sexta-feira, 12 de março de 2010

Programa de habitação atenderá associados a entidades de trabalhadores

Por: Gladys Ferraz Magalhães
11/03/10 - InfoMoney


SÃO PAULO - Trabalhadores associados a entidades representativas terão programa de habitação especial em São Paulo, segundo informou, por meio de nota, a CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano).
O programa irá beneficiar famílias com renda familiar entre um e dez salários mínimos, com prioridade para aquelas de menor renda.
Segundo informações da secretaria de Habitação e da CDHU, as famílias serão selecionadas pelas entidades sindicais e associações que, por sua vez, deverão atender alguns critérios como percentual de associados com baixa renda, tempo de existência, experiência em atividades comunitárias e de promoção habitacional.
Objetivo
O programa, parceria da CDHU com entidades representativas dos trabalhadores, prevê a construção de cinco mil casas até 2012, sendo cinco mil unidades em 2010, duas mil em 2011 e mais duas mil no ano seguinte.
As unidades habitacionais seguirão o novo padrão de construção da CDHU, com melhorias como o terceiro dormitório, aquecedor solar, pisos e azulejos, entre outras.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Aluguel na cidade de São Paulo aumentou 8,4% nos últimos 12 meses

Por: Camila F. de Mendonça
11/03/10 -InfoMoney


SÃO PAULO - O valor do aluguel residencial de apartamentos e casas contratados no mês passado na cidade de São Paulo registrou, nos últimos 12 meses terminados em fevereiro, alta acumulada de 8,4%.
De acordo com a Pesquisa Mensal de Locação Residencial, divulgada pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação) na última quarta-feira (11), o percentual é superior ao dos índices que medem o comportamento da inflação ao consumidor no período, como o IPCA do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que variou 4,83%.
Variação mensal
Em relação a janeiro, o aluguel apresentou variação de apenas 0,4%. De acordo com o levantamento, os aluguéis de imóveis com um dormitório foram os que apresentaram as maiores altas no período, de 1%.
As unidades de dois dormitórios permaneceram com preço estável e as de três dormitórios ficaram 0,2% mais caras, por conta dos contratos assinados nas regiões Sul e Leste 1 da capital paulista.
Preço varia por região
Vale lembrar que os dados da pesquisa estão disponibilizados em faixas de valores por metro quadrado, por número de dormitórios e por estado de conservação.
Para um imóvel de três quartos na Zona Norte, em bom estado, por exemplo, o aluguel do metro quadrado oscilou em fevereiro entre R$ 12,90 e R$ 13,26. Uma moradia de 90 metros quadrados teria, portanto, o valor de locação entre R$ 1.161 e R$ 1.193.
Já o aluguel na zona Sul A (Aclimação, Moema, Jardins, Higienópolis, Morumbi) teve seu valor em fevereiro oscilando entre R$ 16,86 e R$ 22,40; assim, um imóvel com área próxima de 90 metros quadrados na região, também de três dormitórios e em bom estado, teria aluguel variando de R$ 1.517,40 a R$ 2.016.
Um imóvel nas mesmas condições, mas localizado na região central da cidade (Barra Funda, Bom Retiro, Cambuci), por outro lado, teria o valor do aluguel entre R$ 1.255,50 e R$ 1.403,10, já que, em fevereiro, os valores oscilaram entre R$ 13,95 e R$ 15,59 o metro quadrado.
Na zona Leste A (Móoca, Tatuapé, Belém), os valores por metro quadrado ficaram entre R$ 8,50 e R$ 12,58. Já na zona Leste B (Brás, Itaim Paulista, Vila Matilde), eles variaram entre R$ 7,43 e R$ 8,74 no segundo mês do ano. Os imóveis localizados na zona Sul B (Campo Limpo, Cidade Ademar, Interlagos), cujos contratos foram fechados em fevereiro, tiveram o valor da locação entre R$ 11,85 e R$ 12,40 por metro quadrado.
Nas zonas Oeste A (Lapa, Perdizes, Pinheiros) e B (Butantã, Perus, Pirituba), os valores do aluguel em fevereiro variaram entre R$ 18,14 e R$ 19,12, no primeiro caso, e entre R$ 11,25 e R$ 11,76, na segunda região.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Saúde é tudo. Relacionadas ao tema, temos questões como meio ambiente e qualidade de vida. A entrevistada de hoje vai falar desse assunto que é tão pertinente a atividade do corretor de imóveis. Eu vou conversar com Odete Monteiro, enfermeira da ATHON. Confira o vídeo:

Ruído, distorção e interferência: Para os comunicadores,essas palavras causam arrepios. E se causam tanto pavor é por que imagem é fundamental para conquistar clientes e passar credibilidade. Com o corretor de imóveis, não é diferente. Eu vou conversar com Denia Machado, uma profissional de altíssima competência no que diz respeito a saúde corporal. Confira o vídeo:


Mais notícias no twitter do sindicato: www.twitter.com/sciesp

terça-feira, 9 de março de 2010

Corretores suspeitam que apenas 20% dos imóveis da cidade tenham registro

Thiago Macedo
Jornal A Tribuna

O Bairro Vila Ponte Nova é um dos pontos nobres de Cubatão, mas quem vive nas belas casas não possui

Cerca de 50% dos imóveis na área urbanizada de Cubatão não possuem matrícula no Cartório de Registro de Imóveis da Cidade. Isso se deve ao fato de que boa parte das áreas que formam o território cubatense pertence à União. Corretores do Município vão além: suspeitam que somente 20% das propriedades de Cubatão têm matrículas nos cartórios.

A falta de escritura definitiva desvaloriza os imóveis e prejudica transações. Os interessados em adquirir casas e apartamentos nessas condições não conseguem obter financiamentos bancários nem recursos do Sistema Financeiro de Habitação. Estão entre áreas sem registro, os imóveis mais bem acabados de Cubatão, localizados na região da Ponte Nova.

Atualmente, há por volta de 10.100 matrículas de imóveis e terrenos no Oficio de Registro de Imóveis, Títulos e Documentos de Cubatão, segundo a titular do cartório, Maria Laura de Souza Coutinho.

Maria Laura explica que, com os números que dispõe, não é possível definir o quanto os registros de seu cartório representam do montante de imóveis de Cubatão. Mas diz que 10 mil imóveis registrados é um montante pequeno para uma Cidade de 130 mil habitantes.

Mas chega a 50% a diferença entre as 10.100 matrículas no cartório e as 20.508 do Cadastro Mobiliário e Imobiliário da Prefeitura, que lança os carnês do IPTU.

DÉCADA DE 70

Segundo Maria Laura, os números de seu cartório dizem respeito aos imóveis registrados a partir de 25 de agosto de 1974, quando o registro foi criado em Cubatão. Antes disso, os títulos de propriedade eram matriculados em Santos.

Todavia, desde a desvinculação dos cartórios, todos os imóveis ou terrenos envolvidos em qualquer negociação legal após agosto de 1974 foram transferidos para o Município. Só continuam em Santos os registros de posses anteriores a essa data.

Os efeitos da falta de regularização atingem tanto bairros populares, como Jardim Nova República e Ilha Caraguatá, quanto áreas nobres, caso da Vila Ponte Nova.

Corretores consultados por A Tribuna foram unânimes ao apontar a falta do título de propriedade como o principal entrave nas negociações. Hoje, segundo eles, cerca 90% das transações de imóveis são feitas usando carta de crédito ou outro tipo de financiamento.

"É como comercializar carros. Pode perguntar para os vendedores das concessionárias qual o percentual de carros que eles vendem à vista. O número é muito pequeno", compara o corretor Felisberto Morais de Almeida.

O corretor avalia que cerca de 80% dos imóveis do Município não possuem escritura. "É bem diferente de Santos e Praia Grande, onde esse número fica na casa dos 20%". A avaliação de Felisberto faz sentido.

É que 60% da população mora em regiões que não foram oficialmente urbanizadas ou em favelas. Áreas que não possuem qualquer tipo regularização fundiária.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Construção defende revisão na metodologia do PIB

Jornal DCI
São Paulo - O setor da construção civil deve crescer cerca de 9% em 2010, ante 8,1% em 2008 e depois de uma variação negativa esperada para 2009. O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), Paulo Safady Simão, defende uma revisão na metodologia do PIB, "para captação da expansão correta do setor".

Simão disse que no próximo dia 11, ao divulgar o Produto Interno Bruto (PIB) de 2009, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) deve anunciar crescimento negativo entre 3% e 4% para a construção civil.

"Nas nossas contas, seria positivo em, no mínimo, 2%" , comentou ele. "Não é que o cálculo esteja errado, mas há aí uma distorção", continuou ele, informando que essa semana conversou com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, sugerindo uma revisão de metodologia do IBGE para captar a contribuição do setor à economia do País.

Simão disse que, na metodologia atual, o IBGE foca apenas a produção de materiais, e não o valor que se agrega à construção de imóveis, como a mão de obra, por exemplo.

No caso dos números de 2009, a crise internacional obrigou muitas empresas a esgotar os insumos que tinham em estoque. E a falta de aumento nessa variável levaria o IBGE a divulgar um número negativo, segundo a Cbic. Simão disse que o ministro Mantega autorizou negociações do setor com o IBGE.

Simão falou ainda que o governo está usando o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2 como bandeira eleitoral, além de usá-lo para corrigir erros do PAC original.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Ações locatícias caem 19% em janeiro na capital paulista

em 5/03/2010
Fonte: Revista ZAP


A cidade de São Paulo iniciou o ano com 1.231 ações judiciais relativas a contratos de locação. Trata-se do menor volume de ações em um mês de janeiro desde 1994 ? naquele ano, o primeiro mês do exercício registrou 1.127 ações. A quantidade de ocorrências de janeiro de 2010 foi 4,1% inferior à de dezembro de 2009 (1.283) e 19,1% menor que o verificado em janeiro do ano passado (1.522 casos).
De acordo com o Fórum da cidade de São Paulo, a falta de pagamento do aluguel permanece como principal motivo para a ocorrência de ações locatícias. Em janeiro, percebeu-se a entrada de 1.042 casos, o equivalente a 84,7% do total de ações. As ordinárias ocuparam a segunda colocação, com 123 ações, o correspondente a quase 10%. As renovatórias (56 ações) e as consignatórias (10) participaram com 4,6% e 0,8%, respectivamente.
ANÁLISE POR FÓRUNS REGIONAIS - Dos 13 fóruns regionais analisados, dez diminuíram o volume total de ações locatícias em janeiro de 2010, comparado com o mesmo período em 2009. As ações locatícias nos fóruns regionais apresentaram as seguintes variações:
PENHA - O fórum registrou a maior queda entre as regionais no inicio do ano, com variação de -41,5% em relação a idêntico período de 2009.
LAPA - Apresentou a maior variação percentual no total de ações locatícias: 169,6% frente a janeiro de 2009.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Setor de construção pede mudanças em projetos de habitação e no PAC

PanoramaBrasil
Jornal DCI


SÃO PAULO - O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão, disse ontem que apresentou, na reunião do Grupo de Acompanhamento do Crescimento (GAC), algumas propostas para corrigir erros do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do programa Minha Casa, Minha Vida. Segundo ele, houve atrasos de obras por falta de planejamento e de projetos e em razão de licitações malfeitas. Durante o encontro, a maior parte das reivindicações girou em torno das exportações brasileiras, que sofrem ainda com a recuperação lenta do mercado mundial e também com a possível subida de juros por parte do Banco Central (BC).

A proposta da CBIC, segundo ele, é que as obras selecionadas sigam alguns critérios para evitar esses problemas, como, por exemplo, a inclusão da obra no Plano Plurianual do município ou estado, que tenha projetos básicos e o custo- benefício social bem definido. Ele também defendeu a necessidade de ampliação dos agentes financeiros para o programa Minha Casa, Minha Vida. Além disso, o presidente da CBIC disse que é preciso ter uma preocupação maior com o planejamento urbano e não apenas atender a habitação individual.

Já o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, disse que apresentou, durante a reunião, uma agenda para reduzir a burocracia, desonerar e melhorar as condições de financiamento das exportações. Ele disse que a agenda é antiga, mas que, num cenário pós-crise, é preciso acelerar essas definições. Monteiro Neto lembrou que o governo já trabalha em medidas para o setor exportador. "Nós estamos na direção correta. O problema agora é o time [tempo em inglês]", disse, ao deixar a reunião do GAC.

O presidente da CNI voltou a reclamar do acúmulo de créditos tributários. "Precisamos trabalhar num conjunto de desonerações para o setor exportador. Quem acumula crédito carrega custos." Ele também alertou para o fato de haver um aumento grande das importações, o que, segundo ele, desloca a produção nacional e prejudica o emprego no País.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Entrevista: Elaine Rodrigues

“Especialista alerta para a restrição da purgação de mora e a aceleração do processo de despejo de imóveis comerciais e residenciais” A matéria refere-se a nova Lei do Inquilinato que entrou em vigor no dia 25 de janeiro de 2010. Eu vou conversar com a Dra. Elaine Rodrigues, advogada especialista no setor imobiliário, corretora de imóveis e conferencista da UNISciesp.

Confira o vídeo da entrevista:


Mais informações no twitter do sindicato: www.twitter.com/sciesp

terça-feira, 2 de março de 2010

Cautela com a euforia imobiliária

publicado em 1/03/2010 às 16:30
por Marcos Burghi
Zap Imóveis



O crescimento do mercado imobiliário em 2009 pegou em cheio as ações das empresas do setor. Alguns papéis valorizaram mais de 300% em 12 meses contabilizados até sexta-feira. Apesar da alta acumulada, o segmento de construtoras e incorporadoras não é unanimidade como endereço de investimento para os próximos meses.
Ricardo Torres, professor de Finanças da Brazilian Business School (BBS), está entre aqueles que recomendam o setor. Ele avalia que as perspectivas para este ano são favoráveis, principalmente para as companhias cujos produtos são dirigidos às classes de menor renda, como Tenda e MRV, entre outras.
Torres afirma que os investidores podem se beneficiar caso incluam em suas carteiras papéis do setor imobiliário. “A demanda por habitação, que ficou reprimida durante longo tempo, pode ser atendida, já que existe crédito e as condições de financiamento estão melhores”, avalia.
O professor da BBS avisa, porém, que não é necessário ter pressa na definição ou na aquisição das ações. Segundo ele, as mudanças de direção do mercado podem proporcionar boas oportunidades de compra. “Certamente, quem entrar no mercado hoje ou aumentar seus investimentos, dentro de 15 anos terá obtido rendimentos imbatíveis.”
HISTÓRICO - Ricardo Pinto, coordenador do curso de MBA em Negócios Imobiliários, da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), não desencoraja a compra de ações do setor, mas recomenda cuidados antes da decisão. Pinto alerta para a necessidade de conhecer a história da empresa antes de qualquer definição.
Segundo ele, é importante verificar a trajetória de cada companhia no segmento de atuação e no mercado acionário, bem como conhecer os motivos que levaram seus papéis à valorização. ?É preciso saber se as razões são sólidas ou momentâneas?, diz.
DESEMPENHO NA CRISE - Ele faz ressalvas a papéis de companhias que tiveram altas a partir de incentivos governamentais. ?Em 2010, teremos eleições. Quem garante que o novo governo vai dar seguimento aos programas em andamento hoje?? O professor da Faap afirma que o fim dessa classe de incentivo poderia trazer dificuldades às empresas que têm foco nos empreendimentos populares, o que, segundo ele, teria reflexos diretos sobre o valor dos papéis.
Pinto também recomenda, sobretudo aos neófitos em Bolsa, que pesquisem o desempenho da empresa antes e depois da crise econômica que atingiu o auge em setembro de 2008, chegou ao Brasil com força em dezembro daquele ano e começou a ceder em abril de 2009. Pinto recomenda a leitura de jornais. Ele reputa como um meio eficiente de conferir como a companhia se saiu durante o período de turbulência. “Prefira aquelas que tiveram menos dificuldades”, orienta.
O professor pede cautela especial ao pequeno investidor que, acredita, “não tem a persistência dos grandes, o que, em mudanças bruscas, pode levar a perdas.”
Sandra Perez, analista da Coinvalores, vê boas perspectivas nas ações de empresas do mercado imobiliário. Ela afirma que as captações de recursos se transformam em lançamentos e vendas, o que calibra os caixas das companhias. A analista afirma que, se não houver altas bruscas dos juros, o setor não enfrentará grandes problemas.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Operação Urbana Vila Sônia vai atrair 37 mil moradores até 2027

Projeto ampliará potencial construtivo na região; metro quadrado já se valorizou 45% nos últimos 5 anos

Rodrigo Brancatelli
Fonte: Estadão


É difícil sair de algum cruzamento do bairro da Vila Sônia, na zona sul da capital paulista, sem ganhar um folheto de novo empreendimento imobiliário. Garotas segurando placas indicando "dois dormitórios, imperdível" ou "residencial de luxo" também viraram figurinha carimbada de uma região que ganhou 2,5 mil apartamentos no ano passado. De olho na valorização do metro quadrado, que alcançou 45% nos últimos cinco anos, a Prefeitura pretende agora tirar proveito desse boom de prédios e lançar no mercado a Operação Urbana Vila Sônia - incentivo que deve multiplicar o movimento de verticalização e trazer mais 37 mil moradores para o bairro até 2027.

A criação da Operação Urbana vai ampliar o potencial construtivo da região, pois permitirá um coeficiente de aproveitamento dos terrenos muito maior do que o permitido em outras áreas. Serão exatos 1,356 milhão de metros quadrados de potencial adicional. Para poder aproveitar essas novas regras, as construtoras têm de adquirir títulos da Prefeitura, chamados de Cepacs, cujo valor será reutilizado em obras na própria Vila Sônia. O governo, que espera lançar a operação nesse primeiro semestre, calcula arrecadar R$ 300 milhões e utilizá-los na construção de um túnel, parques e moradias populares.

"Queremos disciplinar esse crescimento e controlar o adensamento", diz o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Miguel Luiz Bucalem. "Queremos incentivar a construção em dois principais polos, em volta das futuras estações do Metrô Butantã e Vila Sônia. Com isso, criaremos subcentralidades, o que vai facilitar o deslocamento dos moradores."

Com o valor arrecadado em Cepacs, o governo vai fazer um parque linear, recuperar os parques já existentes, melhorar calçadas e construir um túnel para as avenidas Corifeu de Azevedo Marques e Eliseu de Almeida. Além disso, 12% de todo o valor arrecadado será usado em regularização fundiária e reubanização de duas favelas - o Morro da Fumaça e o Jardim Jaqueline. "Queremos antes conversar com os moradores para explicar que a Prefeitura não quer simplesmente adensar o bairro ao limite", diz o secretário.

O grande problema da Prefeitura, no entanto, é o "atraso" da operação, uma vez que a Vila Sônia virou a bola da vez no mercado imobiliário há quase quatro anos. O motivo é a chegada das próximas estações da Linha Amarela do Metrô, que ligará a zona sul ao centro - até então, era um bairro repleto de casas, que vêm dando espaço para torres residenciais com apartamentos entre R$ 350 mil e R$ 1 milhão. De acordo com as planilhas da Secretaria Municipal de Habitação, pelo menos 15 empreendimentos devem subir nos próximos anos sem que o governo ganhe um centavo - sem falar os prédios que já foram lançados e não utilizaram Cepacs.

"Parece sempre que a nossa cidade está com o freio de mão puxado quando lida com assuntos urbanísticos, principalmente no que diz respeito à ocupação do solo", diz João Crestana, presidente do Secovi-SP. "Obviamente o mercado tem interesse na região, o metrô e a Copa do Mundo vão criar um eixo de desenvolvimento ali. Se tivermos regras claras, dá para fazer muita coisa boa no bairro."





ENTENDA A OPERAÇÃO

Operação Urbana: é uma ferramenta prevista no Plano Diretor Estratégico, que dá ao incorporador a possibilidade de construir além dos limites impostos pela legislação municipal. Normalmente, um terreno de mil metros quadrados só pode ter um prédio de área total idêntica. Na Operação Urbana Vila Sônia, os terrenos perto das estações de metrô poderão ter prédios de até 4 vezes a área

Valores: O governo calcula arrecadar R$ 300 milhões em Cepacs

Outros lugares: A Prefeitura pretende lançar Operações Urbanas na região da Avenida Jacu-Pêssego, na Vila Leopoldina/Jaguaré e Carandiru/Vila Maria (que engloba vários bairros da zona norte)