sexta-feira, 26 de março de 2010

Índice de custo de construção tem alta de 0,45% em março, mostra FGV

Agência Estado
Fonte Sciesp: A Tribuna


O Índice Nacional de Custo da Construção - Mercado (INCC-M), que mede a inflação na construção civil, subiu 0,45% em março, informou hoje a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado ficou acima da inflação registrada em fevereiro, de 0,35%. O INCC-M acumula alta de 1,32% em 2010 e de 4,12% nos 12 meses encerrados em março.

Esta foi a terceira divulgação mensal isolada do indicador, que representa 10% do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M). Em janeiro, a FGV, que calcula os Índices Gerais de Preços (IGPs), anunciou que passaria a divulgar o desempenho do INCC-M isoladamente, antes do anúncio do IGP-M de cada mês. O IGP-M de março deve ser anunciado na próxima terça-feira.

Em seu informe, a FGV lembra que o INCC-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência, assim como o IGP-M. Ao detalhar o desempenho do índice em março, a FGV informou que os preços de materiais, equipamentos e serviços subiram 0,49% no terceiro mês do ano. Em fevereiro, a inflação deste segmento foi menos intensa, de 0,47%. Já os preços de mão de obra subiram 0,40% este mês, após registrarem alta de 0,22% em fevereiro.

Ao analisar a movimentação de preços entre os produtos, a FGV informou que as mais expressivas elevações de preço na construção civil foram apuradas em ajudante especializado (0,45%), vergalhões e arames de aço ao carbono (0,82%) e servente (0,38%). Já as mais expressivas quedas de preço foram apuradas em argamassa (baixa de 0,56%), madeira para telhados (recuo de 0,55%) e perna 3x3/estronca de 3ª (queda de 0,28%).

quinta-feira, 25 de março de 2010

País melhora índices de habitação e saneamento básico, aponta relatório do governo

Enviado por João Carlos Rod..., qua, 24/03/2010
Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - O déficit habitacional urbano brasileiro diminuiu em 476 mil residências em um ano, passando de 6,27 milhões de unidades, em 2007, para 5,8 milhões, em 2008, o que ainda é considerado alto. Os índices de saneamento básico também apresentaram melhora expressiva, com a rede de água potável chegando a nove em cada dez famílias brasileiras. A informação consta do 4º Relatório Nacional de Acompanhamento dos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio (ODM), divulgado hoje (24) pelo governo.
Em 16 anos, segundo o documento, o percentual de pessoas morando em condições adequadas no Brasil melhorou 15%, avançando de 50,7%, em 1992, para 65,7%, em 2008. As áreas urbanas são as que apresentam o maior percentual de falta de residência (82%).
Para o ministro das Cidades, Marcio Fortes, as melhorias refletem as políticas habitacionais adotadas pelo governo nos últimos anos, como o programa Minha Casa, Minha Vida e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Habitação e Saneamento.
“Temos feito com que o déficit habitacional venha caindo, com as obras que estão sendo feitas, com os programas que estão sendo implementados com vigor. São investimentos sólidos, fortes e importantes, que levarão adiante a decisão do governo de atacar o problema habitacional”, disse o ministro, que participa do 5º Fórum Urbano Mundial das Nações Unidas, na zona portuária do Rio, até o dia 26. O evento reúne mais de 15 mil participantes de 160 países.
Os dados apontam ainda que 89,2% do déficit habitacional é concentrado nas famílias com renda de até três salários mínimos. O problema é mais grave nas cidades brasileiras com mais de 500 mil habitantes: em 97,3% delas há favelas, em 86,5%. cortiços e em 94,6%, loteamentos clandestinos ou irregulares.
Em relação ao déficit em saneamento, o relatório aponta uma grande diferença entre o Brasil rural e urbano. Enquanto nas cidades a água tratada chega a 91,6% das famílias, no interior o índice é bem menor: 27,4%.
O estado com maior oferta de água tratada é São Paulo, com 98,9% das residências atendidas. Na ponta oposta está o Pará, onde só 51,5% da população possui acesso ao serviço.
A rede de esgoto também apresenta uma grande diferença entre campo e cidade, chegando a 80,5% nas áreas urbanas e a 23,1% nas zonas rurais.
A proporção de famílias atendidas por ambos os serviços - água e esgoto - subiu de 62,3%, em 1992, para 76%, em 2008.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Entrevista: Luiza Nagib Eluf

“As atividades oferecidas as mulheres no mercado de trabalho estão sujeitas as mesmas condições daquelas praticadas pelo homem?” Está pergunta está presente no dia a dia da mulher trabalhadora. Por este motivo a TV O Corretor entrevista a Procuradora de Justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo, Luiza Nagib Eluf.

Mais informações no twitter do sindicato: www.twitter.com/sciesp

terça-feira, 23 de março de 2010

Deficit habitacional caiu 8%, diz governo

Ministério anuncia que carência recuou para 5,8 milhões de domicílios em 2008, mas que cresceu número de moradias inadequadas

Especialistas dizem que melhora da renda reduz impacto do aluguel para as famílias e aumenta chance de comprar um imóvel

DA SUCURSAL DO RIO
Jornal Folha de São Paulo

O Ministério das Cidades anunciou ontem, no 5º Fórum Urbano Mundial, que acontece no Rio nesta semana, que de 2007 para 2008 o deficit habitacional no Brasil foi reduzido de 6,3 milhões para 5,8 milhões de domicílios -queda de 8%.
No entanto, houve piora no indicador que mede o total de moradias com infraestrutura inadequada, que aumentou em 500 mil, chegando a 11 milhões de unidades, ou 22% dos domicílios urbanos.
A moradia é considerada inadequada quando há problema de acesso a pelo menos um dos seguintes serviços básicos: iluminação elétrica, abastecimento de água com canalização interna, rede geral de esgoto ou fossa séptica e coleta de lixo.
A secretária nacional de habitação do Ministério das Cidades, Inês Magalhães, disse que o governo analisa o que levou ao avanço de moradias com infraestrutura inadequada.
Uma das hipóteses é que tenha havido um crescimento no número de domicílios -daí a redução do deficit-, mas que eles podem estar em áreas com infraestrutura inadequada. Basta não atender a um dos critérios de adequação para ser considerado inadequado.
Os cálculos foram feitos a partir de dados do IBGE pela Fundação João Pinheiro, vinculada ao governo de Minas Gerais. Os itens que mais contribuem para o deficit são o ônus excessivo com aluguel (40,4%) e famílias vivendo no mesmo domicílio (39,6%).
Em 2007, houve mudança na metodologia de cálculo desse último indicador, após críticas de vários especialistas de que os dados usados pelo ministério superestimavam o deficit por incluir toda família que coabitava numa residência com outra no cálculo do deficit.
Para o IBGE, por exemplo, se um casal abriga filhos e netos na mesma casa, considera-se que são duas famílias num mesmo domicílio. No entanto, em muitos casos, essa coabitação pode acontecer por opção, e não por necessidade.
Por isso, a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 2007, foi incluída uma pergunta específica sobre a vontade de famílias coabitando de viverem juntas ou não. A mudança metodológica resultou na queda do deficit em 1 milhão de residências. Pelos critérios antigos para 2007, seriam 7,3 milhões. Pelos novos, 6,3 para aquele ano.
Usando a metodologia antiga, o país já havia registrado queda de 2006 para 2007. A razão mais comum apontada por especialistas foi a melhoria da renda, especialmente nas classes de menor nível socioeconômico, o que tem impacto direto na redução do gasto com aluguel ou na possibilidade de compra de um imóvel.

segunda-feira, 22 de março de 2010

BC defende a criação de índice de preços de imóveis

Karina Nappi
Jornal DCI


SÃO PAULO - O setor imobiliário brasileiro pode receber um novo índice econômico, afirmou o diretor de Normas e Organização do Sistema Financeiro do Banco Central, Alexandre Tombini. Ele sugeriu que o BC em parceria com uma entidade de renome como a Fundação Getúlio Vargas (FGV) ou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) criem um índice para acompanhar a evolução de preços no setor imobiliário.

"Temos que avançar com a criação de um indicador de preços para monitorar o mercado. É uma lacuna a ser preenchida no curto prazo", disse Tombini, em palestra para o empresários e representantes do setor.

Na opinião do economista e diretor da Fractal, Celso Grisi é realmente necessária a criação de um índice imobiliário.

"Apesar de existirem índices como o INCC (construção civil) não existe um real para imóveis urbanos, no máximo trabalhos de empresas privadas que informam o público, na maioria das vezes com preços anunciados, que diferem em média 30% do real. Assim, de fato é necessário a criação de um índice para representar a oferta e a procura do setor imobiliário, principalmente nas capitais do País", pontuou.

Segundo Tombini, essa é uma agenda de "curto prazo", mas cuja discussão ainda está no início.

"Superada a fase de discussão, de encontro de fundo para a criação, o índice consegue sair em três meses. Até julho a FGV, por exemplo, já conseguiria divulgar os dados, nas principais capitais principalmente, o que faria mais sentido", afirmou Grisi.

Grisi alerta, no entanto, que para ser feito o índice seria necessário um rigor metodológico, ou seja, entrevistas pessoais para pesquisa de mercado para ponderar as condições de compra e venda e ajustar o valor com a inflação, para a criação de uma série histórica, de encontro com outros índices dos estados.

Questionado pela reportagem sobre o peso do novo índice na política monetária do BC, o economista afirmou que será um fato relevante, uma vez que afetaria a atividade econômica do País e passaria a influenciar na construção de imóveis e no comércio de unidades antigas.

"Há uma necessidade de termos um indicador de preços confiável, robusto e com bastante abrangência. Não só para o mercado definir estratégias e mensurar riscos, mas também para o monitoramento do regulador e por parte das próprias instituições. Precisamos avançar nisso, tendo em vista perspectivas para o segmento de crédito imobiliário", disse o diretor do BC.

Para Tombini, o crédito imobiliário vai crescer mais que outras linhas nos próximos anos, liderando a expansão do crédito no Brasil. "E, para que esse crescimento se dê em bases sustentáveis, é importante ter informações confiáveis para desenho das políticas", disse.

Segundo Grisi, há uma tendência de alta do segmento de crédito para o setor de imóveis.

"O crescimento do crédito imobiliário é uma tendência natural, elevar o crédito imobiliário é substituir o aluguel e proteger as finanças familiares. Contudo, não devemos pensar que o Brasil pode ser vítima da crise do setor imobiliário, assim como aconteceu com os Estados Unidos no último ano. No País os empréstimos e financiamentos são feitos mediante ao pagamento de no mínimo 20% do valor do imóvel, não é possível fazer uma segunda hipoteca sobre a mesma propriedade e há a garantia de retomada rápida do imóvel por parte do financiador, no caso, o banco", explicou o economista.

O diretor enfatizou a importância da segurança nos financiamentos, especialmente na "originação do crédito", para evitar problemas futuros para a economia. "A qualidade da expansão do crédito é muito importante. O BC está atento para atuar com medidas de caráter prudencial", disse.

Tombini ressaltou que o avanço do mercado imobiliário está ocorrendo por conta da estabilidade macroeconômica e também pelo melhor "arcabouço legal", mas ressaltou que o nível de crédito imobiliário em relação ao tamanho da economia no Brasil ainda é baixo, tendo bastante espaço para crescer. "Nosso dever é cuidar para que isso ocorra em bases sólidas e sustentáveis."

sexta-feira, 19 de março de 2010

Desafio do crédito imobiliário é buscar alternativas à poupança, diz Meirelles

Por: Flávia Furlan Nunes
19/03/10 - InfoMoney


SÃO PAULO – O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou que o crédito imobiliário no Brasil enfrenta o desafio de expandir sua fonte tradicional de financiamento, a poupança, por meio do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo).
“No caso do SBPE, é muito importante repensarmos quais são outras fontes de financiamento para um continuado crescimento no Brasil”, disse Meirelles, durante pronunciamento na 2ª Conferência Internacional de Crédito Imobiliário, promovida pelo Banco Central.
O presidente do BC disse que a fonte de financiamento do crédito imobiliário era mandatória e direcionada no período em que os mercados não tinham capacidade para financiamento. “Mas hoje os mercados cresceram e eu acredito que vai ser importante essa discussão que está tomando lugar”.
Crescimento do mercado
De acordo com Meirelles, o desenvolvimento do crédito imobiliário no Brasil foi possível por alguns fatores, dentre eles a conquista da estabilidade macroeconômica, que trouxe previsibilidade.
“No momento em que há previsibilidade, o investidor pode assumir um risco de longo prazo e o tomador, por sua vez, também pode assumir um risco de longo prazo. O tomador tem de ter o mínimo de segurança de que ele continuará a ter rendimentos nos próximos anos para cumprir suas obrigações”.
Outro aspecto foi a estabilidade do mercado cambial, que deu ao Brasil a capacidade de cumprir seus compromissos externos, através da acumulação de reservas, que permitiu ao País ser um dos últimos a entrar na crise econômica e ser um dos primeiros a sair dela.
Meirelles disse que um terceiro fator que permitiu o crescimento do crédito imobiliário no Brasil foi o desenvolvimento do sistema financeiro que, segundo o presidente do Banco Central, é modelo em fóruns internacionais.
“O investidor começa a procurar um bom retorno e, para isso, prazos maiores. O tomador começa a ter a disponibilidade de tomar também em prazos maiores, na medida que tem maior confiança na manutenção do emprego”.
Papel do BC
Meirelles afirmou que, neste cenário, o BC está trabalhando nas questões providenciais, visando não criar mecanismos que vão gerar ou propiciar funding de longo prazo, uma vez que existem condições macroeconômicas para isso.
Para ele, o mercado, as instituições e os agentes devem estar em alerta sempre em relação ao crédito, principalmente em momentos de euforia, quando o horizonte indica a inexistência de risco e de problemas. Mesmo em momentos de crescimento, ele pediu que as normas sejam rigidamente seguidas.

quinta-feira, 18 de março de 2010

População retoma poder de compra e deve influenciar setor de construção

Por: Equipe InfoMoney
17/03/10


SÃO PAULO - A população está retomando o poder de compra, afirmou o presidente da Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção), Cláudio Conz, o que pode influenciar no setor de construção.
Segundo Conz, há uma "grande demanda por construção", já que 77% das 55 milhões de moradias do Brasil precisam de algum tipo de reforma ou construção, além do déficit habitacional de 6,273 milhões de moradias.
O presidente ainda lembra que a redução de IPI (Imposto sobre Produto Industrializado) estará em vigor para os produtos do segmento de construção até 30 de junho.
"O consumidor tem um tempo razoável para se programar e realizar a sua reforma, sobretudo agora que acabaram as dívidas de início de ano, como IPVA, matrícula dos filhos etc.", disse Conz.
Chuvas
Conz afirmou que o excesso de chuvas no primeiro bimestre deste ano, principalmente na região Sudeste, aumentou o número de pequenas reformas, fazendo com que a retomada de obras seja uma tendência.
Setor
No ano passado, o setor de construção cresceu 4,2% sobre o ano de 2008, com um faturamento de R$ 45,04 bilhões. Em fevereiro, o crescimento foi de 4,9% sobre janeiro e de 12% na comparação com o mesmo período de 2009.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Entrevista: Simone Santos

“Condomínios industriais são o novo filão das construtoras” A matéria publicada pelo portal exame com informações baseadas no jornal O Estado de São Paulo refere-se a um segmento que vem atraindo grandes investidores nacionais e internacionais. Simone Santos, diretora do departamento de serviços corporativos da Herzog Imóveis Industriais e Comerciais vai nós explicar esta nova tendência do mercado.

Maiores informações no twitter do sindicato: www.twitter.com/sciesp

terça-feira, 16 de março de 2010

Sai o primeiro condomínio com energia eólica

publicado em 15/03/2010
Fonte: O Globo

O primeiro empreendimento imobiliário com produção de energia eólica no Brasil é residencial e será lançado este mês, em Florianópolis. O projeto, batizado de Neo, prevê a instalação de duas turbinas de vento, uma em cada torre. Elas farão o aquecimento de toda água que será consumida pelos 24 apartamentos do condomínio, cuja entrega está prevista para março de 2012.
Desenvolvido nos Estados Unidos e trazido para o Brasil pelo arquiteto e urbanista paulista Jaques Suchodolski, o equipamento é composto por duas turbinas - que medem 1,20m de diâmetro e 6m de altura - capazes de gerar aproximadamente 5kw cada. Ambas atuam em conjunto com painéis solares, que captam a energia do sol.
“A tecnologia será capaz de produzir 100% da energia que será usada no condomínio, que não utilizará nenhum tipo de combustível fóssil. Hoje, apenas o aquecimento da água representa 50% do gasto com energia nas regiões Sul e Sudeste”, diz Suchodolski.
Segundo o arquiteto, o equipamento escolhido - foram dois anos de busca até chegar ao fornecedor ideal - conjuga tecnologia de ponta com um design moderno.
“O posicionamento do eixo do rotor em relação à direção do vento é essencial. Os equipamentos mais antigos, como os moinhos de vento, têm turbinas de eixo horizontal (as pás giram num plano perpendicular à direção principal do vento). Dessa forma, requerem um vento puro e contínuo. Já a tecnologia que será usada no condomínio tem turbinas de eixo vertical (as pás giram num plano paralelo à direção do vento) e, por isso, utilizam qualquer tipo de vento, não fazem barulho e não oferecem risco para os pássaros”, destaca.
Sem revelar o investimento total feito no projeto, Suchodolski conta que o valor estimado de cada uma das turbinas é de US$16 mil:
“É um acréscimo de custo perfeitamente absorvível por um empreendimento deste porte.”
Ainda segundo Suchodolski, o empreendimento terá outros dispositivos sustentáveis, como uma estação de tratamento de esgoto, com direito a uma cisterna específica para água a ser reutilizada, destinada, por exemplo, à irrigação das áreas verdes. Dessa forma, completa ele, o consumo será reduzido em 50%:
“Além disso, o condomínio usará madeira de reflorestamento certificada, tintas e vernizes à base de água. A iluminação será feita por lâmpadas LED, que são mais econômicas, e terá sensores de presença.”

segunda-feira, 15 de março de 2010

Ibedec move ações públicas sobre efeitos do Plano Collor I para mutuários

Por: Flávia Furlan Nunes
15/03/10 - InfoMoney


SÃO PAULO – O Ibedec (Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo) interpôs ações civis públicas contra agentes financeiros do SFH (Sistema Financeiro da Habitação) em que questiona os efeitos do Plano Collor I nos contratos vigentes em março de 1990.
De acordo com o instituto, além dos poupadores, a mudança na forma de correção das cadernetas trouxe prejuízos aos contratos do SFH, referentes à compra da casa própria.
Na época, esses contratos foram atualizados em 84,32%, enquanto a poupança sofreu uma correção de 41,28%, o índice que deveria ter sido aplicado ao SFH, de acordo com o Ibedec.
Ações
Nas ações, o instituto demostra que o STJ (Superior Tribunal de Justiça) já adotou um posicionamento favorável aos mutuários e depois modificou e consolidou uma posição contrária, mas a questão continua em aberto, sendo que o STF (Supremo Tribunal Federal) não se manifestou em relação à questão.
“Se o Ibedec ganhar, todos os mutuários que forem seus associados poderão se beneficiar do resultado das ações. O pedido é de que todos os contratos, vigentes ou encerrados, tenham o saldo devedor recalculado em março de 1990 pelo BNTF, o que pode reduzir a dívida em cerca de 43%”, diz o Ibedec em comunicado.
Plano Collor I
Após assumir a presidência da República, Fernando Collor de Melo colocou em prática, por meio da Medida Provisória 168/90 (convertida na Lei 8.024/90), o Plano Collor I, em março de 1990.
A legislação determinava o bloqueio dos ativos financeiros que ultrapassassem o valor de 50 mil cruzados novos. Conforme o aniversário das contas, foi aplicada a correção pelo IPC (Índice de Preços ao Consumidor) e colocado à disposição do Banco Central o valor superior a 50 mil cruzados.
O problema é que os saldos disponíveis aos poupadores e não transferidos ao BC deveriam ter sido atualizados em abril de 1990 com base no IPC de março, o que não foi cumprido pelos bancos depositários.