segunda-feira, 4 de maio de 2009

PAC da habitação turbinará negócios de apólice popular

Belo Horizonte, 4 de Maio de 2009 - Há vinte anos, quando um trabalhador despencava da construção de um edifício, o máximo que ocorria era a enorme confusão no trânsito. Os operários não dispunham de proteção de qualquer espécie e, invariavelmente, suas famílias ficavam desamparadas. Naquela época, porém, houve dois fatos em Belo Horizonte que resultaram dessa pavorosa relação de trabalho. Uma foi a assustadora greve dos pedreiros e serventes, marcada por depredações em toda a cidade e que exigiu a mediação de um líder sindical de São Paulo, o então metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva.
A outra foi a iniciativa do corretor de seguros Alaor Silva, que consistiu na criação de um seguro de vida popular, com o objetivo de amparar as famílias dos trabalhadores, em caso de morte e acidentes. Com o pagamento de apenas R$ 10,00 por mês, a construtora poderia proteger cada um dos seus empregados com uma apólice de R$ 20 mil, dinheiro suficiente, na época, para se adquirir uma casa para a família enlutada. "As viúvas recebiam as indenizações em apenas 24 horas após do falecimento do marido, numa rapidez inédita no mundo", recorda o corretor.
Naquele primeiro ano, as construtoras da capital mineira inscreveram oito mil trabalhadores. Hoje, 20 anos depois, há quase 700 mil protegidos por aquela pequena idéia que ganhou o nome de Plano de Amparo Social e Imediato (Pasi).
A iniciativa atraiu o interesse da Mapfre, que incluiu o produto em seu portfólio e passou a assumir a garantia pelas indenizações não só em Minas, mas em todos os estados onde atua, além de estender para outros setores e contabilizar mais de 20 mil empresas conveniadas, como explica Bento Zanzini, diretor vice-presidente da área de vida e previdência da seguradora espanhola: "O Pasi é um produto de sucesso, pois atende a um custo muito baixo trabalhadores da construção civil, postos de gasolina, entidades de classe de sindicato que dificilmente conseguem encontrar seguro com cobertura adequada a seu perfil."
O potencial de negócio do Pais levou Alaor Silva a criar Asteca Desenvolvimento de Seguros, companhia que gerencia as atividades de mais de três mil corretores autônomos pelo País. Em 20 anos, as indenizações totalizaram R$ 80 milhões, que foram pagas a um tipo de gente que, anteriormente, nada recebia. Há 13 mil convênios vigentes, assinados com mais de 300 sindicatos brasileiros. A receita da Asteca alcançou R$36 milhões no ano passado e se espera crescimento de 15% em 2009.
A expectativa não é apropriada para uma época de crise, mas decorre do lançamento do programa Minha Casa, Minha Vida, por meio do qual o governo federal pretende construir um milhão de casas. De acordo com estimativas tradicionais da construção civil, cada nova casa demanda pelo menos um novo emprego.
Silva se mostra feliz com o sucesso da sua idéia não apenas por conta dos resultados comerciais, mas, sobretudo pela extensão do benefício a milhões de brasileiros, diz o corretor, que hoje tem seu negócio estabelecido num prédio de quase dois mil metros de área construída em Belo Horizonte. "As famílias passaram a receber seguros e também se criou um novo mercado para as empresas seguradoras, do qual a sua firma detém cerca de 25% do total. Temos menos de três milhões de trabalhadores segurados, num universo de 33 milhões de pessoas com carteira assinada", analisa.
Para Zanzini, da Mapfre, a expectativa também é de novos negócios na esteira do PAC da habitação do governo Lula. "Na medida em que o governo incentiva a construção civil, setor pioneiro do Pasi, evidentemente ampliam-se bastante os horizontes desse mercado. Novos empreendimentos vão atrais mais mão-de-obra, que por sua vez vai precisar de proteção e garantias", avalia Zanzini.
Nesses vinte anos não apenas os pedreiros e serventes da construção, mas os trabalhadores de todas as categorias foram inscritos no Pasi. As indenizações continuam sendo pagas em 24 horas, em qualquer lugar do país. Os benefícios foram aumentados com a inclusão da indenização de 50% do valor para morte da esposa e 25% em caso de morte de cada filho. Há também a indenização total para caso de acidentes de trabalho ou de doenças profissionais que impeçam o segurado de continuar trabalhando. Por fim, há a entrega de cestas básicas e cobertura de despesas funerárias para a família do segurado.
Nova parceria
A Asteca acaba de assinar acordo com a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), que vai recomendar o Pasi nos acordos dos seus 131 sindicatos patronais, que alcançam 140 mil empresas filiadas. A empresa também assinou contato, recentemente, com o Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Minas Gerais, que recomendará a adoção do seguro nos acordos trabalhistas com as destilarias e usinas do estado, que têm mais de 80 mil funcionários.
Nesta semana, deverá ser assinado o acordo com a Confederação Nacional de Transportes (CNT), que aconselhará o mesmo procedimento nos acordos com mais de um milhão de motoristas, trocadores e demais funcionários de empresas de ônibus de todo o País.

(Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Pág. 2)
(Durval Guimarães - Colaborou Luciano Máximo)

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Com críticas, SP adere a plano habitacional


Governo do Estado deve doar terrenos para a construção dos imóveis, mas impõe condições e ainda vê empecilhos às obras
Secretário vê dificuldades em conseguir terrenos e falta de interesse de construtoras no público de renda de até três salários mínimos
CATIA SEABRADA
REPORTAGEM LOCAL
TATIANA RESENDEDA
REDAÇÃO
JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO

Apesar de ainda apontar empecilhos à rápida execução do Minha Casa, Minha Vida, o governo do Estado de São Paulo assina hoje um termo de adesão ao programa de habitação do governo federal.
"Estamos tentando aperfeiçoar esse programa para torná-lo viável", diz o secretário estadual da Habitação, Lair Krähenbühl. Da forma que foi proposto, acrescenta, "é muito difícil" sair do papel por causa das dificuldades em conseguir terrenos nas áreas urbanas e a falta de interesse da iniciativa privada no público que tem renda familiar de até três salários mínimos (R$ 1.395), para o qual o Minha Casa, Minha Vida prevê a construção de 400 mil moradias. "Com a nossa participação, vai dar mais celeridade.
"De acordo com o secretário, o governo do Estado vai doar "alguns terrenos", mas não especificou quantos nem quais. Isso será decidido após levantamento feito por um grupo técnico que está avaliando aqueles que são do governo do Estado, os que foram doados pelas prefeituras, os que já têm concorrência em andamento, os que foram licitados e os que ainda estão na fase do projeto.
Krähenbühl diz que vem conversando com Jorge Hereda, vice-presidente da Caixa Econômica Federal, e, no termo de adesão "que já foi aprovado pela matriz" do banco, há três condições para a participação do Estado de São Paulo.
Os esforços devem ser direcionados às famílias com renda de até três salários mínimos, dando preferência ainda para aquelas que moram em áreas de risco ou favelas, e os locais de construção devem ter uma condição mínima de infraestrutura, o que deve ser acordado com as prefeituras.
Levantamento preliminar apontou que haveria cerca de 20 mil unidades "que têm concorrência pronta para começar imediatamente", mas Krähenbühl estima que o número seja bem maior. "Nossa briga é para aproveitar o que está na ponta da agulha. Ganharíamos um tempo muito grande.
"Nos casos em que as obras ainda não têm construtora definida, o secretário da Habitação sugere que a escolha seja feita pela própria Caixa, já que todas -mesmo aquelas que ganharam licitação- devem ser aprovadas pelo banco para participar do programa.Sobre o tamanho dos imóveis, ele destaca que, nos programas estaduais, as casas têm, no mínimo, 42 m2, e os apartamentos, 48 m2, ante 32 m2 e 37 m2, respectivamente, no Minha Casa, Minha Vida.
O secretário voltou a reiterar que o valor de R$ 52 mil para a construção nas regiões metropolitanas e R$ 48 mil para cidades menores no Estado de São Paulo, incluindo o valor do terreno, é muito baixo e cita que "há construções que estão me custando R$ 53 mil, R$ 55 mil".
Nenhum desses pontos, no entanto, está detalhado no termo de adesão, o qual considera "genérico". "Temos que confiar. Se não for viável assim, não vamos participar naquele projeto. Participamos no outro e naquele vamos fazer nós mesmos. Não vou parar com a minha política [de habitação]", afirma, referindo-se a 127 mil unidades "entre entregues e em construção".
No fórum nacional de secretários da Habitação, realizado na capital paulista neste mês, um dos pleitos era que os projetos já concluídos pelas Cohabs, com foco em moradias populares, fossem inseridos no Minha Casa, Minha Vida, proposta detalhada em documento encaminhado ao Ministério das Cidades no dia 17.
Segundo Carlos Eduardo Marun, que representa todos os secretários, esses projetos, com terrenos já garantidos, totalizam 47 mil imóveis no país. Pelas regras do programa, apenas as construtoras podem entrar com o pedido. "O programa, se for aperfeiçoado, vai vingar", diz Krähenbühl.
A Caixa divulga hoje balanço do Minha Casa, Minha Vida e anuncia a adesão também da Prefeitura de São Paulo. O programa entrou em vigor no dia 13 com o objetivo de reduzir o déficit habitacional para famílias com renda até dez salários mínimos (R$ 4.650) com a construção de 1 milhão de moradias. No evento, haverá ainda a assinatura de um contrato com a CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) para empréstimo de R$ 350 milhões no programa Pró-Moradia Recursos do FGTS, que vai beneficiar 13.508 famílias.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Índice que reajusta aluguel acumula variação de -1,07% em 2009

Por: Gladys Ferraz Magalhães
29/04/09
InfoMoney

SÃO PAULO - A FGV (Fundação Getulio Vargas) divulgou, nesta quarta-feira (29), a variação do IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) referente ao mês de abril (entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês atual). O índice, que é o principal balizador para o reajuste de aluguéis, acumula, nos quatro primeiros meses do ano, variação de -1,07%.

No mês, entretanto, a variação de -0,15%, apesar de ainda negativa, é maior que a apurada em março, quando o índice variou -0,74%. A maior contribuição para o resultado no período veio do IPA (Índice de Preços por Atacado), que passou de -1,24% para -0,44%.

O INCC (Índice Nacional da Construção Civil) também apresentou deflação mais amena, passando de -0,17% para -0,01% no período analisado. A categoria de materiais, equipamentos e serviços chegou a -0,33% na medição atual, enquanto o índice que capta o custo da mão-de-obra registrou variação de 0,37%.

Altos e baixos
Assim como os outros índices, o IPC (Índice de Preços ao Consumidor), que também integra o IGP-M, apresentou alta no período estudado, ficando em 0,58%, contra 0,43% um mês antes.

As principais contribuições puxando o índice para cima foram dos grupos Despesas Diversas (0,34% para 1,69%), Alimentação (0,60% para 1,13%) e Vestuário (0,00% para 0,44%).

O grupo Saúde e Cuidados pessoais (0,59% para 0,82) também apresentou variação positiva entre março e o quarto mês do ano. Vale destacar ainda as altas em itens como soja em grão (-8,11% para 3,97%), cana-de-açúcar (2,15% para 3,33%), batata-inglesa (5,34% para 19,68%) e fumo em folha (0,53% para 9,30%).

Por outro lado, a desaceleração na taxa dos grupos Educação, Leitura e Recreação (0,14% para -0,17%), Transportes (0,45% para -0,16%) e Habitação (0,36% para 0,33%) contribuíram para conter a alta apurada no mês.

IGP-M
O cálculo do IGP-M é composto pelo IPA, IPC e INCC. Os indicadores medem itens como bens de consumo (alimentos) e bens de produção (matérias-primas, materiais de construção), além dos preços de aluguéis, condomínios, transportes, dentre outros.

O IGP-M mede os níveis de inflação para toda a população, envolvendo todos os níveis de renda. Esse índice é utilizado para reajustes de contratos de aluguel, tarifas públicas e planos de saúde (no caso dos contratos mais antigos).

terça-feira, 28 de abril de 2009

Minha Casa, Minha Vida já tem 221 projetos, que garantem 43 mil casas

Por: Gladys Ferraz Magalhães
28/04/09
InfoMoney

SÃO PAULO - Segundo a presidente da CEF (Caixa Econômica Federal), Maria Fernanda Coelho, até a última quinta-feira (23), a entidade já teria recebido cerca de 221 projetos de obras para o programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal.
Em entrevista ao programa Brasil em Pauta, da Rádio Nacional, nesta terça-feira (28), conforme publicado pela Agência Brasil, a executiva disse também que tal quantidade já garantiria a construção de 43 mil moradias.
Programa
As propostas são uma parceria entre construtoras, estados e municípios e a previsão da presidente da CEF é de que as primeiras casas sejam entregues entre oito e 12 meses.
Ainda segundo ela, já foram assinados 200 termos de adesão de estados e municípios ao programa e, somente este mês, cerca de 14 milhões de simulações de financiamentos para o programa foram realizadas no site da Caixa.
"A ideia do programa é criar uma situação permanente, para resolver o problema do déficit habitacional", disse. Para evitar filas, Maria Fernanda orienta às pessoas que busquem informações pelo número 0800-7260101, nas agências do banco ou por meio da internet (www.caixa.gov.br).

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Consórcio de imóveis deve crescer em torno de 10% este ano

Por: Flávia Furlan Nunes
27/04/09
InfoMoney

SÃO PAULO - Os consórcios de imóveis devem crescer entre 8% e 10% neste ano, segundo estimativas da Abac (Associação Brasileira das Administradoras de Consórcios). Porém, como a modalidade concorre com o financiamento, uma mudança no cenário de crédito no Brasil pode prejudicar o setor.
"Esse percentual de crescimento pode ser mudado se a liberação de crédito ficar mais fácil. Mas não parece que vai mudar, sem contar para a baixa renda, para quem o governo lançou um pacote, mas que não é o público que o consórcio atinge mais fortemente", afirmou o presidente regional da Abac, Luiz Fernando Savian.
Público-alvo
De acordo com ele, os clientes de classes mais baixas normalmente não conseguem arcar com o consórcio e com o pagamento de um aluguel. Dados de pesquisa realizada pela Abac mostraram que a classe B representa 64% dos clientes de consórcios, enquanto a classe A representa 21% e a C, 10%. O restante diz respeito às classes DE.
"Nossa presença é mais forte na classe B, que ganha entre R$ 4 mil e R$ 8 mil mensais. Porque, muitas vezes, essa pessoa já mora em uma casa própria ou já tem um terreno e quer construir, por exemplo".
Dados do setorSavian afirmou que o número de clientes ativos nos consórcios de imóveis aumentou 10,4% entre novembro de 2007 e de 2008. Em vendas de novas cotas, o avanço foi de 3,1%, enquanto, no caso das contemplações, houve aumento de quase 19% no período analisado.
Dentre os motivos que ele aponta para o aumento do uso de consórcios no Brasil, estão a maior divulgação feita pelo setor, vantagens como custo mais baixo do que os financiamentos, facilidade na aprovação do cliente e o dinheiro na mão do consorciado para a compra do bem. Savian também citou a crise, a qual, segundo ele, "deu um empurrãozinho".

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Vendas de imóveis usados crescem 64% em São Paulo

Fabíola Binas
JORNAL DCI

SÃO PAULO - O mercado imobiliário parece que começa a virar o jogo a seu favor, com indicativos de reação de vendas no setor, em março, depois de um início de ano sombrio por conta das incertezas geradas pela crise econômica mundial. De acordo com a Lello, empresa líder em administração imobiliária no estado, o mercado de vendas de imóveis usados se recuperou e teve, em março, um crescimento de 64,1% no número de novos negócios fechados na cidade de São Paulo, em comparação a fevereiro.
A empresa indica que em janeiro havia registrado queda de 30,6% no total de imóveis comercializados em relação a dezembro de 2008. Já em fevereiro houve aumento de 26,5% nos novos negócios, na comparação com o primeiro mês do ano.
Em março, o crescimento foi maior nas vendas de imóveis de R$ 350 mil a R$ 1 milhão, especialmente em regiões como Mooca, Perdizes, Higienópolis, Pacaembu e Tatuapé, indicando que muitas pessoas com dinheiro aplicado passaram a investir no mercado imobiliário como alternativa à bolsa de valores e a outros investimentos.
"No início do ano muitas pessoas estavam em dúvida quanto aos rumos da economia e preferiram adiar as decisões. Mas agora estão aplicando na compra de casas e apartamentos", afirma Roseli Hernandes, gerente-geral de Locação e Vendas da Lello.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

SP resiste a participar de pacote habitacional

Para aderir ao programa de Lula, Estado quer repasse dos recursos diretamente à CDHU
Planalto afirma que imóveis serão feitos por construtoras e que Estados e municípios atuarão no cadastramento e na doação dos terrenos
DO "AGORA"
Jornal Folha de São Paulo

O Estado de São Paulo não deverá, por enquanto, aderir ao programa Minha Casa, Minha Vida, anunciado no mês passado pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata à sucessão de Lula. Segundo o governo estadual, se as regras de participação de Estados e municípios seguirem como estão, não haverá construção de moradias no pacote federal, que prevê de 1 milhão de casas.
Para a administração José Serra (PSDB), pré-candidato tucano à Presidência, o melhor seria haver repasse de recursos diretamente à CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), para que as casas mais baratas sejam construídas de acordo com o modelo já existente. O governo Serra diz que os imóveis construídos pela CDHU podem ter até três dormitórios, e no programa federal, só dois.
De acordo com o Estado, há 20 mil imóveis que serão construídos pela CDHU, até o ano que vem, e que poderiam entrar no programa federal, caso as regras sejam alteradas.
O governo paulista não concorda que o Estado só doe o terreno e cadastre as famílias. Quer também participar da construção dos imóveis.
Hoje, pelo programa federal, recebem os recursos para a construção das casas as construtoras privadas que têm seus projetos aprovados pela União. Os imóveis são financiados pelo para famílias com renda de até três mínimos (R$ 1.395, atualmente), com parcelas de cerca de R$ 50, por dez anos.
Se o pedido do Estado for atendido, a CDHU receberia os recursos federais e faria o gerenciamento da obra, por meio de contratos com construtoras.Hoje, quem quer se cadastrar no programa na capital procura a Cohab (Companhia Metropolitana de Habitação). Até ontem, havia mais de 94 mil cadastros no programa de Lula.
No total, existem mais de 500 mil famílias na fila da casa própria em São Paulo.Sem repasseSegundo a secretária nacional de Habitação do Ministério das Cidades, Inês Magalhães, no programa federal não haverá nenhum repasse de verba para que Estados e municípios façam a construção dos imóveis. "Já há R$ 1 bilhão de recursos do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] disponível para a CDHU."
"A prioridade é construir do zero para gerar emprego, mas os Estados podem continuar com seus programas e ainda aderirem ao Minha Casa, Minha Vida'", disse a secretária.
No lançamento do programa, Dilma já havia dito que a prioridade eram novos projetos de imóveis, para aumentar os empregos em construtoras.
Segundo o superintendente regional da Caixa Econômica Federal, Válter Nunes, a participação dos Estados se dará, principalmente, por meio de doação de terrenos e cadastramento de interessados. Para ele, nada impede que os imóveis da CDHU façam parte do programa, desde que estejam dentro das regras do pacote.
Para o deputado estadual Simão Pedro (PT), coordenador da Frente Parlamentar de Habitação e Reforma Urbana, a atitude do Estado é política, e não técnica. Segundo ele, Serra evita a adesão por considerar que o programa dará visibilidade à candidatura de Dilma.
Já o deputado estadual Milton Flávio, vice-líder do governo do PSDB na Assembleia Legislativa, diz que o Estado sempre tem interesse em participar de projetos habitacionais. "Mas não para entrar só no papel.
"Ele critica o projeto das casas do programa federal, que têm 32 m2 de área útil, ante pelo menos 42 m2 da CDHU.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Imóveis: contratos calculados pela tabela Price podem ser revistos

Por: Equipe InfoMoney
20/04/09
InfoMoney

SÃO PAULO - Quem tem contrato de financiamento com juros calculados pela tabela Price deve ficar atento. O Tribunal da Justiça Federal de São Paulo decidiu, na última semana, que essa forma de cálculo serão substituída pelo PES/CP (Plano de Equivalência Salarial por Categoria Profissional). Segundo a Cadmesp (Consultoria em Financiamentos Imobiliários), essa decisão pode reduzir em 50% o valor total do financiamento.
Com a decisão, do juiz Djalma Moreira Gomes, da 25ª Vara Civil, cerca de 300 mil mutuários podem se beneficiar com o reajuste, desde que peçam revisão. Aqueles que têm contrato calculado pelas tabelas SAC ou Sacre também podem pedir revisão dos juros de financiamento e garantir a redução do valor total.
Mais justoDe acordo com a consultoria, o PEC/CP é a forma mais coerente de cobrança dos juros em financiamento, já que as prestações mensais são reajustadas no mesmo período e o percentual de reajuste é obtido conforme a categoria profissional do mutuário.
Na prática, isso significa que, se o comprador do imóvel tiver o salário aumentado em 5% no mês de abril, a parcela do financiamento aumentará também 5%, mas no mês de maio. O percentual de reajuste da prestação nunca poderá ser maior do que o do salário do mutuário.
Financiamentos
De acordo com a Caixa Econômica Federal, no primeiro trimestre deste ano, o valor destinado para o financiamento imobiliário superou em 119% o do mesmo período do ano passado.
O montante equivale a R$ 7 bilhões, suficientes para beneficiar mais de 645 mil pessoas em todo o país. Segundo a assessoria de imprensa da entidade, a meta inicial da instituição para este ano era aplicar R$ 27 bilhões em financiamento habitacional.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

CMN regulamenta linha de crédito para infraestrutura de programa habitacional

Por: Gladys Ferraz Magalhães
17/04/09
InfoMoney

SÃO PAULO - O CMN (Conselho Monetário Nacional) regulamentou, na última quinta-feira (16), a linha de crédito especial da CEF (Caixa Econômica Federal) para financiar investimentos em infraestrutura de construtoras privadas, que tenham despesas com asfalto e saneamento, por exemplo, associadas aos empreendimentos habitacionais.
A linha será operada pela Caixa, mas os recursos, na ordem de R$ 5 bilhões, virão do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Cada beneficiado poderá financiar os gastos com infraestrutura, desde que não ultrapassem 10% do custo total da obra.
Segundo publicado pela Agência Brasil, as empresas terão até 31 de dezembro deste ano para aderir à linha de crédito.
Gastos
De acordo com o CMN, o governo gastará R$ 357 milhões para subsidiar os juros e encargos da nova linha de crédito, a partir de 2010.
As construtoras aderentes terão até 54 meses (quatro anos e meio) para quitar o empréstimo, cujos juros serão equivalentes à TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo), atualmente em 6,25% ao ano, acrescidos de 1 % anualmente.O mutuário, contudo, só começará a pagar o financiamento em 36 meses.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Construção civil lança agência para cuidar de financiamentos habitacionais

Por: Equipe InfoMoney
16/04/09
InfoMoney

SÃO PAULO - Será lançado nesta quinta-feira (16), um plano de criação de uma Agência Nacional de Habitação, que regulamentaria e controlaria os financiamentos de imóveis. A proposta foi sugerida na última quarta-feira (15) pelo setor de Construção Civil.
"Seria uma agência nacional de habitação ligada ao Ministério das Cidades, para poder desenvolver especificamente toda essa linha de financiamento com recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e da poupança", afirmou o presidente do Sinduscon - RJ (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio de Janeiro), Roberto Kauffman, de acordo com a Agência Brasil.
Apesar de pretender ficar ligada ao Ministério das Cidades, a agência, segundo Kauffman, será específica. "A gente acha que funcionaria melhor, porque o Ministério das Cidades tem uma série de outras funções. E a gente quer, especificamente, uma agência para cuidar da parte dos financiamentos habitacionais de média e baixa renda", disse.
Segundo ele, o plano será lançado na Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo) e na Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro) pela Cúpula Empresarial do Fórum Nacional.
Um programa bem alinhado
O presidente da Sinduscon acredita que o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida está bem alinhado com as pretensões do setor, em termos de "linhas de financiamento intensas para habitação de interesse social".
Para ele, o programa "vai ser um alento muito grande para o setor e vai proporcionar que empresas de pequeno e médio portes do Brasil possam atuar".
Programa AmpliadoDesde seu lançamento oficial, o programa habitacional do Governo já passou por algumas alterações antes de ser regulamentado pelo presidente Lula.
O plano, que antes beneficiaria apenas municípios com menos de 100 mil habitantes, agora atenderá todas as cidades de todos os estados brasileiros.
O programa de habitação rural, que faz parte do plano, também mudou suas regras. Foram acrescentadas mais duas faixas de rendas.
Agora, para participar, o agricultor deve ter renda anual e bruta de até R$ 10 mil, entre R$ 10 mil e R$ 22 mil e acima de R$ 22 mil limitando-se a R$ 60 mil.