quinta-feira, 16 de julho de 2009

Na hora de comprar a casa própria, paulistanos preferem imóveis de até R$ 160 mil

Por: Flávia Furlan Nunes
16/07/09
InfoMoney

SÃO PAULO - De acordo com pesquisa divulgada pelo Creci-SP (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo) nesta quinta-feira (16), os imóveis usados com valores de até R$ 160 mil foram os preferidos dos paulistanos em maio, com participação de 54,21% nas vendas.
Quando analisadas as regiões* de São Paulo, o maior percentual de vendas foi registrado na zona C, que engloba bairros como Aeroporto, Água Branca, Bosque da Saúde e Barra Funda, com 24,47% do total. Em seguida, estão as zonas D e A, com 23,40% e 20,21%, respectivamente, e as zonas E (18,09%) e B (13,83%).
Já em relação ao tipo de imóvel, a preferência recaiu sobre os apartamentos, com 58,16% das vendas no quinto mês do ano.PreçosDentro da faixa de preço até R$ 160 mil, os imóveis entre R$ 101 mil e R$ 120 mil foram os mais procurados, com 16,82% de participação, seguidos das propriedades de R$ 61 mil a R$ 80 mil, com 12,15% da preferência, conforme tabela a seguir:
Valor do imóvel (R$)
Percentual
até 40 mil
-
de 41 a 60 mil
2,80%
de 61 a 80 mil
12,15%
de 81 a 100 mil
8,41%
de 101 a 120 mil
16,82%
de 121 a 140 mil
7,48%
de 141 a 160 mil
6,54%
de 161 a 180 mil
9,35%
de 181 a 200 mil
4,67%
acima de 200 mil
31,78%
Fonte: Creci-SP
Vendas
De acordo com os dados, 196 imóveis usados foram vendidos na capital no quinto mês do ano pelas 447 imobiliárias consultadas pelo Creci-SP. Com isso, o índice de vendas aumentou 11,52%, passando de 0,3932 em abril para 0,4385 em maio.
A maior parcela dos imóveis foi vendida à vista (51,04% do total), seguida dos financiamentos da Caixa Econômica Federal (36,46%), financiamentos com outros bancos (11,46%) e consórcios (1,04%).* Zona A: bairros como Alto da Boa Vista, Alto de Pinheiros, Campo Belo
Zona B: bairros como Aclimação, Alto da Lapa, Brooklin
Zona C: bairros como Aeroporto, Água Branca, Bosque da Saúde
Zona D: bairros como Água Rasa, Americanópolis, Aricanduva
Zona E: bairros como Brasilândia, Campo Limpo, Grajaú

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Consumidor ainda está pouco à vontade para comprar casa e carro, revela ACSP

Por: Roberta de Matos Vilas Boas

15/07/09
InfoMoney

SÃO PAULO - Em junho, de acordo com o INC (Índice Nacional de Confiança) divulgado pela ACSP ( Associação Comercial de São Paulo) na terça-feira (14), os consumidores ainda demonstram se sentir pouco à vontade para comprar um carro ou uma casa, apesar da melhora nos indicadores.

O estudo apresentou uma leve alta entre aqueles que se sentem mais à vontade, assim como registrou queda entre aqueles que se sentem menos à vontade, mas ainda demonstra receio dos consumidores.

Assim, a média dos que se sentem muito menos à vontade caiu pela terceira vez no ano, ao passar de 50 pontos em maio para 46 em junho. Já a média dos que estão muito mais à vontade ficou em 24 pontos no mês passado, com leve alta de dois pontos em relação ao índice da medição anterior (22 pontos).

Compras menores
Ainda segundo o estudo, o INC dos consumidores que se mostraram muito menos à vontade para realizar compras menores, como a de um fogão ou uma geladeira, passou dos 39 pontos registrados em maio para 36 pontos no sexto mês do ano.

Em contrapartida, a média dos brasileiros que afirmaram se sentir muito mais à vontade para comprar esse tipo de produto agora do que há seis meses teve alta de 35 para 38 pontos, entre maio e junho de 2009.

Região e classe social
Ao considerar as compras maiores, como as de um carro ou casa, a pesquisa aponta que a classe social que se mostrou mais à vontade foi a AB, com 42% das respostas, contra 33% da C e 17% da DE. A região Sudeste apresentou 34% da população declarando estar muito mais à vontade com as compras maiores. Norte/Centro-Oeste e Sul ficaram, respectivamente, com 33% e 25% cada. Na região Nordeste, o índice foi de 20%.

No caso dos itens para a casa, como fogão e geladeira, a maior disposição também veio da classe AB, que apresentou índice de 52%. Na C, o índice é de 46% e na DE, de 31%. Por região, a Norte/Centro-Oeste apresentou o maior percentual de pessoas muito mais à vontade para realizar este tipo de aquisição, de 48%.

Gastos com prestações
Por fim, o levantamento realizado pela Ipsos Public Affairs com mil pessoas revela que a média de gastos dos consumidores com prestações/crediários aumentou 25% entre maio e junho de 2009, passando de R$ 68 para R$ 85.

Na comparação com junho do ano passado, quando a média de gastos com prestações/crediários era de R$ 70, houve alta de 21,43%.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Contrato de gaveta: evite os riscos na hora de vender e comprar um imóvel

Por: Equipe InfoMoney
14/07/09

SÃO PAULO - Evitar burocracias e mudança imediata podem ser grandes atrativos para quem adquire um imóvel por meio de "contrato de gaveta". No entanto, é bom ficar atento, porque o que parece ser um bom negócio pode acabar causando transtornos.
"Contrato de gaveta" é aquele firmado entre o atual e o novo proprietário, sem a participação da financiadora ou de registro judicial.Na prática, o atual proprietário passa o financiamento para o novo proprietário do imóvel, sem alterar os dados na financiadora. Com isso, o novo proprietário quita o financiamento, que ainda está no nome do antigo proprietário, para só depois ter o imóvel registrado em seu nome.
Riscos para quem vende e para quem compra
As vantagens do processo é que, a princípio, quem repassa o imóvel se desfaz da dívida e quem o adquire acaba pagando um pouco menos por ele. No entanto, o "contrato de gaveta" pode trazer mais riscos do que vantagens, para os dois lados, de acordo com a Cadmesp (Consultoria de Financiamentos Imobiliários).
Para quem vende, há o risco de o novo comprador não pagar as parcelas do financiamento. Como o débito ainda está em seu nome, é preciso cuidado. Além disso, o novo comprador pode repassar o imóvel, deixando o antigo sem a casa e com a dívida.
Já quem adquire imóveis dessa forma pode correr ainda mais riscos. Isso porque, segundo a Consultoria, há possibilidade de o vendedor agir de má-fé e vender novamente o imóvel. Além disso, é possível que o antigo proprietário "suma" quando você quitar o imóvel. Com isso, sem a assinatura dele, você fica impedido de ter a posse legal do imóvel.
Além disso, caso o antigo proprietário tenha problemas com a justiça e o imóvel seja penhorado, o novo dono fica sem o bem, já que perante a justiça o imóvel continua sendo do antigo mutuário.
Outros problemas podem ocorrer, ainda que o vendedor não haja de má-fé. Um exemplo é com relação ao FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), que não poderá ser utilizado para quitar o financiamento, pois não há registro do repasse da dívida.
As correções anuais das parcelas do financiamento podem se revelar outro problema, pois elas são calculadas de acordo com o aumento salarial. Caso a categoria profissional do proprietário original registre aumentos maiores do que os da categoria do comprador, as prestações vão subir além da capacidade de pagamento do novo proprietário. Outro problema é a morte do atual mutuário.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Programa habitacional: Governo quer cadastro único por estado

Por: Equipe InfoMoney
13/07/09
InfoMoney

SÃO PAULO - Para organizar a fila dos interessados em adquirir um imóvel por meio do programa habitacional do Governo, "Minha Casa, Minha Vida", o Governo, por meio da Secretaria Nacional de Habitação, criará um cadastro único por estado até 10 de agosto.
"Queremos construir um cadastro de boa qualidade que seja transparente, passível de ser auditado", afirmou a secretária de Habitação, Inês Magalhães, em encontro na última semana com gestores públicos, movimentos sociais e da iniciativa habitacional de estados do Norte do país, de acordo com a Agência Brasil.
A ideia é que a partir do dia 10 do próximo mês cada estado tenha um cadastro geral único, que contenha informações que possam ser usadas por órgãos dos governos municipal, estadual e federal. Dessa forma, seria possível regulamentar a adesão ao programa de acordo com as faixas de renda das famílias. "Não será uma questão de sorte ser atendido pelo programa", afirma Inês. "O cadastro único cruzará todas as informações coletadas pelo município e pelo estado".
Famílias com renda de até três salários
O encontro que a secretária participou na última semana faz parte de uma rodada de reuniões que têm por objetivo esclarecer dúvidas referentes ao programa habitacional. Os encontros já passaram pelo Espírito Santo e Distrito Federal e são promovidos pelo Ministério das Cidades, em parceria com a FNP (Frente Nacional de Prefeitos), com apoio da CEF ( Caixa Econômica Federal).
Durante o encontro de Manaus, realizado no último dia 8, houve muitas críticas com relação ao baixo número de projetos voltados à menor faixa de renda (de até três salários mínimos) estabelecida pelo programa.
"Infelizmente ainda percebemos entre os comunitários muita desinformação", comentou o assessor da Cáritas Diocesana no Amazonas, que representa 20 comunidades no estado amazonense, Marcos Brito. "Além disso, existem dificuldades que ainda impedem a elaboração de projetos para a população mais carente. Por enquanto, parece que quem está sendo beneficiada é a classe média".
Inês contestou as críticas. "Como não havia um mecanismo de financiamentos de projetos para essa faixa de renda, é natural que eles tenham um tempo de maturação maior. Contudo, é importante que existam oportunidade de financiamento para todos".
No Amazonas, poucos projetos para baixa rendaDos 62 municípios do Amazonas, quatro têm projetos que incluem a menor faixa de renda, de acordo com a Agência, mas as propostas ainda estão em estudo.
O "Minha Casa, Minha Vida" tem por prioridade moradores de áreas de risco, famílias chefiadas por mulheres, com idosos e portadores de necessidades especiais, entre aqueles que se inserem na faixa de renda de até três salários mínimos.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Preço de terrenos pode inviabilizar construções do Minha Casa, Minha Vida

Por: Gladys Ferraz Magalhães
08/07/09
InfoMoney

SÃO PAULO - As construções de moradias do programa Minha Casa, Minha Vida podem ser inviabilizadas pelo alto preço dos terrenos, alerta o vice-presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), José Carlos Martins.Na última terça-feira (7), durante audiência pública da CAE (Comissão de Assuntos Econômicos), Martins afirmou que há ainda outros problemas que podem representar entraves para o sucesso do programa do governo federal, como o peso dos tributos sobre as habitações de interesse social, a burocracia para a aprovação de projetos e a falta de um marco regulatório, que dê mais segurança ao processo de licenciamento ambiental e aos investimentos realizados.
Presente na reunião, a superintendente nacional de habitação da Caixa Econômica Federal, Bernadete Pinheiro, observou que a instituição encurtou o prazo para a análise de projetos, de 11 meses para um período de 30 a 45 dias.
Segundo ela, até o momento, 780 municípios assinaram termo de adesão ao programa, sendo que a Caixa já contratou 116 empreendimentos, que irão resultar na oferta de 13.304 casas. A superintendente disse também que, desde o lançamento do Minha Casa, Minha Vida, o número de acessos diários ao simulador de habitação disponibilizado na página eletrônica da instituição passou de 283 mil para 486 mil, o que, para ela, demonstra o interesse da população em realizar o sonho da casa própria.
Futuro
De acordo com a secretária nacional de habitação do Ministério das Cidades, Inês Magalhães, o déficit habitacional, que hoje chega a sete milhões de moradias, pode saltar para 27 milhões até 2023.
Para enfrentar tal realidade, a secretária disse, conforme publicado pela Agência Senado, que a estratégia do Plano Nacional de Habitação passa pela modernização da cadeia produtiva da construção civil, melhoria de sua produtividade e concessão de subsídios à habitação popular.
Além disso, a secretária acredita que o poder público, especialmente o municipal, esteja pronto para regular a disputa por espaço nas cidades, assumindo a responsabilidade pela gestão do desenvolvimento urbano e definição de áreas para habitações de interesse social. Nesse sentido, Inês considera importante a aprovação da nova Lei do Solo, que tramita no Congresso Nacional há quase nove anos.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Crédito imobiliário da Caixa cresce 75% e bate recorde

Maior financiador do setor habitacional emprestou R$ 17,5 bi no 1º semestre
Aumento da massa salarial, subsídios à baixa renda e juros mais baixos explicam crescimento, segundo o vice-presidente do banco
NATÁLIA PAIVA
COLABORAÇÃO
PARA A FOLHA
Líder no crédito de imóveis, a Caixa Econômica Federal bateu recorde do volume oferecido à compra da casa própria: foram concedidos R$ 17,5 bilhões em 351 mil empréstimos no primeiro semestre do ano -crescimento de 75% ante o registrado no mesmo período do ano passado.
Desse volume, R$ 9,2 bilhões vieram dos recursos da poupança destinados à habitação, alta de 267%.
Para o vice-presidente da instituição, Jorge Hereda, o aumento da massa salarial, o acréscimo de subsídios à baixa renda e os juros mais baixos foram os responsáveis pelo volume recorde, que reflete a inclusão de famílias que antes não tinham acesso ao financiamento imobiliário. Com a escassez de crédito vivida logo após o agravamento da crise econômica global, em setembro passado, "o mercado bancário recuou e a Caixa avançou e ocupou o espaço deixado", diz Hereda.
Para o economista Francisco Pessoa, consultor da LCA, o crescimento do volume contratado indica que o nível de confiança do consumidor brasileiro, afetado num primeiro momento pós-crise, já se recupera -considerando que o financiamento habitacional é um compromisso de longo prazo.
O resultado positivo do primeiro semestre ainda foi impulsionado pelos feirões da casa própria, que costumam impactar as contratações da Caixa por seis meses, período no qual a carta de crédito obtida é utilizada, diz Hereda. "Nos feirões, foi possível constatar que muitas famílias passaram a ter condições de entrar no mercado imobiliário. E com o Minha Casa, Minha Vida, empresas vão acreditar mais e vai haver mais imóveis para baixa renda.
"O programa habitacional do governo federal -medida anticíclica que visa construir 1 milhão de casas para quem ganha até dez salários mínimos- respondeu por R$ 1,5 bilhão do volume financiado, diz Hereda: metade foi para a produção, metade para a pessoa física.
Até junho, 581 projetos (100 mil imóveis) estavam em análise e 97 (10 mil), já contratados, segundo a presidenta da Caixa, Maria Fernanda Ramos. Apesar de formar 40% da meta do programa, a faixa de renda de zero a três salários tem 28% dos projetos em análise. A Caixa espera que a contratação prevista seja fechada até o fim de 2010.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Construção e serviços puxam emprego

Setores responsáveis por quase metade do emprego formal no País têm hoje dificuldade em achar mão de obra

Márcia De Chiara
Jornal O Estadod e São Paulo

Responsáveis por quase metade do emprego formal no País, a construção civil e o setor de serviços puxam a recuperação da ocupação com carteira assinada e ajudam a conter o avanço do desemprego. A taxa de desocupação, que no auge da crise chegou a ser projetada para este ano na casa de dois dígitos, deve fechar 2009 ligeiramente abaixo de 9%. Se confirmada a projeção, a taxa de desemprego deste ano perderá apenas para a de 2008, de 7,9%, que foi a menor da série histórica apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
As empresas prestadoras de serviços e, especialmente, as construtoras, enfrentam hoje dificuldades para recrutar mão de obra. Trabalhadores que foram demitidos no fim do ano passado por causa da crise já voltaram a se empregar no setor, só que informalmente, para não perder o benefício do seguro-desemprego. Esse movimento é uma clara indicação da resistência desses dois setores ao efeito dominó da crise.
No mês passado, entre admissões e demissões, foram abertas 131,6 mil vagas formais de trabalho em todos os setores no País, apontam os dados do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged) do Ministério do Trabalho. Só na construção civil, o saldo líquido de contratações em maio somou 17,4 mil vagas, muito acima da média desta década para o mês de maio, que é de 10,7 mil, observa o economista da LCA Consultores, Fábio Romão. Nos serviços, o saldo líquido foi de 45,5 mil vagas em maio, ante a média da década para o mês de 46 mil. No caso da indústria, agropecuária e comércio, os resultados de maio ficaram bem abaixo da média para o mês.
"A geração de empregos líquidos formais na construção civil e nos serviços já retomou os níveis históricos e não tem relação com o que acontece hoje na indústria, que está estagnada", afirma Romão. Por causa do bom desempenho das contratações na construção civil e no setor de serviços apontado pelos dados do Caged de maio e do resultado da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE do mês passado, a consultoria acaba de rever de 8,8% para 8,7% a projeção para a taxa de desemprego deste ano.
Romão destaca que a indústria, que responde por um quarto do estoque de postos de trabalho formais, está travando a recuperação do emprego. Para chegar a essa conclusão, o economista calculou o saldo de vagas formais abertas em maio, descontados os efeitos sazonais e excluído o setor industrial. Constatou que foram criados no mês passado 74.925 postos de trabalho. Esse número não está tão distante da média registrada entre 2004 e 2007, de 87.900 vagas mensais. "Tirando a indústria, os outros setores estão bem. Mas ainda não retornamos ao nível pré-crise.
"O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil de São Paulo (Sintracon-SP), Antonio de Sousa Ramalho, confirma a recuperação do emprego no setor. "Muitas vagas foram abertas nos últimos meses na construção civil, não só em São Paulo." Em conversas com construtoras, ele detectou que faltam pedreiros, carpinteiros e armadores, entre outras funções, para atender a demanda das empresas.
Ramalho conta que uma pesquisa informal feita pelo Sintracon-SP revela que, hoje, 70 mil trabalhadores estão empregados na construção civil informalmente no País. A grande maioria, explica o presidente do sindicato, perdeu o emprego no fim do ano passado por causa da crise e retornou ao mercado de trabalho, mas sem carteira assinada para não perder o direito ao seguro desemprego. Ele calcula que, quando acabar o benefício do seguro desemprego e esses trabalhadores forem registrados, os números do Caged vão dar um salto.
Movimento semelhante foi detectado pelo franqueador da rede de restaurantes China House, Jorge Torres. A rede abriu 30 vagas para duas lojas que serão inauguradas em São Paulo. Segundo o executivo, nos últimos meses, aumentou entre 10% a 20% o número de candidatos que querem trabalhar sem registro porque já recebem algum benefício do governo, como o seguro desemprego ou o bolsa família. Ele observa que, no caso da sua empresa que só trabalha com funcionários registrados, isso dificulta as contratações.
Torres conta que a sua rede de franquias, com 12 lojas em funcionamento, abriu 66 vagas desde setembro do ano passado. "O nosso setor não parou de abrir vagas de trabalho por causa da crise.
"Dados do Sindicato dos Trabalhadores no Comércio e Serviços em Geral de Hospedagem, Gastronomia, Alimentação Preparada e Bebida a Varejo de São Paulo (Sinthoresp)confirmam a forte demanda de restaurantes, bares e hotéis por mão de obra especializada. Andressa Santos Bianchi, responsável pela Bolsa de Empregos do sindicato, conta que 40 novas empresas procuraram o departamento em janeiro deste ano em busca de profissionais. No primeiro semestre deste ano, 30 novas empresas ingressaram por mês na Bolsa de Empregos para ofertar vagas, ante 25 em setembro do ano passado, quando eclodiu a crise. "Fiquei apavorada quando começou a crise, mas não sentimos o baque na oferta de empregos", diz a psicóloga, que tem 770 vagas na Bolsa de Empregos.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Ações do setor imobiliário disparam 87,2% na Bolsa

Eduardo Puccioni
Jornal DCI

SÃO PAULO - A retração no crédito e a alta taxa de juros durante a crise financeira internacional fizeram com que as companhias brasileiras do setor imobiliário na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) apresentassem forte queda durante o ano passado (-69,3%). Mas com o aquecimento da economia interna, o IMOB (índice do setor) fechou o primeiro semestre de 2009 com alta de 87,2%.
"Este foi o setor que mais sofreu com a crise financeira por conta da retração do crédito. Com a retomada do crédito, foi o setor que mais se beneficiou", explica José Góes, economista da WinTrade, home broker da Alpes Corretora.
O Índice BM&F Bovespa Imobiliário (IMOB) tem por objetivo oferecer uma visão segmentada do mercado acionário, medindo o comportamento das ações das empresas representativas dos setores da atividade imobiliária compreendidos por construção civil, intermediação imobiliária e exploração de imóveis.
O Índice BM&F Bovespa Small Cap (SMLL), que mede o comportamento das empresas listadas na Bolsa com menor capitalização, encerrou os seis primeiros meses do ano com a segunda maior rentabilidade (47,6%). "As Smalls estavam caindo antes de o Ibovespa começar a cair, por isso acabaram conseguindo uma recuperação neste ano", afirma o economista. Ibovespa é o principal indicador da Bolsa paulista.
Com a terceira maior rentabilidade ficou o Índice BM&F Bovespa de Consumo (ICON), que mede o comportamento das ações das empresas representativas dos setores de consumo cíclico e não cíclico da Bolsa, com valorização de 37,8% no semestre.
"A situação econômica mundial teve uma retração muito forte com a crise, e para conter a queda os bancos centrais reduziram os juros para voltar o consumo", explica André Perfeito, economista da Gradual Investimentos.
Segundo Góes, o setor de consumo foi um porto seguro. "Os investidores consideraram o setor de consumo a saída para a crise, percebendo que a economia interna não sofreria tanto com a crise", acrescenta Góes.
Para o Ibovespa, ambos os economistas estão projetando o encerramento do ano aos 55 mil pontos, no que pode ser considerado um segundo semestre fraco para o mercado acionário, já que a Bolsa fechou o pregão desta quinta-feira a 51.024 pontos. Esta elevação corresponde a um crescimento de 7,79% no período. Vale lembrar que no primeiro semestre do ano o indicador teve valorização de 37,2%.
"O Ibovespa vai continuar a ter desempenho positivo no decorrer do ano. Podemos até revisar nossa projeção se for necessário, mas acredito que deva ficar nos 55 mil pontos", diz Góes, afirmando que existe uma possibilidade de a Bolsa encerrar o ano acima do esperado pela corretora.
O setor que mais chamou a atenção no semestre foi o Índice BM&F Bovespa de Energia Elétrica (IEE), que encerrou o período com alta de 35%, embora seja o indicador que menos caiu no ano passado, apenas -11,6%.
"São papéis mais defensivos e bons pagadores de dividendos, porém, os IGPs estão caindo bastante e isso pode prejudicar as empresas que trabalham com contratos anuais, como as deste setor", alerta André Perfeito.
Góes acredita que o aumento do consumo pode ter elevado o valor das ações de energia elétrica. "Além de boas pagadoras de dividendos, os investidores estão confiantes com o aquecimento da demanda interna, que pode beneficiar empresas deste setor", acrescenta o economista.
A Bovespa fechou o pregão de quinta-feira com queda de 1,01%, aos 51.024 pontos. O volume financeiro foi de R$ 4,1 bilhões, com 276.124 contratos negociados. Entre as ações do Ibovespa, as ordinárias da Light terminaram o dia com elevação de 3%, a maior valorização do dia.
Estrangeiro na Bolsa
Os investidores voltaram a retirar seus investimentos da Bolsa brasileira no mês de junho, até o dia 29. A saída somou R$ 1 bilhão no mês. No semestre, o saldo está positivo em R$ 10,1 bilhões. No ano passado a saída dos estrangeiros na Bolsa ficou em R$ 24,6 bilhões.
A participação dos estrangeiros no ano, que soma vendas e compras de ativos, está em 35,6%. Em junho, a soma foi de 36,1%. A pessoa física está em 28,7%.
O Índice do Setor Imobiliário (IMOB) da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) registrou o melhor desempenho entre todos os índices no primeiro semestre. As empresas do setor tiveram valorização de 87,2% no primeiro semestre, devolvendo com sobras aos investidores as perdas do ano passado, quando o índice teve queda de 69,3%. O segundo melhor desempenho é do índice SmallCaps (de empresas menores), com alta de 47,6%, seguido do índice das empresas de consumo, o ICON, que acumulou alta de 37,8%.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Alíquota do IPTU para imóveis ociosos poderá chegar a 32%

Por: Equipe InfoMoney
02/07/09
InfoMoney

SÃO PAULO - Proprietários de imóveis ociosos devem ficar atentos porque o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) poderá ser cobrado de maneira progressiva se o projeto do vereador José Police Neto passar pela Câmara Municipal da cidade.
A proposta atinge 400 mil imóveis na capital paulista e, segundo Police Neto, tem o objetivo de promover o uso residencial desses imóveis. "Muitos proprietários de imóveis, esperando maior adensamento da cidade e a consequente valorização dos terrenos, não deram uma finalidade para o espaço", afirmou o vereador, de acordo com a Câmara Municipal.
O projeto de lei aumenta a alíquota do imposto de 1,5% para 2% e a cada ano, durante cinco anos, esse percentual será dobrado. Dessa forma, o teto do imposto progressivo será de 32%.400 milOs 400 mil imóveis atingidos pela nova cobrança estão localizados em 900 Zeis (Zonas Especiais de Interesse Social) e Operações Urbanas. "Pelo Plano Diretor, esses imóveis não podem ficar sem cumprir função social", afirma Police Neto.
Com a medida, o vereador espera que as construções passem a ter utilização. E os proprietários terão tempo para dar destinação à propriedade, já que terão um ano para comprovar que seus imóveis estão sendo utilizados a partir da sanção da lei.
A medida já estava prevista no Plano Diretor e no Estatuto das Cidades desde 2002, mas discutia-se sobre a constitucionalidade da cobrança. No entanto, o Supremo Tribunal Federal já deu parecer favorável e, se for aprovada pela Câmara, a proposta poderá vigorar sem restrições.O projeto só será analisado em agosto, depois do recesso parlamentar.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Compra de imóvel à vista é maioria e financiamento com CEF atinge 36,17%, em SP

Por: Equipe InfoMoney
01/07/09
InfoMoney

SÃO PAULO - Em abril, a maior parte dos moradores da cidade de São Paulo comprou um imóvel usado à vista.
Segundo pesquisa divulgada na terça-feira (30) pelo Creci-SP (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis), o pagamento à vista correspondeu a 50% das vendas de imóveis no quarto mês do ano, ante uma participação de 43,62% dos financiamentos.Somente a CEF (Caixa Econômica Federal) atingiu, no mesmo mês, 36,17% das vendas, sendo a principal instituição de financiamento. As demais instituições ficaram com participação de 7,45%.
Aquisição da casa própria
Além da aquisição à vista e do financiamento pela CEF, os paulistanos também negociaram diretamente com os proprietários, tendo esse tipo de negociação correspondido a 3,19% das vendas de abril.
Os dados do Creci-SP também revelam que as venda por meio de consórcios registraram a mesma participação da negociação diretamente com o proprietário, 3,19%.
Demais regiões
O pagamento à vista também foi a opção preferida de quem comprou imóveis na região do Litoral. No mês de abril, a representatividade dessa forma de pagamento nessa região foi de 61,02%.
No Interior e na região do do ABCD, Guarulhos e Osasco o financiamento por meio da Caixa Econômica ficou em primeiro lugar no ranking das formas de pagamento preferidas, representando 47,50% e 46,91% do total, respectivamente.
Ainda no Interior, o pagamento à vista ganhou o segundo lugar com 41,50% das formas de pagamento, ao passo que os financiamentos com outros bancos ficaram com 6% da representatividade e as negociações diretamente com o proprietário registrou 3,50%. Créditos com outros bancos também foram frequentes no quarto mês do ano na região do ABCD, Guarulhos e Osasco e Litoral, com 3,70% da representatividade, ao passo que no Litoral essa forma de pagamento teve representatividade.
A compra de imóvel por meio de consórcios nessas regiões, ao contrário do que aconteceu em março, quando a representatividade em todas as regiões foi nula, ganhou a atenção dos compradores em abril, mesmo que pequena.
No Interior, essa forma de pagamento representou 1,50% dos negócios. Já na região do ABCD, Guarulhos e Osasco, a representatividade alcançou 1,23%, ao passo que no Litoral, essa forma de pagamento atingiu 1,69% das negociações.
Mais vendidos
Ainda de acordo com os dados, coletados em 1.609 imobiliárias pelo Creci-SP, no quarto mês do ano, os imóveis mais vendidos foram aqueles com valor até R$ 160 mil.