez mais, morar perto do trabalho", afirma. Para isso, é sempre bom conhecer corretores, que podem passar os lançamentos em primeira mão.

  "Antes do lançamento, procuramos potenciais investidores", conta Paola Alambert, diretora de marketing da Abyara.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Com gasto de R$ 406 ao ano, paulistano é quem mais consome artigos para o lar

Por: Flávia Furlan Nunes

22/09/10 - 08h58

InfoMoney


SÃO PAULO – O paulistano é o principal consumidor de artigos para a casa, com um gasto médio que é quase o dobro da média nacional, revelou estudo do Ibope Inteligência.


De acordo com os dados, São Paulo detém 11% dos imóveis, artigos para decoração, utensílios domésticos e cama, mesa e banho consumidos no País.

Em seguida, estão as cidades do Rio de Janeiro (5,5%), Salvador (2,5%), Belo Horizonte (2,3%) e Curitiba (2%).



Gasto médio



Para se ter uma ideia do potencial de consumo dos moradores da cidade de São Paulo, eles têm um gasto médio com esses itens de R$ 406 ao ano, enquanto a média nacional é de R$ 236.

No estado de São Paulo, que corresponde a um terço do consumo de itens para o lar do Brasil, o gasto médio é de R$ 288.

Para o diretor de geonegócios do Ibope Inteligência, Antônio Carlos Ruótolo, produtos relacionados à casa, construção, reforma e decoração têm crescido na prioridade dos consumidores.

Mercado

O mercado de itens para o lar movimenta R$ 37,7 trilhões por ano em todo o Brasil e não é a classe mais alta que gasta mais.

Os dados da pesquisa mostram que as classes B e C são responsáveis por 74% dos gastos, sendo que a primeira fica com 42% do total.

A classe A responde por 19% do total de gastos com produtos para o lar no Brasil, enquanto as classes D e E ficam com 7% do total.



terça-feira, 21 de setembro de 2010

"Inflação do aluguel" acumula alta de 7,8% no ano, aponta FGV

21/09/2010 - 08h52
DE SÃO PAULO

O IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) registrou variação de 1,03% na segunda prévia deste mês, de acordo com a FGV (Fundação Getulio Vargas). No mês anterior, para o mesmo período de coleta, entre os dias 21 do mês anterior e 10 do mês de referência, a variação havia sido de 0,55%.

No acumulado do ano, a elevação chega a 7,76%, superior à registrada nos últimos 12 meses (7,64%). O IGP-M é usado como base para o reajuste da maioria dos contratos de aluguel.

O IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), que tem o maior peso no indicador, apresentou alta de 1,45%, com aceleração ante os 0,89% contabilizados anteriormente. Já o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) registrou aumento de 0,24%, ante queda de 0,28% no mesmo período do mês anterior. Cinco das sete classes de despesa que compõem o índice registraram acréscimo na variação, com destaque para alimentação (de -1,33% para 0,28%).

O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) apresentou taxa de 0,14%, ante 0,27% no segundo decêndio do mês anterior. O índice relativo a materiais, equipamentos e serviços passou de 0,43% para 0,23%. Já a taxa que capta o custo da mão de obra registrou variação de 0,05%, inferior à do mês anterior (0,09%).