sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Demanda da classe C faz imóvel rarear em SP

ciça ferraz
Jornal DCI


SÃO PAULO - Conseguir imóvel de um e dois dormitórios, seja para alugar ou comprar, na cidade de São Paulo, tem sido tarefa cada vez mais difícil. Motivos: aumento da renda das classes C e D, famílias cada vez menores e um número maior de pessoas que moram sozinhas.
De acordo com levantamento da Lello Imóveis, líder em administração imobiliária no estado, a espera por esse tipo de unidade pode chegar a quatro meses na capital paulista, o que demonstra o forte potencial desse tipo de negócio.
A consequência da escassez é percebida na elevação do valor do aluguel. A administradora diz que, no primeiro semestre deste ano, o valor médio dos aluguéis firmados nos contratos de locação entre proprietários e inquilinos foi 16% superior ao dos seis primeiros meses de 2008.
"Os números mostram que a hora é de investir em imóveis para locação. O rendimento dos aluguéis representa de 0,7% a 1% do valor da unidade e, com a demanda extremamente aquecida, a liquidez é praticamente imediata a quem disponibilizar seu imóvel no mercado", afirma Roseli Hernandes, gerente de Locação e Vendas da Lello Imóveis.
Segundo o estudo da Lello, a dificuldade de se encontrarem casas e apartamentos disponíveis para locação se estende por todas as regiões da cidade, mas a maior procura tem sido pelos bairros de Perdizes, Pacaembu, Higienópolis e Consolação, que somados responderam por apenas 12% dos contratos intermediados pela Lello. Mooca, Parque da Mooca e Tatuapé responderam por 43% das novas locações da administradora no primeiro semestre, seguidos por Jardins, Moema e Vila Mariana, com 30%, e Santana, com 15%.
O nicho de imóveis de dois dormitórios mereceu destaque também no estudo elaborado pelo Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP). Segundo a entidade, das 14,4 mil unidades comercializadas, 6.288 foram desse segmento, o que representa uma fatia de 43,8% sobre o total escoado nos primeiros seis meses deste ano.
Na opinião de João Crestana, presidente do Secovi-SP, essa tendência reflete os resultados iniciais do programa "Minha Casa, Minha Vida", que possibilitou a entrada no mercado tradicional de pessoas com renda de seis a 10 salários mínimos. "Antes do mês de abril, para uma família se candidatar à compra de um imóvel de R$ 90 mil ela tinha de comprovar renda de R$ 3,3 mil. Depois do lançamento do programa, a mesma família precisa de uma renda de R$ 1.850,00 para adquirir o mesmo apartamento", analisa.
Bruno Carlucci, gerente de Incorporação e Marketing da Bueno Netto Construtora, também aposta no sucesso do programa "Minha Casa, Minha Vida" para alavancar as vendas de dois empreendimentos que juntos somarão mais de mil unidades, a serem lançados no segundo semestre deste ano, nos bairros da Barra Funda e próximo à Represa de Guarapiranga. Os custos deverão variar de R$ 70 a R$ 100 mil, e parecem encaixar-se neste perfil que o cidadão paulista ou paulistano busca.
"Nos últimos anos, estes imóveis deixaram de ser lançados por conta de um aumento da procura por imóveis de 3 e 4 dormitórios, que eram a bola da vez. Essa situação se reverteu no final do ano passado, com a facilidade da obtenção de crédito e a queda dos juros. E melhorou ainda mais este ano com o lançamento do programa do governo", diz Bruno Carlucci.
Confiança
Além do boom de lançamentos de imóveis de 3 a 4 dormitórios lançados nos últimos anos, Cyro Naufel, diretor de Atendimento da Lopes, aponta também o retorno dos investidores que perceberam nos imóveis de um e dois dormitórios um bom filão para seus investimentos.
"De 2006 a 2008 o conceito de empreendimentos em condomínios-clubes levou muitas pessoas a trocar seus apartamentos de 80 metros quadrados por um de 120 m², deixando o mercado praticamente apenas com estas opções para venda e locação. No entanto, com a retomada da confiança do investidor brasileiro na economia e alta na procura destes imóveis, unir o útil ao agradável não foi difícil", afirmou ele.
Foi exatamente este segmento econômico que garantiu 37% das vendas das 8.321 unidades vendidas no segundo trimestre de 2009 da Lopes. "A confiança trazida pelo programa 'Minha Casa, Minha Vida' fez com que a velocidade de vendas sobre a oferta subisse de 47,5% no primeiro trimestre para 60,7% neste trimestre", destaca Marcello Leone, diretor Financeiro e de RI da Lopes.
Leone acrescenta também que 70% do valor geral de vendas (VGV) lançado de imóveis do segmento econômico em 2009 já foram vendidos. "Essa confiança também acaba se refletindo nos segmentos mais altos de renda", resume o executivo. Leone também destaca que, apesar de o VGV lançado ter se mantido estável em comparação com o trimestre anterior, os resultados mostram um crescimento de vendas, o que demonstra o bom desempenho da Lopes na venda de estoques.
As vendas contratadas no período compuseram R$ 2,2 bilhões, 55% superiores às do primeiro trimestre deste ano. São Paulo continua o mercado mais importante da Lopes, e representa 42% das vendas contratadas do 2º trimestre, apesar de ter diminuído sua participação quando comparado ao mesmo período de 2008. Assim como nos três primeiros meses, a participação de Brasília nas vendas contratadas foi relevante - 21% (R$ 461 milhões) - e reflete a diversificação e expansão geográfica da Lopes.
Apesar de o número de negócios ser um pouco inferior ao do primeiro semestre de 2008, embora melhor do que nos últimos 10 anos, como afirma Guilherme Ribeiro, diretor do departamento de seminovos da Fernandez Mera, o que atrai mesmo o investidor são os lançamentos, e, se forem próximos de grandes avenidas comerciais (Paulista, Faria Lima e Berrini), a venda é garantida.
Exemplo de bom negócio foi a venda em menos de duas horas do Hit Paulista, com um dormitório e localizado próximo à avenida homônima. As 52 unidades geraram VGV de R$ 18 milhões e têm previsão de entrega para maio de 2012.
"O investidor voltou à ativa. Há mais interessados do que produtos disponíveis, ao contrário do que aconteceu na virada do ano passado para este, quando todos resolveram alugar ao invés de comprar imóvel, com receio de perder o emprego", diz.
Mais uma prova do bom momento do setor é o resultado da Brookfield Incorporações, anunciado ontem. A empresa cresceu no lucro líquido 126,3% e atingiu R$ 80,1 milhões no segundo trimestre de 2009. As vendas contratadas totais subiram 77,4%, para R$ 568,5 milhões.
Conseguir imóvel de um ou dois dormitórios para alugar ou comprar, na cidade de São Paulo, virou tarefa cada vez mais difícil, com o aumento da renda das classes C e D e a formação de famílias cada vez menores. Levantamento da Lello Imóveis, líder em administração imobiliária no estado, indica que a espera por esse tipo de unidade chega a quatro meses na capital. A maior procura tem sido nos bairros de Perdizes, Pacaembu, Higienópolis e Consolação.
O nicho de imóveis de dois quartos respondeu por 43,8% das 14,4 mil unidades comercializadas este ano, conforme pesquisa do Secovi-SP. O presidente da entidade, João Crestana, disse que o programa "Minha Casa, Minha Vida" baixou de R$ 3,3 mil o mínimo de renda para adquirir este tipo de imóvel para R$ 1.850. A demanda atraiu a Fernandez Mera, Rossi e a Bueno Netto Construtora, que breve lançarão mil unidades entre Barra Funda e a Represa de Guarapiranga, na capital.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Compra da casa própria é o maior motivo para devolução de imóveis alugados em SP

Por: Gladys Ferraz Magalhães
13/08/09
InfoMoney

SÃO PAULO - A compra da casa própria foi a maior responsável pela devolução de imóveis alugados na cidade de São Paulo, no primeiro semestre de 2009, segundo aponta levantamento da Lello, empresa especializada em administração imobiliária.
Segundo a empresa, este foi o motivo apontado por 32% dos inquilinos que entregaram as chaves no período, seguidos por 20% que apontaram mudança de cidade ou estado e pelos 18% que alegaram a locação de um imóvel maior.
A falta de recursos para continuar pagando o aluguel, problemas diversos, como a falta de manutenção da residência, local barulhento e conflitos com vizinhos, bem como casos em que o proprietário solicitou o imóvel para venda ou moradia de familiares corresponderam a 15%, 10% e 5%, respectivamente, dos motivos apontados para a devolução de propriedades alugadas.
Devoluções
Ainda de acordo com a Lello, entre janeiro e junho deste ano, foram devolvidos 742 imóveis na cidade de São Paulo. O número é cerca de 6% menor ao apurado no mesmo período do ano passado, quando 790 propriedades foram devolvidas.
Entre os motivos apontados para a queda, estão a escassez de unidades disponíveis para locação na capital paulista, a queda do IGP-M ( Índice Geral de Preços do Mercado), que reajusta a maioria dos aluguéis, além da satisfação dos inquilinos com os atuais imóveis que ocupam.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Entrevista: Celso Petrucci



Palestra: “Encontro Executivo: Case do Mercado Imobiliário”
Data: 11 de agosto de 2009





Sciesp - Como você analisa o momento atual do mercado imobiliário brasileiro?
Petrucci –
Avalio como muito bom e até inesperado para quem passou por uma crise como nos passamos ano passado. Acompanho as pesquisas de lançamentos, imóveis novos e usados e o que tenho notado é que o índice de confiança do consumidor na aquisição de imóveis, voltou aos níveis pré-crise ou até níveis melhores.



Sciesp – Qual o segmento que, ao seu ver, merece destaque?
Petrucci –
Principalmente o segmento de 2 dormitórios. Tem haver com a exposição na mídia que tivemos durante os 4 primeiros meses do ano decorrente ao Programa “Minha Casa, Minha Vida”, e também com o Feirão da Caixa que foi promovido em maio na cidade de São Paulo. Para se ter uma idéia, em relação aos imóveis novos, de tudo que foi vendido no primeiro semestre, 44% foram imóveis de 2 dormitórios, o que foi uma surpresa em SP porque era um mercado predominantemente de 4 dormitórios. O que nós notamos é que existe uma adequação de projetos, uma nova busca por terrenos na periferia para a construção dos imóveis de 2 dormitórios.



Sciesp – Como você analisa o Programa “Minha Casa, Minha Vida”?
Petrucci –
Analiso o Programa como uma iniciativa muito boa. Eu acho que é o início de um grande programa que deve durar por muitos anos. Durante muito tempo ficamos sem uma política que prevê-se a produção maciça de imóveis para faixas salariais mais baixas. O nível de incentivo, de subsídio que o governo está colocando, aliado as 400mil unidades que vão ser construídas para as classes de 0 a 3 salários mínimos, eu analiso que o programa é uma realidade, apesar de não acontecer na velocidade que muitos esperam, inclusive eu, e que tem alguns desafios e obstáculos para atravessar. No entanto, estamos contando que seja um programa que veio para ficar, acredito que este seja o embrião de um programa para 10/15 anos que possa reverter a situação do déficit habitacional do país.



Sciesp – Qual dica que o sr. oferece, em termos de financiamento, a quem está procurando um imóvel e a quem vai prestar assessoria imobiliária?
Petrucci –
Porque será que os corretores resistem tanto em trabalhar com financiamento imobiliário. Deve ser porque os corretores vêm que está é uma venda que demora mais para receber a comissão, além de ser muito mais burocrática, do ponto de 3 vista formal, no entanto, não tenho a menor dúvida de que os corretores terão que aprender a fazer financiamento e vão ter que se adequar a esta nova realidade, pois em um futuro muito próximo, a cada 10 imóveis que nós vendemos, 8 serão através do financiamento imobiliário. Além disso, o corretor que vende imóvel, eu não tenho a menor dúvida de que a questão do financiamento imobiliário, ajuda a vender o imóvel. Não temk como pensar apenas em vender imóveis a vista. Hoje nenhum vendedor financia o imóvel para o comprador. Tenho certeza de que o Sciesp está fazendo um trabalho para que o corretor se especialize e aprenda, desta forma, a fazer o financiamento.

Sciesp – A burocracia brasileira, a seu ver, é positiva ou negativa?
Petrucci –
A pergunta é muito boa pois leva a perceber duas coisas. O Brasil, diferentemente dos EUA e da Espanha, que são países que estavam com esse processo de financiamento hipotecário muito modernizado, o Brasil tinha algumas coisas que eram extremamente ruins para nossa economia. Porém, o que era ruim, ficou bom, pois os nossos bancos ainda são muito burocráticos e muito restritivos na concessão de crédito mas isso permite que nos tenhamos um credito imobiliário atual, com níveis de inadimplência que nunca foram vistos desde a criação do BNH em 1964, então, está é uma vantagem para nós. O outro ponto é que o Brasil tinha a maior taxa de juros do mundo, o que era muito ruim, mas foi o que permitiu que o país abaixasse, rapidamente, essa taxa de 13,75% a 8,75%. Por tudo isso, temos hoje condições de prever um segundo semestre muito bom. Nós estamos muito longe do que foi chamado de bolha imobiliária americana e temos muito o que crescer.


Sciesp – Em que o corretor pode ajudar?
Petrucci –
O corretor é fundamental em vários processos, dentre eles: no processo de conscientização dos compradores; no processo de induzir uma compra responsável.


terça-feira, 11 de agosto de 2009

Financiamento de imóvel cresce 29%

No primeiro semestre, o total de recursos da caderneta usado no financiamento de moradias atingiu R$ 8 bilhões

Chiara Quintão
Jornal Estado de São Paulo

O financiamento da casa própria com dinheiro da poupança cresceu 29% no primeiro semestre, ante igual período do ano passado, informou ontem a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Os empréstimos somaram R$ 8 bilhões no período. O número de unidades financiadas caiu 2,57%, para 125,136 mil.
O financiamento de construções caiu 24% ante o primeiro semestre de 2008, quando a economia ainda não havia sido afetada pela crise mundial, e somaram R$ 5,6 bilhões. No total, os empréstimos para o setor com recursos da poupança somaram R$ 13,605 bilhões, um crescimento de 5% ante 2008.
Em junho, foram financiados R$ 2,976 bilhões com recursos da poupança, uma queda de 6,78% em relação a junho de 2008 e aumento de 24,7% ante maio. Conforme a Abecip, foi o melhor resultado mensal de 2009. Em junho, foram financiadas 25.840 unidades, 20,6% menos que no mesmo mês de 2008 e aumento de 24,1% ante maio.
Segundo o presidente da Abecip, Luiz Antonio França, o crédito imobiliário com recursos da poupança deve somar no mínimo R$ 30 bilhões este ano. A projeção representa estabilidade em relação aos R$ 30,032 bilhões do ano passado.
"Nossa expectativa é conservadora", disse França, acrescentando que a perspectiva é que os financiamentos no segundo semestre fiquem perto dos R$ 17 bilhões da segunda metade de 2008. O número de unidades financiadas deve superar 300 mil, ante 299.685 no ano passado.
Segundo ele, a estimativa para 2009 só está sendo divulgada agora porque "no primeiro semestre era muito difícil fazer projeções". França disse que, se incluídos os R$ 15 bilhões previstos no orçamento do FGTS, o crédito imobiliário chegará a R$ 45 bilhões este ano. Em 2008, incluindo R$ 10 bilhões do FGTS, foram concedidos R$ 40 bilhões em financiamento imobiliário.
INADIMPLÊNCIA
Não se pode afirmar que está havendo migração das aplicações de renda fixa para a poupança, principal fonte de recursos do crédito imobiliário, disse França. Segundo ele, até julho, enquanto o saldo de poupança cresceu 7,4%, os fundos cresceram 15,5%, os CDBs, 4%, e os depósitos à vista caíram 13,1%.
Em julho, o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) respondia por 11% das captações, enquanto os fundos detinham 57%, os CDBs, 24%, depósitos à vista, 5%, e poupança rural, 3%. Para efeito de comparação, França citou que em dezembro de 2007 a participação do SBPE era a mesma de hoje e, em dezembro de 2000, de 18%.
França informou ainda que a inadimplência do SBPE, medida pelo porcentual de mutuários com mais de três prestações em atraso nos contratos firmados após 1998, era de 2,96% em junho, ante 3,07% no ano passado e 12,02% em 2000. Considerando somente os contratos com alienação fiduciária, a taxa cai para 1,19% em junho deste ano.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Mutuários poderão renegociar dívida do SFH em audiências de conciliação

Por: Equipe InfoMoney
10/08/09

SÃO PAULO - O Tribunal Regional Federal da 3ª Região deve realizar cerca de 200 audiências de conciliação de processos sobre dívidas do SFH (Sistema Financeiro de Habitação), da Caixa Econômica Federal, propondo uma alternativa para que os mutuários envolvidos renegociem a dívida do financiamento da casa própria.
As audiências serão realizadas entre os dias 12 e 14 deste mês e pretendem promover a conciliação das ações que tramitam na 1ª Instância da Justiça Federal de São Paulo.
Segundo o Tribunal, todas as partes já foram intimadas a comparecer nas datas estipuladas à Avenida Paulista, nº 1.682, onde juízes federais se reunirão com representantes da Caixa para analisar os processos e tentar promover o acordo entre as partes.
Renegociação
O último mutirão realizado pelo Tribunal sobre conciliação de dívidas com o SFH aconteceu entre os dias 27 e 31 de julho e 694 acordos foram fechados.
Para o órgão, além do incentivo ao mutuário para a quitação de débitos com financiamento, a conciliação tem por objetivo diminuir o tempo em que processos tramitam na justiça, evitando, também, o acúmulo de recursos nos tribunais.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Preços da habitação aceleram e pressionam inflação em julho

Por: Gladys Ferraz Magalhães
07/08/09
InfoMoney

SÃO PAULO - As despesas ligadas à habitação estão ficando mais caras. Segundo dados do IPCA ( Índice de Preços ao Consumidor Amplo), divulgados nesta sexta-feira (7) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), entre os meses de junho e julho, o grupo apresentou aumento de 0,84 ponto percentual, passando de 0,27% para 1,11% no período.
Uma das principais contribuições para a aceleração do grupo foi a pressão exercida pelo item energia elétrica, cuja alta de 3,25% foi responsável por 0,10 ponto percentual ou cerca de 40% do índice total. Neste sentido, o principal impacto veio do reajuste de 12,90% nas tarifas da região metropolitana de São Paulo, em vigor desde o dia 04 de julho.
Dentre as 11 capitais pesquisadas, São Paulo foi a que apresentou a maior taxa (2,58%) no grupo Habitação. Em seguida, ficaram Belém (1,48%) e Porto Alegre (0,99%). Em Fortaleza (-0,13%) e Goiânia (-0,29%) foram apuradas deflações no período.
Transportes
No geral, em julho, o IPCA apresentou variação de 0,24%. Além da aceleração do grupo Habitação, o grupo Transportes também apresentou avanço na comparação com junho.
Em um mês, a alta nos preços deste segmento passou de 0,02% para 0,14% atingido em julho. Este resultado foi influenciado pelo aumento nos preços do álcool (de -2,02% em junho para 2,47% no mês passado). A gasolina também subiu, passando a custar 0,68% a mais por litro no sétimo mês do ano Subiram ainda as tarifas dos ônibus interestaduais (de -0,28% em junho para 5,80% em julho), assim como os itens de conserto de automóvel (de 0,48% para 1,28%) e mobiliário (de 2,55% para 1,15%).
No caso do grupo Transportes, a maior taxa foi verificada em Fortaleza (1,32%) e a menor, em Recife, de -0,30%.Passados sete meses de 2009, o grupo Transportes apresenta variação de 0,28% e o grupo Habitação, de 3,86%.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Isenção de IR para compra de novo imóvel poderá aumentar para um ano

Por: Roberta de Matos Vilas Boas
06/08/09
InfoMoney

SÃO PAULO - A isenção de Imposto de Renda para quem vende um imóvel residencial para comprar outro poderá aumentar de 180 dias para um ano. A decisão foi aprovada na última quarta-feira (05) pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, que aprovou o parecer favorável do senador Almeida Lima (PMDB-SE) ao projeto 153/02, definindo a alteração.
De acordo com a Agência Senado, como a matéria trata de questão tributária, a proposta ainda será examinada, em decisão terminativa, pela Comissão de Assuntos Econômicos.
Mudanças na leiPara o senador Papaléo Paes (PSDB-AP), autor do projeto, é necessário realizar ajustes no prazo determinado atualmente. "Ocorre que o prazo fixado para que o contribuinte goze dessa isenção é de apenas seis meses entre a alienação de um e a compra de outro imóvel. Na maior parte dos casos, o prazo é razoável. Entretanto, em muitos outros casos, esse prazo não se ajusta à realidade", considera.
Ele também lembra que os negócios imobiliários são complexos, em especial quando o bem tem um alto valor monetário, o que acaba por tornar a negociação comercial mais lenta.
Já o relator Almeida Lima ressaltou que a medida não acarretaria em perda de arrecadação fiscal, uma vez que não há concessão de nova isenção, mas apenas facilitação do benefício já existente.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Entrevista: Dr. Sérgio Rodrigo Freitas Julião



Palestra: “Imóveis Populares e o Direito Registral”
Data: 04 de agosto de 2009

Sciesp – Em linhas gerais, o que é o direito registral imobiliário?
Dr. Sérgio - Quando alguém adquiri um imóvel, automaticamente precisa registrá-lo para assim, garantir seu direito real. Muitas vezes temos que apreciar normas, decisões e acórdãos para ter o documento autêntico, seguro e eficaz. Por falta de informação nessa área, tanto do corretor quanto do profissional de direito, os títulos acabam sendo devolvidos.

Sciesp – Como ele se aplica no dia-a-dia do corretor?
Dr. Sérgio –
O corretor deve estar atualizado das leis, normas, jurisprudências, decisões e acórdãos que são publicados diariamente no diário oficial.

Sciesp – Até por uma questão de segurança jurídica, podemos considerar o assentamento registral burocrático?
Dr. Sérgio –
O título registrado na matrícula do cartório é o que garante o direito real. O cartório não é burocrático pois, o escrevente, de acordo com a lei 8935/94 deve tornar o documento autêntico, seguro e eficaz e para isso, deve atender os requisitos do princípio basilar do sistema registral.

Sciesp – Quais as principais dificuldades que a população geralmente enfrenta na hora de matricular seu imóvel?
Dr. Sérgio –
Garantir um direito real. Muitas das imobiliárias fazem apenas contrato particular de venda e compra e muitas não levam esses contratos para registro. Há uma complicação porque uma vez não registrado, vira um mero direito obrigacional e se é levado a registro caracteriza um direito real.

Sciesp – Em linhas gerais, qual a importância do conhecimento em direito registral imobiliário para o corretor de imóveis?
Dr. Sérgio –
A lei 8935/94 fala que o serviço notarial registral é um serviço de organização técnica e administrativa a fim de garantir autenticidade, publicidade, segurança e eficácia do ato jurídico feito e acabado. Essa lei compete aos escreventes dos cartórios a analise do documento, mas também para os corretores pois, eles devem conhecer o produto a ser vendidos, as normas, as decisões, as jurisprudências, os princípios basilares do sistema registral para tornar o documento do seu cliente autêntico, seguro e eficaz.

Sciesp – Como fica a questão dos imóveis populares principalmente agora com o programa minha casa minha vida?
Dr. Sérgio –
Esta é uma questão que ainda esta sendo analisada, pois estamos vendo algumas questões no CNJ em Brasília para aprimorar estes títulos no assentamento registral. O mercado ainda é muito imaturo para trabalharmos em cima desse assunto pois, muitas vezes você adquiri um imóvel e não leva a registro, então está sendo analisado dia a dia junto ao Conselho Nacional da Justiça para trabalhar essa matéria via registro de imóveis.

Sciesp – Em linhas gerais, o que é assentamento registral?
Dr. Sérgio –
São todos documentos levados a registro para garantir o seu direito real. Porque aquele que não registra, não é dono.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Fundos voltam a investir em imóveis

Fundos de "private equity" já estão se preparando para novas captações ainda este ano para investir em imóveis
Daniela D'Ambrosio, de São Paulo
Dois grupos de investidores institucionais preparam-se para voltar a aplicar no setor imobiliário.
Fundos de "private equity" já começam a captar ou estão se preparando para novas captações ainda este ano para investir em imóveis. Estima-se que o total a ser levantado por cinco fundos pode chegar a R$ 2,5 bilhões neste semestre. A ideia é investir em projetos de prédios comerciais, residenciais de média e alta renda e de logística.
Os fundos de pensão, que precisam diversificar os investimentos e buscar rendimentos melhores depois da queda nas taxas de juros, também se voltam ao segmento. Em janeiro, apenas 3% dos investimentos desses fundos estavam em imóveis, o que somava cerca de R$ 12,8 bilhões.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Senado deve analisar proposta que evita penhora de imóvel único de fiador

Por: Equipe InfoMoney
03/08/09
InfoMoney

SÃO PAULO - A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado deve analisar nesta terça-feira (4) propostas que tratam da penhora de imóveis. Apenas a medida que impede a penhora de imóvel de fiador por conta da inadimplência do locador tem parecer favorável.
Os projetos de lei 145/00, 151/01, 370/99 e 303/05 alteram a Lei do Bem de Família, mas apenas o PLS 145/00 tem o voto favorável do relator das medidas na comissão, senador Renato Casagrande (PSB-ES). Segundo Casagrande, o PLS 145/00, do então senador Carlos Patrocínio, é o mais completo dentre as outras medidas.
Bem de família é impenhorávelO PLC 151/01 permite a penhora do bem se a fiança for concedida em contrato de locação. O 370/99 revoga o artigo de Lei de Locações que dá essa possibilidade de penhora. Já a PLS 303/05 propõe que bens inalienáveis e os declarados são impenhoráveis.
Além disso, o mesmo projeto dita que imóvel residencial da família, cuja estimativa fiscal seja igual ou inferior a 40 mil salários mínimos, também seja um bem impenhorável.
A medida 145/00 também dita que um bem de família é impenhorável. Segundo o autor do projeto de lei, é ilegítimo que se coloque em risco a habitação familiar, por qualquer motivo, inclusive risco de inadimplência do locador afiançado.
Penhora on-lineDesde junho, o Tribunal de Justiça de São Paulo passou a usar a penhora on-line, um sistema eletrônico para averbações de penhoras no registro de imóveis.
A ferramenta tem o objetivo de agilizar os processos judiciais que envolvem penhora de imóveis, possibilitando a comunicação virtual direta entre juízes e registradores imobiliários.