sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Índice que reajusta aluguel acumula variação de -2,02% em 2009

Por: Roberta de Matos Vilas Boas
28/08/09
InfoMoney

SÃO PAULO - A FGV (Fundação Getulio Vargas) divulgou, nesta sexta-feira (28), a variação do IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) referente ao mês de agosto (medido entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês atual). O índice, que é o principal balizador para o reajuste de aluguéis, acumula, passados oito meses do ano, variação de -2,02%. No mês, a deflação de 0,36% é menor que a apurada em julho, quando o índice variou -0,43%.
No oitavo mês do ano, o IPA (Índice Preços por Atacado) voltou a registrar deflação, mas em ritmo menor, passando de -0,85% para -0,61%, enquanto o INCC (Índice Nacional da Construção Civil) registrou uma redução de 0,36 ponto percentual, passando de 0,37% para 0,01%. A categoria de mão-de-obra chegou a 0,30% na medição atual, enquanto o índice que capta o custo de materiais, equipamentos e serviços registrou variação de -0,25%.
Altas e baixas
No que diz respeito ao IPC (Índice de Preços ao Consumidor), que também integra o IGP-M, este apresentou desaceleração no período estudado, ficando em 0,16%, contra 0,34% um mês antes.
As principais contribuições puxando o índice para baixo foram dos grupos Vestuário (-0,46% para -0,48%), Alimentação (0,44% para 0%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,34% para 0,06%).
Também apresentaram desaceleração os grupos Despesas Diversas (0,15% para -0,10%) e Educação, Leitura e Recreação (0,03% -0,08%). Por outro lado, Habitação (0,46% para 0,47%) e Transportes (0,03% para 0,31%) contribuíram para conter a queda do IPC apurada no mês.
IGP-MO cálculo do IGP-M é composto pelo IPA, IPC e INCC. Os indicadores medem itens como bens de consumo (alimentos) e bens de produção (matérias-primas, materiais de construção), além dos preços de aluguéis, condomínios, transportes, dentre outros.
O IGP-M mede os níveis de inflação para toda a população, envolvendo todos os níveis de renda. Esse índice é utilizado para reajustes de contratos de aluguel, tarifas públicas e planos de saúde (no caso dos contratos mais antigos).

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Demanda por imóveis não se concentra entre aqueles que querem fugir do aluguel

Por: Equipe InfoMoney
27/08/09
InfoMoney

SÃO PAULO - Quem quiser vender um imóvel terá de mudar o discurso "fuja do aluguel". Isso porque a grande demanda por moradia não é representada apenas por quem paga aluguel.
Segundo pesquisa da Agência Data Popular, com base no Pnad 2007, apenas 16,3% dos brasileiros pagam aluguel.
Esse número equivale a cerca de 8,8 milhões de domicílios residenciais alugados, sendo que 79% são casas e 19,9% apartamentos. Para se ter uma ideia da proporção, 40 milhões da moradias residenciais no país são próprias.
O levantamento constatou que o mercado potencial para habitação se encontra não apenas naqueles que querem sair do aluguel, mas também está naqueles que moram em casas de parentes ou em terrenos ou casas cedidas. Além disso, outros fatores ampliam cada vez mais o contingente que busca um imóvel.
Mutuários em potencial
O estudo constatou que o mercado potencial para moradia é composto por três perfis de consumidor: aqueles que englobam o déficit habitacional do país; aqueles que moram em moradias alugadas ou cedidas; e aqueles que compõem novas famílias.
Famílias com renda de até 3 salários mínimos concentram o déficit habitacional. Elas representam 90,3% das moradias que faltam no país. Por isso, essa parcela da população é mercado potencial para habitação.
No entanto, até o final de julho, dos projetos aprovados pela Caixa Econômica Federal para o programa "Minha Casa, Minha Vida", quase 35% foram destinados à essa faixa de renda.
Segundo o publicitário e sócio-diretor da Data Popular, Renato Meirelles, no entanto, a tendência é que as construtoras trabalhem cada vez mais para suprir a demanda da baixa renda.
Segundo o estudo da agência, as novas famílias formadas todo ano no país só engrossam a massa a ser atendida pelo mercado imobiliário. São cerca de 1,2 milhões de novas famílias formadas por ano.
Juntando-se a isso, hoje, existem cerca de 40 milhões de brasileiros entre 15 e 24 anos. A Data Popular supôs que caso 60% desse contingente se casasse ou saísse da casa dos pais, por exemplo, teríamos uma demanda de 36 milhões de pessoas em busca de uma moradia.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Entrevista: Lair Kraehnbulh

Palestra: “Loteamento e Gestão Pública”
Data: 25 de agosto de 2009

Lair Kraehnbulh, Secretário da Habitação do Estado de São Paulo (parte 1)



Lair Kraehnbulh, Secretário da Habitação do Estado de São Paulo (parte 2)



Fotos: Da esquerda para direita: Clovis Rocha, Odil de Sá, Secretário e
Alexandre Tirelli durante entrega de certificado ao conferencista



terça-feira, 25 de agosto de 2009

2-quartos são número 1

Fonte: site www.imovel.com
Colocados em segundo plano durante alguns anos pelos incorporadores, os dois-dormitórios foram campeões de vendas do primeiro semestre: somaram 43,8% dos imóveis novos comercializados na Grande São Paulo, de acordo com o Secovi-SP (sindicato do setor de habitação).
Para Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP, os dois-quartos serão o principal produto durante o ano todo. "Existe muita demanda por esse tipo de imóvel, já que, até o ano passado, os lançamentos eram predominantemente de três ou de quatro dormitórios", compara.
O economista explica que, além da oferta do produto em bairros consolidados, caso de Moema (zona sul), haverá muitas unidades lançadas em áreas periféricas, como Osasco e Guarulhos (veja mapa ao lado). "Só o programa Minha Casa, Minha Vida prevê 83 mil unidades de até R$ 130 mil na região metropolitana de São Paulo."
O mercado de dois-dormitórios usados também se movimentou. Em bairros centrais, onde são escassos os lançamentos, os usados são a alternativa. José Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP (conselho regional dos corretores), diz que, se o imóvel apresentar boa conservação e preço de mercado, será rapidamente vendido.
"Ficamos muito tempo sem ver novos desse tipo, então os usados eram a opção para quem queria um imóvel menor", considera Viana Neto.
Com o cenário de lançamentos, porém, a previsão é que haja mais possibilidades de escolha para o comprador.
Diferenças
"Vai depender do que a pessoa definir como prioridade, se morar mais perto do trabalho [em regiões mais centrais] ou em um apartamento novo [mais facilmente encontrado em locais mais afastados]", compara Petrucci.
Beto Coelho da Fonseca, diretor-geral de captação da Coelho da Fonseca, diz que uma diferença entre comprar lançamento e usado é a forma de pagamento -além do preço, que varia até 40% na comparação de bens de perfis e regiões similares.
"Quando se financia um novo, dá para parcelar em até 36 vezes os 20% da entrada, até a entrega das chaves. Ao comprar um usado, não."
Metro quadrado de novas unidades custa até R$ 6.000
Com a alta de lançamentos de dois dormitórios na Grande São Paulo, é possível perceber dois perfis distintos de empreendimentos: os novos oferecidos em regiões mais centrais e os construídos em locais sem tradição no mercado.
"Há dois tipos de dois-dormitórios. Um é bem compacto, lançado em bairros emergentes, para pequenas famílias que precisam de financiamento para comprar o imóvel, cuja metragem é de 55 m2, no máximo", assinala Celso Amaral, diretor corporativo da Amaral d'Ávila e do Geoimovel. "O outro é para jovens casais, em bairros já consolidados. Nessas áreas, o apartamento pode chegar a 70 m2."
Regiões como Moema, Campo Belo, Paraíso, Vila Mariana e Vila Clementino, na zona sul; e Itaim, Perdizes, Pinheiros e Pacaembu, na zona oeste, foram citadas pelos especialistas ouvidos pela Folha como locais onde o metro quadrado de um dois-dormitórios novo pode chegar a R$ 6.000.
Existem também coberturas de dois dormitórios cuja área privativa ultrapassa os 100 m2.
"Nesses bairros, além de unidades maiores, os moradores pedem duas vagas na garagem e elevadores sociais e de serviço. Há um apelo diferente, com mais tecnologia", opina Fábio Romano, diretor de incorporação da construtora Yuny.
A localização dentro do bairro também é importante. "Não pode ser em qualquer lugar. Tem que ser perto do metrô e dos serviços", aponta Feliciano Giachetta, diretor da FGi Negócios Imobiliários. "Nessas áreas, compram-se também a vizinhança e a infraestrutura oferecida", explica.
Outros bairros
Em locais considerados não tão nobres, o foco são famílias que estão saindo do aluguel. "Esse produto é para a base da pirâmide. São pessoas que, graças ao crédito facilitado, conseguem comprar seu imóvel", observa Giachetta.
Mario Tibério, diretor da construtora Tibério, concorda com essa visão. "Hoje, uma pequena família compõe uma renda de R$ 3.500 e pode sair do aluguel. Também estamos vendendo para esse público a facilidade da prestação."
Nesses áreas, a média do metro quadrado varia de R$ 2.400 a R$ 3.000. "Em apartamentos de perfil supereconômico, nossa metragem vai de 42 m2 a 44m2", especifica Tibério, que este ano vendeu empreendimentos em Guarulhos, no Parque São Lucas (zona leste) e na Freguesia do Ó (zona norte).
Nesses prédios, o comum é haver apenas uma vaga de garagem. "Quem quiser mais uma poderá comprar. E não há tanta necessidade de elevadores social e de serviço, desde que o equipamento sirva bem aos moradores", diz Tibério. "Também é possível ter mais unidades por andar."
Até R$ 1,1 milhão
Os 38 apartamentos (176 m2) do Conquest (r. Luís dos Santos Cabral, 55, Jardim Anália Franco), da Onoda Engenharia, terão quatro dormitórios (duas suítes); seus preços variam de R$ 980 mil a R$ 1,1 milhão. Os itens de lazer são varanda gourmet, ofurô, piscina, pomar e herbário. A entrega está programada para março de 2012.
Fonte: Folha de São Paulo via Newmarkf Knight Frank - 24/08/2009

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Índice de preços que reajusta os aluguéis registra deflação de 0,46%

Agência Estado
Jornal DCI

SÃO PAULO - A segunda prévia do Índice Geral de Preços -Mercado (IGP-M) de agosto registrou deflação de 0,46%, aprofundando a queda de 0,27% na prévia do indicador em julho, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). Entre os três indicadores que compõem a segunda prévia do IGP-M, o Índice de Preços por Atacado -Mercado (IPA-M) caiu 0,78% na prévia anunciada, aprofundando a queda de 0,56% apurada na segunda prévia de julho.
Já o Índice de Preços ao Consumidor - Mercado (IPC-M) registrou alta de 0,10% na segunda prévia de agosto, desacelerando em relação ao avanço de 0,25% apurado na segunda prévia de julho. O Índice Nacional de Custos da Construção - Mercado (INCC-M) teve alta de 0,20% na segunda prévia do mês, também apresentando desaceleração ante o avanço de 0,33% em igual prévia de julho.
O resultado acumulado do IGP-M é usado no cálculo de reajuste nos preços dos aluguéis. Até a segunda prévia de agosto, o IGP-M acumula deflação de 2,12% no ano e de 0,81% em 12 meses.
A forte queda nos preços das matérias-primas brutas no atacado (-2,27%) levou à taxa negativa de 0,46%, segundo o coordenador de Análises Econômicas da FGV, Salomão Quadros. Os preços desse segmento foram puxados para baixo principalmente pelo comportamento das commodities agrícolas, que continuam a mostrar quedas em seus preços.
Entre os destaques citados que contribuíram para o recuo de preços estão: as taxas negativas registradas em soja (-4,25%); trigo (-5,97%); e milho (-7,62%). Ele observou ainda que outros produtos agropecuários importantes no atacado mostraram queda e desaceleração de preços, o que contribuiu para que o setor agropecuário atacadista aprofundasse seu processo de deflação (de -1,16% para -1,57%). É o caso de aves (-4,24%); suínos (-7,63%); e leite in natura (de 8,48% para 3,65%).
Ele observou que a deflação nos preços de bens intermediários no atacado chegou ao fim, devido à queda menos intensa nos preços de materiais para manufatura (de -0,25% para -0,18%) e aumentos nos preços de combustíveis, como óleo combustível (11,50%); e querosene de aviação (3,34%). O IGP-M de agosto deve fechar em queda, mas é prematuro dizer se a taxa será próxima a apurada pelo mesmo indicador em julho (-0,43%), diz a FGV.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Tradicional e conservador, imóvel continua a atrair investidores

Por: Flávia Furlan Nunes
21/08/09
InfoMoney

SÃO PAULO - O investimento em imóveis é cultural no Brasil. No passado, quando ainda não havia a possibilidade de adesão à previdência privada, era comum comprar propriedades para alugar, o que garantia renda na terceira idade. Pois a tradição vem se mantendo e a modalidade vem ganhando investidores, e não só aqueles que pensam na aposentadoria, principalmente depois da crise mundial. Mas será que o aluguel de imóveis vale a pena?
De acordo com o vice-presidente de Assuntos Condominiais do Secovi-Rio (Sindicato da Habitação), Leonardo Schneider, o momento é bastante propício para o investimento em imóveis. "As aplicações financeiras que vinham ganhando em rentabilidade foram bem afetadas pela crise mundial e o próprio mercado de capitais se reduziu. Em contrapartida, houve uma busca mais forte por ativos mais seguros, como imóveis".
Com a queda na taxa básica de juro, aplicações mais conservadoras, como em renda fixa, passaram a se tornar menos atrativas, ao contrário do que aconteceu com os imóveis, cuja procura se manteve. "Pela questão das incertezas, as pessoas ficam mais conservadoras e buscam aplicações que deem uma boa garantia", explicou Schneider.
O Brasil no mercado
O déficit no Brasil é de 6,2 milhões de propriedades, sendo que 43% dessa necessidade de imóveis se concentra na região Sudeste. Por isso, no mercado de locação, a oferta não consegue suprir a demanda, o que aumento o valor do aluguel. E a demanda é maior para determinados tipos de imóveis, principalmente aqueles de um ou dois dormitórios.
Isso acontece pelo perfil de quem procura um imóvel para alugar: executivos que viajam muito e preferem um apartamento a um hotel, universitários que se mudam para centros urbanos, idosos que, depois que os filhos casam, buscam um imóvel menor e a própria busca pela qualidade de vida, que faz com que as pessoas aluguem uma casa ou apartamento mais próximo do trabalho para gastar menos no deslocamento.
"O imóvel mais procurado é o de um e dois dormitórios, dependendo da localização e do bairro", afirmou Schneider. "E quanto menor o imóvel, maior o retorno". Para se ter uma ideia, dados do Rio de Janeiro, do acumulado de janeiro a julho deste ano, mostram que a rentabilidade média do aluguel supera a da poupança em imóveis com um, dois e três quartos em determinadas regiões.
No caso do bairro Bangu, a rentabilidade média do aluguel de imóvel com um dormitório foi de 1,03% entre janeiro e julho, ante uma rentabilidade de 0,61% da poupança. Na média, casas e apartamentos com um dormitório foram os com maior rentabilidade, de 0,75%, à frente daqueles com dois (0,71%) e três (0,65%) quartos.
Valorização do principal
Mas o investimento em imóveis é atrativo não somente pela rentabilidade que o aluguel traz. O principal, que é o valor da propriedade, também se valoriza ao longo do tempo, o que torna a modalidade bastante interessante. Afinal, se você compra uma propriedade em boas condições e em um bom bairro, o que se espera, depois de um tempo, é que seu valor aumente.
"Além da renda com o aluguel, o dinheiro aplicado é valorizado com os anos, pois em geral as propriedades ganham valor no decorrer do tempo, especialmente nos centros das cidades", disse o gerente-geral de Aluguéis da Auxiliadora Predial, Alexandre Arruda.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Caixa libera R$ 423,5 mi em investimento para habitação

milton paes
Jornal DCI

SÃO PAULO - A Caixa Econômica Federal regional Campinas bateu recorde em investimento de crédito habitacional com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). De janeiro até o último dia 12, a instituição aplicou R$ 423,5 milhões com 9.557 unidades habitacionais financiadas, sendo R$ 173,8 milhões com recursos do FGTS em 2.447 unidades e R$ 249,7 milhões com recursos do SBPE para 7.110 unidades, gerando 40 mil postos de trabalho na construção civil. Em igual período do ano passado, foram investidos R$ 242,6 milhões em 4.342 unidades, sendo R$ 160,7 milhões com recursos do FGTS em 2.897 unidades e R$ 81,8 milhões com recursos do SBPE em 1.445 unidades, gerando 21.673 postos de trabalho no mercado de construção.
Em todo o ano de 2008 a Caixa investiu R$ 418 milhões em 7.667 unidades habitacionais, sendo R$ 219,5 milhões com recursos do FGTS em 3.944 unidades e R$ 199,1 milhões com recursos do SBPE aplicados em 3.723 unidades, que geraram 38.459 postos de trabalho na construção civil. Em nível nacional, a Caixa Econômica Federal realizou em contratação habitacional até o dia 12 de agosto no valor de R$ 23,2 bilhões ante os R$ 23 bilhões realizados durante todo o ano passado. Os financiamentos que utilizam recursos do FGTS somam R$ 10,1 bilhões, o que corresponde a 166.713 contratos. Já com recursos do SBPE, os empréstimos alcançaram a marca de R$ 12 bilhões em 268.635 contratos. O investimento no setor da construção civil gerou mais de dois milhões de empregos.
Primeiro semestreSomente no primeiro semestre deste ano a regional da Caixa em Campinas aplicou em financiamento com recursos da caderneta de poupança na modalidade SBPE R$ 186,1 milhões, com 5.574 unidades. No primeiro semestre de 2008, foram aplicados R$ 52 milhões, com cerca de mil construções. Já no financiamento com recursos do FGTS, a Caixa aplicou em Campinas no primeiro semestre deste ano R$ 135,8 milhões com 1.924 unidades. Em igual período do ano passado foram investidos R$ 108,4 milhões com 1.951 habitações.
Na avaliação do gerente regional de habitação da Caixa em Campinas, Marcos Roberto Fontes, o volume de recursos aplicados pela instituição na modalidade SBPE é histórico, uma vez que a Caixa sempre foi detentora de quase toda a totalidade do mercado de crédito imobiliário com recursos do FGTS. "A partir do ano passado houve a possibilidade de aumento nos recursos de SBPE, que é o recurso utilizado no mercado bancário de uma forma geral. Para gerar recursos nesse segmento, a Caixa fez um reposicionamento que envolveu mídia, marketing, aumento de prazos, redução das taxas de juros, alteração de produtos, do pacote de serviços aos clientes", explica.
Fontes disse ainda que na região outros fatores também colaboraram com o incremento de recursos através de convênios fechados, parcerias com a rede imobiliária e contratação de correspondentes bancários.
O gerente regional de habitação da Caixa em Campinas, Marcos Roberto Fontes, acredita que o aumento do financiamento imobiliário na região, que ocorre mês a mês, pode ser reflexo também da atuação da Caixa em todas as faixas de renda e da volta da credibilidade de que a crise pode ter passado no Brasil.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Entrevista: Alencar Burti

Palestra: “Empreendedorismo Nacional”
Data: 18 de agosto de 2009



Alencar Burti, presidente da Associação Comercial de São Paulo - ACSP




Confira abaixo as principais fotos do evento:

Foto1: Paulo Nathanael, reitor da UNISciesp; Odil de Sá, presidente do Sciesp; Alencar Burti e Alexandre Tirelli, vice-presidente do Sciesp.

Foto 2: Corretores durante encontro







terça-feira, 18 de agosto de 2009

Habitação puxa recuo da inflação semanal

PanoramaBrasil
Jornal DCI



SÃO PAULO - A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor -Semanal (IPC-S) foi de 0,26% até a quadrissemana encerrada em 15 de agosto. O resultado foi inferior ao apurado no IPC-S anterior, que subiu 0,36% até a quadrissemana encerrada em 7 de agosto. Os dados foram divulgados ontem pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Segundo a instituição, este foi o menor resultado para o índice desde a quarta semana de junho, quando o IPC-S subiu 0,12%.
A inflação mais fraca nos preços do grupo Habitação (de 0,72% para 0,57%) foi o principal fator de queda dentro do IPC-S. Segundo a FGV, essa classe de despesa sofreu a influência da forte desaceleração de preços no item Tarifa de Eletricidade Residencial (de 4,14% para 2,87%).
No período, houve desaceleração de preços ou deflação em cinco das sete classes de despesas usadas para o cálculo do indicador. Além de Habitação, este é o caso de Alimentação (de 0,21% para 0,12%), Vestuário (de 0,06% para -0,49%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,31% para 0,20%) e Despesas Diversas (de -0,02% para -0,10%). Outras duas outras classes de despesas apresentaram aceleração de preços: Educação, Leitura e Recreação (de 0,12% para 0,14%) e Transportes (de 0,30% para 0,34%).
Entre os produtos pesquisados para cálculo do índice, os que apresentaram a alta de preço mais expressiva no IPC-S até 15 de agosto foram Tarifa de eletricidade residencial (2,87%), mamão papaia (25,23%) e pimentão (27,50%). Já os produtos que registraram as quedas de preço mais intensas foram batata-inglesa (-17,96%), leite longa-vida (-2,77%) e óleo de soja (-4,76%).

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Caixa turbina crédito e alcança Santander

Carteira de empréstimos do banco estatal cresce 56% no 1º semestre, contra 19,7% da média do mercado, e atinge R$ 99 biComo o BB, Caixa eleva crédito após retração dos bancos privados e já deve ter passado Santander em patrimônio em agosto

A presidente da Caixa, Maria Fernanda Ramos Coelho; banco estatal elevou concessão de empréstimos apesar da crise global
GUILHERME BARROS
COLUNISTA DA FOLHA SP

Depois do Banco do Brasil, agora é a vez da Caixa Econômica Federal. Os números do balanço do segundo trimestre, que serão divulgados hoje, mostram que a Caixa registrou o maior volume de empréstimos da sua história.
O grande destaque foi o financiamento habitacional, que fez com que a Caixa se tornasse maior do que foi o extinto BNH (Banco Nacional da Habitação, o principal agente de financiamento imobiliário dos anos 1970 e 1980), em valores e número de imóveis financiados.
A Caixa atingiu, em junho, um total de R$ 99,2 bilhões em empréstimos, um crescimento de 56,1% em relação a junho do ano passado. Como comparação, a expansão média do crédito no mercado nesse mesmo período foi de 19,7%.
Um dos principais responsáveis por esse desempenho da carteira de créditos foi a habitação. Por conta principalmente do programa Minha Casa, Minha Vida, uma das prioridades do governo Lula, a Caixa destinou ao setor R$ 17,4 bilhões no semestre, alta de 90% em relação ao mesmo período de 2008.
Com esse desempenho, a instituição praticamente empatou com o Santander no quarto lugar no ranking de ativos dos bancos no país. A diferença é mínima, de poucos milhões.
Em junho, os ativos totais da Caixa somavam R$ 323,7 bilhões, um crescimento de 22,4% em relação ao do ano passado. Já os ativos do Santander totalizavam R$ 323,8 bilhões. Desde a aquisição do ABN Amro pelo Santander, a Caixa tinha caído do quarto para o quinto lugar no ranking de ativos. A expectativa de técnicos do governo é de que a Caixa já tenha, em agosto, recuperado o quarto lugar.
O balanço é de junho, e a Caixa continuou no mesmo ritmo acelerado do expansão do crédito habitacional.A Caixa também mostrou uma recuperação expressiva do lucro, de R$ 706 milhões no período de abril a junho, um crescimento de 56,2% em relação ao primeiro trimestre, que registrou R$ 452 milhões, resultado na época prejudicado pelas provisões diante da crise.
Já a rentabilidade sobre o patrimônio líquido foi de 17,9% no primeiro semestre, uma das mais altas do setor.Já o lucro da Caixa de janeiro a junho somou R$ 1,2 bilhão, abaixo dos R$ 2,5 bilhões do ano passado. Apesar dessa queda, o governo ficou bastante satisfeito com o balanço, até porque, como a instituição é 100% pública, seu resultado não interfere diretamente no comportamento do mercado.
Além disso, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, tinha dado duas missões à Caixa na crise. Uma, de acelerar o financiamento à habitação, e a outra, de baixar as taxas de juros. As duas foram cumpridas. O financiamento à habitação praticamente dobrou, e as taxas de juros foram reduzidas seis vezes no período.
Mesmo sendo mais agressiva no crédito, a inadimplência caiu, de 4,5% para 3,9% para pessoas físicas (créditos não pagos acima de 90 dias), e de 3,2% para 2,4% para jurídicas.
O desempenho da Caixa reforça a declaração, na semana passada, do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que, se os bancos privados não fizerem nada, vão "comer poeira". A afirmação foi feita ao comemorar a retomada pelo Banco do Brasil do primeiro lugar em ativos no ranking dos bancos no país, perdida em novembro com a fusão Itaú Unibanco.
Os resultados de BB e Caixa mostram a ação firme tomada pelos bancos públicos, a partir de orientação do governo, de irrigar crédito na economia após a crise financeira global, que congelou o setor. Já os bancos privados foram mais conservadores e pisaram no freio, temendo a inadimplência e os efeitos incertos da crise.
A participação dos bancos públicos no bolo total do crédito ofertado subiu de 34,5% em junho de 2008 para 38,6% no mesmo mês deste ano. A carteira dos bancos oficiais aumentou 33,8% em 12 meses, contra 12,3% dos bancos privados, segundo pesquisa do Inepad com dados do Banco Central.
Os números da Caixa podem alimentar ainda mais a polêmica entre governo e banqueiros privados sobre sua atuação pós-crise. Os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Paulo Bernardo, atacaram as declarações de banqueiros privados que consideram arriscada a iniciativa do governo de baixar as taxas dos bancos públicos em plena crise.