quarta-feira, 30 de junho de 2010

Imóvel vazio no centro pagará mais IPTU

Se em cinco anos o dono não resolver a situação, além do imposto até 15% maior, poderá ter a casa ou o apartamento desapropriado

30 de junho de 2010
Diego Zanchetta, Rodrigo Brancatelli -
Jornal O Estado de S.Paulo

Após nove anos de discussões, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou, por 45 votos - e nenhum contra -, em segunda discussão, uma lei que estabelece o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) progressivo para imóveis ociosos. Pela proposta, o proprietário terá de comprovar o uso de seu apartamento ou casa na região central. Caso contrário, vai pagar um aumento sucessivo de até 15% do IPTU e ainda poderá ser desapropriado.
Apontado como um grande avanço para minorar o déficit habitacional de São Paulo e frear a especulação imobiliária, o projeto vale para todos os imóveis e terrenos localizados em zonas centrais voltadas para habitação social. Essas áreas, chamadas de Zona Especial de Interesse Social (Zeis 2 e 3) pelo Plano Diretor de 2002, estão espalhadas pela Sé, República, Santa Cecília, Barra Funda, Cambuci e Mooca. Segundo estudo da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), 420.327 casas e apartamentos do centro estão atualmente ociosos.
Líder do governo na Câmara e autor da proposta, o vereador José Police Neto (PSDB) considera que a progressão do imposto sobre terrenos ociosos é um instrumento que pode ajudar a frear a explosão dos preços dos imóveis na capital, aumentar a oferta de residenciais no centro e melhorar a mobilidade - uma vez que os imóveis ociosos no centro estão em uma área com grande infraestrutura, servida por quatro estações do Metrô e quatro terminais de ônibus. "Com maior oferta de terrenos, a tendência daqui a dois ou três anos é o preço dos apartamentos diminuírem", diz o vereador.
A partir do momento em que o prefeito Gilberto Kassab (DEM) sancionar a lei, o que deve ocorrer nos próximos 15 dias, os proprietários dos imóveis atingidos serão notificados pela Prefeitura para promover o adequado aproveitamento dos imóveis. Esses proprietários então terão um ano para comprovar o uso do terreno ou protocolar um alvará de aprovação de um novo imóvel - obras de parcelamento do solo ou de novas edificações podem durar no máximo cinco anos.
Em caso de descumprimento das condições e dos prazos impostos pela nova lei, será aplicado o IPTU progressivo, mediante o aumento anual e consecutivo da alíquota pelo prazo de 5 anos, até o limite máximo de 15%. Por fim, a Prefeitura poderá desapropriar o imóvel com o pagamento em títulos da dívida pública, que serão resgatados no prazo de até dez anos.
Na prática, o IPTU progressivo pressiona aquele proprietário que aguardava, por exemplo, uma mudança de zoneamento. "O tributo faz acelerar aquelas parcerias entre empreiteiras e construtoras que estavam em stand by, esperando um melhor momento de determinada região", afirmou o vereador Milton Leite (DEM).

PERGUNTAS & RESPOSTAS
Imposto progressivo
1.
Quais imóveis poderão pagar mais IPTU?
Serão atingidos os imóveis e terrenos localizados em áreas da região central destinadas à moradia popular ou social. Essas regiões, chamadas de Zeis 2 e 3, estão previstas no Plano Diretor de 2002. Todos os proprietários serão notificados por carta ou por edital.
2.
Como o proprietário vai provar o uso do imóvel?
Ele poderá apresentar contrato de aluguel, contas de serviço público, como água ou luz, ou dar entrada com um projeto de aprovação e execução de nova edificação.
3.
Em caso de espólio, o IPTU progressivo vale?
A lei também prevê a aplicação do novo imposto sobre imóveis que estão na Justiça por brigas. Esses imóveis podem ser alugados para evitar a ociosidade.
4.
Em que caso o imóvel será desapropriado?
Se o proprietário não cumprir as determinações da nova lei, ele passará a ter aumentos progressivos do IPTU em um prazo de cinco anos, até o máximo de 15%. Se o terreno ou imóvel continuar ocioso, a Prefeitura poderá desapropriar o imóvel com pagamento em títulos da dívida pública. Esses títulos serão resgatados no prazo de até dez anos.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Índice que reajusta aluguel já acumula variação de 5,68% em 2010

Por: Gladys Ferraz Magalhães
29/06/10 - InfoMoney

SÃO PAULO - A FGV (Fundação Getulio Vargas) divulgou, nesta terça-feira (29), a variação do IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) referente ao mês de junho (medido entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês atual). O índice, que é o principal balizador para o reajuste de aluguéis, já acumula este ano variação de 5,68%. No sexto mês do ano, a inflação é de 0,85%, menor que a apurada em maio, quando o índice variou 1,19%.

Em junho, o IPA (Índice de Preços por Atacado) registrou desaceleração, passando de 1,49% para 1,09%, enquanto o INCC (Índice Nacional da Construção Civil) apresentou aumento de 0,93% para 1,77%. A categoria de mão-de-obra chegou a 2,59% na medição atual, enquanto o índice que capta o custo de materiais, equipamentos e serviços registrou variação de 1,02%.

Altas e baixas
No que diz respeito ao IPC (Índice de Preços ao Consumidor), que também integra o IGP-M, este apresentou deflação no período estudado, ficando em -0,18%, contra 0,49% um mês antes.

A principal contribuição puxando o índice para baixo veio do grupo Alimentação (0,56% para -1,36%).

Os grupos Habitação (0,60% para 0,40%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,80% para 0,46%), Educação, Leitura e Recreação (0,24% para 0,10) e Transportes (-0,11% para -0,17%)também apresentaram recuos, contribuindo para o resultado do índice.

Por outro lado, Vestuário (0,81% para 0,93%) e Despesas Diversas (0,10% para 0,39%) registraram avanços no sexto mês do ano.

IGP-M
O cálculo do IGP-M é composto pelo IPA, IPC e INCC. Os indicadores medem itens como bens de consumo (alimentos) e bens de produção (matérias-primas, materiais de construção), além dos preços de aluguéis, condomínios, transportes, dentre outros.

O IGP-M mede os níveis de inflação para toda a população, envolvendo todos os níveis de renda. Esse índice é utilizado para reajustes de contratos de aluguel, tarifas públicas e planos de saúde (no caso dos contratos mais antigos).

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Programação de Inserção Cultural

Os meses de junho e julho ganharam caráter especial para o Programa Sciesp Inserção Cultural. Durante os meses de férias escolares, o sindicato organizou uma agenda cultural direcionada aos filhos e netos dos corretores de imóveis. A ação favorece a aproximação do corretor de imóveis com seus familiares, no mesmo tempo em que agrega conhecimento e amplia suas oportunidades de negócios.
Confira a programação:
30/06 – às 13h - Cidade das Abelhas - conhecer a anatomia das abelhas, suas movimentações dentro de uma colméia de vidro e também, a Casa do Mel, onde são expostos pratos, meleiras e canecas.
14/07 – às 12h30 - Estação Ciência - exposições e atividades nas áreas de Astronomia, Meteorologia, Física, Geologia, Geografia, Biologia, História, Informática, Tecnologia, Matemática e Humanidades.
21/07 – às 14h - Museu do Catavento – Apresentar a ciência, a história do Brasil e os problemas sociais através de uma metodologia atraente e participativa.
30/07 – às 12h30 - Zoológico de São Paulo - uma viagem fascinante com visitas ao Núcleo de Educação Ambiental, setor de alimentação animal, trilha ecológica cercada pela Mata Atlântica e visita a alguns animais.
Participe! Informações e inscrições através do telefone (11)3889-5899, ramal 578 ou pelo e-mail agendacultural@sciesp.com.br - Vagas limitadas.


Corretores aptos a negociar imóveis no exterior





Da esq. Para dir. Laerte Temple, superintendente do Secovi/SP; Joaquim Ribeiro; Thijs Stoffer; Alexandre Tirelli; Joaquín Sánchez, Diretor de Relações Institucionais da Hedima e, Angel Munhoz.


A UNISciesp realizou com sucesso o curso TRC - Transnational Referral Certification, dia 19 de junho, na agência regional de São José do Rio Preto. Os corretores participantes já estão aptos a negociar imóveis no exterior, bem como, encontrar parceiros de indicação, combinar remunerações, ampliar normas de atendimento ao cliente, recorrer a processos de arbitragem para resolver questões em litígio judicial e também, incluir as indicações internacionais em um plano de negócios.
O presidente em exercício da Fenaci, Joaquim Ribeiro, abriu o curso avaliando a relevância da capacitação do profissional nas atividades internacionais: “é extremamente importante que o corretor desenvolva novas habilidades e amplie seus horizontes. O Brasil é a bola da vez e o corretor brasileiro, por ter características peculiares está à frente dos profissionais que desenvolvem a mesma atividade no exterior e por isso, serão muito procurados para prestar assessoria imobiliária.”
Durante todo o dia, os corretores de imóveis debateram assuntos relevantes ao exercício da profissão e receberam informações para acessar e consultar, diariamente, os colegas dos países participantes do Icrea, sigla em inglês para Consórcio Internacional de Associações Imobiliárias.
O TRC ministrado por Thijs Stoffer, CEO do Icrea e Angel Munhoz, diretor para as relações com o Brasil da Aegi - Associação Empresarial de Gestão Imobiliária da Espanha, contou com a participação de mais de cinqüenta corretores, o que representa um recorde de público em todo o país.
Ao finalizar as atividades, Alexandre Tirelli, vice-presidente do Sciesp, destacou que “o mercado imobiliário internacional vive um momento único, afinal alguns imóveis no exterior, estão incrivelmente baratos o que atrai investidores. Os corretores necessitam estar preparados para, quando acionados tenham todas as ferramentas e conhecimentos necessários para realizar todas as facetas que a atividade requer.”



Encontro Executivo ECI - “Fatores que influenciam para a evolução na carreira de corretor”

A UNISciesp convida todos os participantes da XIII edição e das turmas anteriores do curso Especialista em Consultoria Imobiliária para participar do Encontro Executivo, dia 13 de junho, às 19h, na sede social do sindicato.
“Fatores que influenciam para a evolução na carreira de corretor” será o tema abordado por Luiz Fernando Gambi, corretor de imóveis e diretor do Secovi/SP. Os corretores que não assistiram o curso e têm interesse em participar, devem entrar em contato com o sindicato e assegurar sua presença através do telefone (11)38895899, ramal 589.




Corretor Cidadão
O sindicato desenvolve trabalhos voltados à responsabilidade social. No mês de junho, o Programa Corretor Cidadão está voltado a arrecadação de leite em pó a ser distribuído ao Amparo Maternal, uma entidade que presta assistência materno infantil (Atestado de Utilidade Pública Federal).
Durante a fase de gestação e amamentação, as mamães e os bebês ficam alojados no Amparo Maternal e recebem toda estrutura necessária para garantir o bom desenvolvimento e um futuro de qualidade.
Corretor, a sua participação é muito importante! Mobilize seus amigos e familiares e traga sua doação aos postos de arrecadação no sindicato, na UNISciesp e na Agência Regional da sua cidade.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Financiamento de imóveis já supera R$ 100 bi

Fernando Teixeira
Jornal DCI


SÃO PAULO - O saldo de crédito direcionado para financiamento de imóveis, segundo dados do Banco Central (BC), já ultrapassou R$ 100 bilhões, e cresceu 3,5% somente em maio. Em 12 meses, os recursos direcionados a habitação cresceram 51,1%. O panorama divide a opinião de especialistas. Uma parte acredita em bolha no longo prazo; a outra, não.

Um terceiro ingrediente para apimentar as discussões fica com os bancos. As instituições olham com carinho para este público porque em praticamente todos bancos grandes o crédito imobiliário é o que mais cresce.

Um exemplo é o banco Bradesco, que somente na comparação entre o primeiro trimestre de 2010 contra o de 2009 cresceu 180%. A projeção é romper a barreira dos R$ 7 bilhões em dezembro. No concorrente Itaú Unibanco, a comparação entre 31 de março de um ano e do outro revelou o crescimento de 41,7% da carteira imobiliária. A instituição projeta chegar a R$ 10 bilhões no final de 2010.

Um dos motivos de os bancos abrirem os cofres para financiar imóveis é o loan-to-value (LTV). A sigla mede a relação do saldo devedor contra o valor de avaliação do imóvel financiado. Segundo o superintendente executivo de crédito imobiliário do Bradesco, Cláudio Borges, além de não financiar o valor total do imóvel, o saldo devedor sempre fica abaixo do valor avaliado do imóvel. "É uma relação de 60 para 100, na maioria dos casos."

Borges explicou que nos EUA o LTV estava abaixo de 1 e, por isto, houve devolução de imóveis e o início da crise. "Hoje os contratos são fechados em 20 dias. Há 10 anos era acima de 90 dias."

Em 2005, o banco emprestou R$ 700 milhões. "Em um mês deste ano, emprestamos R$ 800 milhões. O Brasil vive um momento ímpar na história de crédito imobiliário", define o executivo. Para ele, a justificativa são prazos mais flexíveis, taxas de juros mais baixas e emprego e renda em alta.

Segundo ele, a garantia dos bancos é a alienação fiduciária. "Quando havia a hipoteca, a inadimplência era de 10%; hoje é de

1,5%. O risco é menor." Borges descarta falta de crédito. "O funding da poupança é o suficiente."

Contudo, o presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Luiz Antônio França, acredita que em um prazo de três anos a poupança não consiga mais atender toda a demanda por crédito imobiliário. "Haverá déficit de R$ 20 bilhões, pois o País necessita de R$ 50 bilhões. Temos captação de R$ 30 bilhões na poupança", afirmou.

França disse que as famílias preferem comprar imóveis com financiamento. "Antes, os consumidores preferiam poupar a maior parte dos recursos para adquirir uma casa. Agora, financiam cerca de 60% do valor."

Bolha

Os especialistas consultados pelo DCI não acreditam em "bolha" similar ao que aconteceu nos EUA. Para eles, o perigo está nos preços.

Um dos que defendem que não há comportamento de bolha é Alcides Leite, economista da Trevisan Escola de Negócios. Ele não se assusta com o fato de o balanço do BC apontar aumento de R$ 60, 877 bilhões em 2009 para R$ 102, 4 bilhões destinados ao financiamento de imóveis. "Não faz sentido falar em bolha quando se empresta tão pouco em relação ao PIB. Não ultrapassamos a barreira de 10%."

Para o economista há uma demanda reprimida por causa dos problemas históricos do Brasil, como inflação alta. "Existe muito espaço para crescer."

Contudo, ele não descarta uma "microbolha instantânea" nos preços. "Pode-se falar em bolha quando 80% do PIB está comprometido. Temos apenas 5%." Segundo Leite, mesmo que haja uma disparada de preços por falta de imóveis, as empresas acabam respondendo no médio e longo prazo. "Os preços vão se equilibrar. O mercado está aquecido, temos até falta de mão de obra".

O economista-chefe da Korus Investimentos, Marcelo de Faro, vê uma pequena bolha no preço dos imóveis. Para isto, relata o que acontece no Rio de Janeiro. Segundo ele, em alguns lugares da capital fluminense, os preços inflacionaram 200% em apenas 2 anos. "Copa, Olimpíadas e obras como o trem-bala valorizaram os imóveis, acima da média nacional."

Mesmo com esse panorama, o economista acredita em equilíbrio de preços no médio prazo. Faro também não acredita em desabastecimento de crédito nos bancos. "São instituições criativas. Podem recorrer à recapitalização e venda de dívida."

Segundo ele, o Brasil sofre um represamento de 30 anos na demanda de venda de imóveis. Com o preço dos aluguéis mais barato, o tomador de crédito paga por um imóvel próprio. "Os aluguéis eram cerca de 3% do valor do imóvel. Hoje são de 0,5%. Há substituição."

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Participação do gasto com imóveis subiu de 4,8% para 5,8%

Elevação da aquisição, ampliação e reforma foi provocada pelo aumento da oferta de crédito ao setor, diz economista

24 de junho de 2010 - O Estado de S.Paulo
RIO

A participação dos gastos com aquisição, ampliação e reforma de imóveis no orçamento das famílias cresceu entre 2003 e 2009. Denominado "aumento do ativo", esse item representava 4,8% dos gastos das famílias em 2002/2003 e passou para 5,8% no ano passado, segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Para o economista José Márcio Camargo, da PUC-RJ, a elevação da participação da aquisição de imóveis se deve ao aumento da oferta de crédito para o setor. "A expansão do crédito para o setor imobiliário começou no início dos anos 2000, quando se criou a figura da alienação fiduciária. A partir daí, houve um aumento sistemático da oferta de crédito, relacionado principalmente a grupos de renda média", explica.
Entre as famílias que adquiriram imóveis no período em que a última POF foi realizada está a arquiteta Letícia Medeiros, 29. A aprovação em um concurso público foi o impulso que faltava para ela e o marido comprarem um apartamento de dois quartos na zona sul do Rio em abril de 2009. "Juntamos nossas economias, demos uma entrada e parcelamos o resto em 20 anos", conta. A família espera, no entanto, quitar o imóvel até o ano que vem com recursos do FGTS e do 13.º salário.
A compra do apartamento, porém, não acabou com as preocupações da família com a casa própria. Letícia teve gêmeos no ano passado e o imóvel ficou pequeno. "Vamos terminar de pagar este apartamento e já começaremos a procurar outro maior", diz. O financiamento e a chegada dos bebês fizeram com que a família revisse seu orçamento. "Gastamos menos com lazer e com viagens e cancelamos planos de reforma no apartamento", explica Letícia.
Embora o aumento do ativo tenha crescido de 2003 para 2009, a participação desse item no orçamento das famílias brasileiras ainda é inferior ao verificado em 1975. Naquele período, as famílias designavam 16,5% das suas despesas para aquisição e reforma de imóveis.
Ofertas de serviços. Segundo o gerente da POF, Edilson Nascimento Silva, a queda dos gastos com o aumento de ativos da década de 70 para cá está "provavelmente" relacionada ao forte aumento na disponibilidade de serviços para as famílias desde a década de 70. "Houve muitas mudanças de ofertas de serviços, como disponibilidade de telefonia, celular, internet, TV a cabo", exemplificou.
Para o presidente do IBGE, Eduardo Nunes, o crescimento da participação do aumento de ativos é reflexo de um melhor padrão de renda da população. "Isso porque ela já foi capaz de com sua renda consumir todos os bens de consumo correntes ? e ainda tem um saldo que é a sua poupança ? que ela pode adquirir na compra de ativos ou recorrer a créditos para ampliar ativos", disse Nunes. / G.G. e J.F.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Crédito da casa própria vai sair em 2 dias

publicado em 23/06/2010
por Gisele Tamamar Fonte: Jornal da Tarde
De 20 dias para até 48 horas. Essa é a agilidade que a Caixa Econômica Federal pretende ganhar no processo de aprovação de crédito com a implantação de um novo modelo de correspondente imobiliário feito em parceria com as imobiliárias. Com a estratégia, a oferta dos empréstimos ocorrerá além dos horários dos bancos, inclusive nos finais de semana.
O projeto piloto foi concluído recentemente em oito Estados, incluindo São Paulo, e será avaliado pela Caixa. A expectativa é que o novo modelo seja implantado até o final do ano.
Nesse sistema, o comprador encontra o imóvel desejado e vai até a imobiliária parceria da Caixa, que faz o atendimento, montagem do processo e inserção dos dados no sistema via web para dar entrada no processo de aprovação de crédito e confecção do contrato. As informações são enviadas para a Caixa. Após as análises cadastral, de risco de crédito e de capacidade de pagamento, o crédito é aprovado em até 48 horas.
O 6º Feirão da Casa Própria da Caixa, realizado em maio na capital, já registrou contratos de financiamento por meio do novo modelo. O evento contabilizou movimento recorde de negócios: R$ 1,862 bilhão. O valor é 24,1% maior do que de 2009, quando o Feirão totalizou R$ 1,5 bilhão.
Os números nacionais também mostram o aquecimento do mercado imobiliário: 4,3 mil contratos são fechados por dia. Só até 11 de junho, a Caixa atingiu R$ 29 bilhões de volume contratado, com expectativa de fechar o ano na casa dos R$ 60 bilhões.
Com a nova estratégia, a Caixa pretende melhorar e acelerar o processo de atendimento aos clientes, ampliar os canais de negócios e reduzir custos que possibilitem a oferta de menores taxas de juros.
O correspondente imobiliário executará exclusivamente atividades operacionais e não terá nenhuma interferência sobre os aspectos que impactam na concessão do crédito, como as análises de risco de crédito e de capacidade de pagamento.
Inicialmente, o modelo contemplará apenas os processos envolvendo imóveis de até R$ 130 mil que se enquadram no ?Minha Casa, Minha Vida?. Como os imóveis do programa do governo federal já foram avaliados pela Caixa, a situação facilita o processo de análise.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Especialista explica como usar o FGTS no financiamento imobiliário

Por: Evelin Ribeiro
21/06/10 - InfoMoney

SÃO PAULO – FGTS é uma sigla que muitos se lembram apenas quando se desligam da empresa onde trabalham. Ou quando resolvem adquirir a casa própria. Mas será que todos conhecem as regras para usar esse dinheiro no financiamento imobiliário?
Criado na década de 1960, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço equivale a 8% do salário do trabalhador. A taxa não é descontada do pagamento, apenas depositada pelo empregador. Rendendo juros de 3% ao ano mais atualização monetária mensal, o FGTS é praticamente uma poupança compulsória, que acaba sendo útil no momento da compra do imóvel.

Os recursos do FGTS não podem ser utilizados no financiamento imobiliário se o proponente for dono de um imóvel já financiado pelo SFH (Sistema Financeiro da Habitação) em qualquer lugar do Brasil. Também está impedido de usar o fundo o proprietário de imóvel em construção ou concluído no município de residência ou de trabalho, ou nas cidades vizinhas, quando não financiado pelo SFH.

O diretor da ABMH (Associação Brasileira de Mutuários da Habitação), Lúcio de Queiroz Delfino, explica que há três possibilidades de uso do fundo para a compra da casa própria. A primeira delas é na compra integral ou no valor de entrada do imóvel, bem como ajuda no pagamento do lance, em caso de consórcio imobiliário. Lembrando que o valor do imóvel não pode ultrapassar R$ 500 mil.

Amortização
“Depois que o imóvel foi financiado, ele pode usar o FGTS para quitar a dívida ou amortizar as prestações. No primeiro caso, ele liquida todo o saldo devedor do financiamento. No segundo, ele pode optar por usar o FGTS como auxílio na quitação de algumas prestações ou para fazer a chamada amortização extraordinária”, afirma Delfino.

O especialista alerta que, para quitar as parcelas, há duas exigências. Uma delas é o limite de 80% do valor da parcela com o FGTS – o restante precisa sair do bolso do mutuário. A outra exigência é que o número de parcelas beneficiadas pelo FGTS seja mais de 12. “Não dá para solicitar o FGTS para pagar a prestação do mês que vem apenas. Precisa ser por pelo menos 12 prestações”.

No caso de amortização do saldo devedor, o cliente também terá duas alternativas: ou reduzir o valor das parcelas mensais ou diminuir o número de parcelas e, assim, o tempo restante de financiamento.

“Nossa recomendação é, desde que não esteja com nenhum problema financeiro no momento, sempre dê preferência para reduzir o número de parcelas. Assim, ele paga boa parte dos juros”, aconselhou Delfino.

Construção e outras regras
Mas o FGTS não financia apenas o imóvel pronto. Se o seu sonho é construir sua casa do jeito que quer, o fundo pode ser usado na construção, desde que ela seja feita em regime de cooperativa ou consórcio ou então haja financiamento específico com algum agente financeiro ou com o construtor que apresente o cronograma da obra.

Em geral, o imóvel que será financiado com ajuda do FGTS deve estar no município ou vizinhanças onde o requerente exerça a ocupação principal ou já resida há mais de um ano. Ele precisará comprovar o trabalho ou residência por meio de pelo menos dois documentos diferentes (por exemplo, a conta de água e de telefone).

A cada dois anos
Uma vez feito o financiamento imobiliário, é recomendável sacar periodicamente o saldo do FGTS para amortizar parte da dívida aos poucos. Pelas regras, só é permitido o saque a cada dois anos – contados a partir do último uso. Se o FGTS foi usado para ajudar no pagamento de 12 parcelas, por exemplo, os dois anos começam a partir do último mês em que os recursos foram usados.

O presidente da ABMH lembra ainda uma terceira opção de uso do FGTS. Embora não esteja previsto nas regras do fundo, se o mutuário tem parcelas em atraso, os recursos aplicados no FGTS podem ajudá-lo a colocar a dívida em dia.

“Nesse caso, ele precisará recorrer à Justiça para conseguir a permissão de uso do FGTS para pagar prestações atrasadas, pela agência ele não vai conseguir. Porém, em praticamente 100% dos casos, os mutuários conseguem judicialmente a autorização”, destaca.
Sempre que puder
Delfino salienta que a dica mais importante dada pelas associações de mutuários é que se utilize o FGTS o máximo de vezes que puder. “Aplicado, o FGTS rende apenas 3% ao ano mais TR. Já a taxa de juros do financiamento imobiliário dele, na melhor das hipóteses, é de 6% ao ano mais TR, podendo chegar a 12% a.a. Ou seja, ele está pagando no mínimo o dobro de juros e ganhando muito pouco de rendimento no dinheiro que está no FGTS”, finaliza.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Programa Corretor Cidadão faz gol de placa

Junho mês de festa junina e Copa do Mundo, os corretores de imóveis não poderiam ficar de fora. O Programa Corretor Cidadão entrou em campo, não para jogar futebol, mas para alegrar as crianças e adolescentes carentes que residem na Associação Maria Helen Drexel.
O Mundial de futebol na África ficou em segundo plano. Vestidos a caráter, as crianças que já passaram por dificuldades na vida, tiveram um dia de muita alegria, brincadeira e descontração.
Ao som de música caipira, a quadrilha foi à grande atração do evento junto com farta comida típica e jogos de pescaria, argola, entre outros. O Corretor Cidadão enriqueceu ainda mais o evento colocando a disposição além do calor humano transmitido pelos colegas participantes, um carrinho de pipocas, o que foi muito apreciado pelas crianças, e ainda, muita mão de obra para auxiliar nas diversas atividades realizadas. Os corretores de imóveis foram verdadeiros exemplos de solidariedade.
A ação voluntária envolveu, além dos profissionais da intermediação imobiliária, colaboradores e diretores do sindicato. “Ajudamos na montagem das barraquinhas e também durante todo o desenrolar da festa. É extremamente gratificante ver o sorriso no rosto dessas crianças. O sentimento é de missão cumprida, mas a vontade é de colaborar cada vez mais,” afirmou Pimentel, diretor do Sciesp e assíduo freqüentador das ações promovidas pelo Programa Corretor Cidadão.
Aproximadamente 200 pessoas participaram do evento que ocorreu no último dia 12.


Corretor de Imóveis, profissão de sucesso



O desenvolvimento do mercado imobiliário atrelado aos incentivos ao segmento habitacional coloca em alta a profissão de corretor de imóveis, porém faltam profissionais para atender a demanda do mercado.
A profissão é vantajosa por oferecer oportunidades de realização profissional. Segundo a tabela vigente no mercado, o corretor recebe comissões entre 6 e 8% (por cento) do valor de venda para imóveis urbanos. Para ingressar na profissão, no entanto, é indispensável habilitação de Técnico em Transações Imobiliárias, curso que garante o exercício legal da profissão perante ao Creci.
A Escola Técnica Ebrae, referência nacional e internacional, assegura formação de qualidade através do método de ensino a distância com grande flexibilidade de horários. A escola ainda oferece a formação integral do aluno ao possibilitar a participação no programa Banco de Talentos com o intuito de aproximar os estudantes à prática imobiliária e ampliar suas chances de ingressar no mercado.
O presidente do sindicato, Odil de Sá afirmou que “o sucesso para aqueles que ingressarem na intermediação imobiliária é garantido, mas está diretamente relacionado à dedicação de cada profissional e a uma boa formação”.
Informações e matrícula através dos telefones abaixo ramal 589.


UNISciesp - Encontro Imobiliário



22/06 – Sorocaba –
“Planejamento estratégico para corretores de imóveis”, com Felippe Neto 23/06 – Osasco – "Marketing e Comunicação para Lançamentos Imobiliários”, com Edson Simões
24/06 – ABCD – “Marketing e Comunicação para Lançamentos Imobiliários”, com Edson Simões
28/06 – Campinas – "Marketing e Comunicação para Lançamentos Imobiliários”, com Edson Simões
30/06 – Santos – "Marketing e Comunicação para Lançamentos Imobiliários”, com Edson Simões
Participe! Os encontros ocorrem sempre às 19h00 e a participação é garantida mediante a doação de 2 latas de leite em pó.
As inscrições podem ser feitas através dos telefones abaixo, ramal 589 – Vagas Limitadas.

Corretor Cidadão
O sindicato desenvolve trabalhos voltados à responsabilidade social. No mês de junho, o Programa Corretor Cidadão está voltado a arrecadação de leite em pó a ser distribuído ao Amparo Maternal, uma entidade que presta assistência materno infantil (Atestado de Utilidade Pública Federal).
Durante a fase de gestação e amamentação, as mamães e os bebês ficam alojados no Amparo Maternal e recebem toda estrutura necessária para garantir o bom desenvolvimento e um futuro de qualidade.
Corretor, a sua participação é muito importante! Mobilize seus amigos e familiares e traga sua doação aos postos de arrecadação no sindicato, na UNISciesp e na Agência Regional da sua cidade.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

'Eu nunca vi nada igual'

Léa Videira. corretora de imóveis, chegou a vender 200 imóveis num único fim de semana

18 de junho de 2010
Naiana Oscar - O Estado de S.Paulo

Corretora de imóveis desde a década de 80, Léa Videira, de 61 anos, diz nunca ter visto movimentação igual no mercado imobiliário paulistano. Até ela se arrependeu de não ter investido num apartamento na capital no último ano. Em agosto de 2009, com uma equipe de corretores, chegou a vender 200 imóveis na planta num único fim de semana, antes até de o material de divulgação ficar pronto. Na época, custavam R$ 140 mil. Todos os apartamentos são de dois dormitórios, com garagem e equipamentos de lazer, no centro de São Paulo, perto da Praça da República.
Embora o lugar não seja tão atrativo, foi um sucesso de vendas. E está sendo também de valorização. Dez meses depois, Léa já tem clientes vendendo o imóvel por R$ 270 mil. "Isso porque o prédio ainda está na fundação, nem saiu do chão", conta. "Hoje vejo que faria um ótimo negócio se tivesse comprado algum imóvel ali. Tenho visto valorizações em torno de 70% nos últimos meses."
Esse prédio residencial lançado no ano passado é um empreendimento da construtora TPA. Está entre os quatro edifícios lançados recentemente no centro de São Paulo, depois de quatro décadas sem nenhuma novidade de imóveis residenciais na região.
A comerciante Maria José da Silva Pereira, de 38 anos, comprou duas unidades em um outro empreendimento também no centro da cidade. Um dos imóveis era para investimento, mas ela acabou precisando do dinheiro antes da entrega das chaves. Comprou por R$ 119 mil e vendeu por R$ 175 mil, em menos de um ano. "Compensa muito mais comprar um imóvel do que deixar na poupança", diz. "Só dá lucro e não tem erro." Neste mês, algumas unidades estão sendo vendidas por R$ 250 mil.
Clientes como Maria José, que compram imóveis como investimento, são cada vez mais frequentes no portfólio da corretora Léa Videira. "São médicos, comissários de bordo, gente de classe média que está comprando para vender", conta. "Eles só esperam o término da obra e passam o imóvel para frente."
Gerente de uma loja de roupas, Selma Regina Nascimento, de 42 anos, aproveitou a oportunidade para comprar um apartamento para ela e outro para os pais, com a intenção de morar mais perto do trabalho. Depois de muito procurar, encontrou as unidades que cabiam no seu bolso. Pagou R$ 146 mil por imóvel. Em dez meses, eles passaram a custar R$ 220 mil. As prestações estão hoje em R$ 1.018. "Não tenho dúvida de que, se eu tivesse esperado mais um pouco, meses mesmo, não teria conseguido comprar", afirma. "É um alívio ver os valores atuais e saber que fiz um ótimo negócio, no momento mais oportuno." Com um imóvel na Grande São Paulo, Selma pensa agora em fazer investimentos fora da cidade, onde ainda é possível encontrar preços mais baixos

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Imóveis de até R$ 250 mil representaram 60% dos lançamentos da Grande SP

Por: Gladys Ferraz Magalhães
17/06/10 - InfoMoney

SÃO PAULO – Os imóveis residenciais de até R$ 250 mil representaram 60% dos lançamentos da região metropolitana de São Paulo no ano passado.
O número, segundo levantamento da Inteligência de Mercado Lopes, é dez pontos percentuais maior ao verificado em 2008, quando 50% dos lançamentos se encontravam nesta faixa de preço. Assim, conforme conclusões do estudo, a variação indica expansão do mercado de baixa de renda.
Perfil do comprador
Ainda de acordo com a pesquisa, a renda familiar das pessoas que buscam imóveis entre R$ 75 mil e R$ 250 mil varia entre R$ 3.240 e R$ 5.930, sendo que, em geral, estes compradores são solteiros, não possuem filhos e têm idade média de 30 anos; ou são jovens casais sem filhos (36%).
Dentre as propriedades mais desejadas estão os imóveis de dois dormitórios, sem suíte e uma vaga na garagem, procurados, especialmente, por aqueles que desejam gastar até R$ 179 mil na casa ou apartamento. Já os mais desejados para os que gastariam de R$ 180 a R$ 250 mil são os imóveis de dois ou três dormitórios, com suíte e uma ou duas vagas de garagem.
Quanto a localização, as zonas Sul e Leste de São Paulo são as mais procuradas por este público, 33% cada. Por bairro, a configuração é a seguinte:
  • Sul: Vila Mariana, Ipiranga, Saúde, Morumbi, Interlagos e Santo Amaro;
  • Leste: Mooca, Tatuapé, Vila Prudente, Belém, Vila Carrão e Penha;
  • Oeste: Butantã, Lapa, Perdizes, Pinheiros, Vila leopoldina, Barra Funda e Vila Sônia;
  • Norte: Santana, Tremembé, Vila Maria, Freguesia do Ó, Vila Guilherme e Pirituba;
  • Centro: Brás, Centro, Bela Vista e Higienópolis.